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Artigos técnicos e informativos do setor florestal

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terça-feira, 17 de julho de 2018

Mudas de Eucalipto Clonado para todo Sudeste

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terça-feira, 2 de junho de 2015

NOTÍCIA:Paisagista cria jardim sensorial com pallets para casa-contêiner

 
Projetos estão presentes no evento de arquitetura Casa Cor, em São Paulo.Projetos estão presentes no evento de arquitetura Casa Cor, em São Paulo.
Com o objetivo de criar um espaço totalmente sensorial, com elementos que permitem vivenciar novas experiências por meio de cheiros e toques, a paisagista Fernanda Almeida criou o “Jardim das Sensações”. O ambiente complementa a área externa de uma casa-contêiner, ambos projetos estão presentes no evento de arquitetura Casa Cor, em São Paulo.
Trata-se de um jardim projetado sem a utilização de aparatos tecnológicos, o que transmite simplicidade e bem-estar. Para garantir a percepção por meio do olfato, a paisagista uniu plantas aromáticas como alecrim, manjericão e pimentas com lavandas e a utilização da Ipoméia Rubra. Além disso, diversas plantas complementam a naturalidade do local, entre elas estão Beaucarneas , Viburnum , Phormiuns.
O Jardim das Sensações ainda conta com diversos materiais de reuso, como pallets, cascas de pinus e caixas de laranja, onde serão plantados diversos temperos. “Optamos por criar um conceito simplista e minimalista, onde as pessoas poderão contemplar a experiência sensorial, por meio da união de aromas e a presença de elementos que recriam o quintal de nossas casas”, ressalta a paisagista Fernanda.
Atividades para crianças
Durante o evento da Casa Cor, que acontece no Jockey Club, o jardim contará com oficinas e atividades lúdicas para crianças de três a sete anos, que poderão manusear a terra, plantar, ver as flores e entender a importância da sustentabilidade e a preservação ambiental. “A ideia é oferecer um trabalho enriquecedor para as crianças, para que elas possam desabrochar o interesse pela natureza”, afirma Fernanda. As oficinas ocorrerão aos sábados e domingos.
Casa-contêiner
Assinada pelo arquiteto Daniel Kalil e a designer de interiores Karina Buchalla, trata-se de uma casa com área total de 170m², construída a partir de 4 containers HC-4O de 12 metros em sua estrutura principal, além de um container de 6 metros, onde está localizado o mini spa, com deck e piscina.
Construída em menos de 15 dias, a casa é um projeto que conta com containers reutilizáveis em toda sua estrutura. O forro de gesso possui um revestimento térmico e acústico especial, feito de lã de garrafas PET. Além disso, toda a iluminação é feita por lampâdas LED, que possui um consumo de energia menor que as comuns. "Pensamos em um projeto totalmente inovador e 100% sustentável", afirma Daniel Kalil.
Na composição do ambiente, os profissionais utilizaram papel de parede, painéis de MDF e cerâmicas estampadas, garantindo uma concepção sofisticada. O projeto possui cozinha totalmente integrada à sala de jantar, uma ampla sala de estar e galeria com acesso direto à área externa da casa. Para Karina Buchalla, designer responsável pelo projeto, "a ideia é trazer inspiração para os clientes por meio da união de conceitos e estilos fundamentais para a inovação e originalidade”. 
No interior dos quartos, o destaque fica por conta do sistema Surprise. Trata-se de uma tela, com imagens impressas ou até mesmo de um projetor, que substitui a televisão no quarto e permite a abertura total do armário, o que comprova a qualidade e novas tendências deste projeto.  Por fim, a área de lazer conta com uma piscina de cinco metros, um mini spa para seis pessoas com vista para um bosque e área verde preservada.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

segunda-feira, 1 de junho de 2015

NOTÍCIA: Chip feito de celulose pode iniciar era dos 'smartphones de madeira'

 
Novo modelo de chip semicondutor utilizando madeira como base principal.Novo modelo de chip semicondutor utilizando madeira como base principal.
Cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo modelo de chip semicondutor utilizando madeira como base principal. O estudo, que pode revolucionar a forma como os chips e dispositivos são produzidos, foi publicado na Nature, uma das publicações de maior credibilidade no cenário científico da atualidade.
Os chips comuns disponíveis no mercado são compostos por uma camada de suporte não-degradável, o que torna o produto agressivo ao meio ambiente devido ao descarte acumulado desses produtos ao longo dos anos. O "chip verde" substitui essa camada agressiva por uma chapa de nanofibrila de celulose (CNF), que é um material feito a partir da madeira, mais flexível e biodegradável que os materiais utilizados na indústria.
O processo também envolve um tratamento na pequena chapa de celulose para evitar aumentos e reduções de tamanho, já que o material pode contrair ou expandir de acordo com a absorção de umidade do ar. O resultado é um chip mais barato e menos agressivo.
Alguns analistas da área de tecnologia acreditam que o desenvolvimento dessa nova tecnologia capacite a produção de smartphones feitos em grande parte de madeira, substituindo o uso de materiais extremamente tóxicos à natureza, como o arsenieto de gálio, semicondutor utilizado em larga escala na indústria de eletrônica e informática.
Um fator que pode ajudar na maior utilização da celulose é o cálculo feito pelas indústrias, que envolve o preço do composto químico e sua capacidade de compor circuitos eletrônicos velozes. Nesse caso, a nanofibrila de celulose mostrou-se mais barata do que o arsenieto e silício - principais ingredientes de chips eletrônicos - e com desempenho semelhante.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

ARTIGO:Multiplicação in vitro de mogno (Khaya senegalensis)

Dissertação apresentada à Universidade Federal de Lavras de autoria de Emanuelle Taís da Silva Souza, relata sobre a Multiplicação in vitro de mogno (Khaya senegalensis).




O consumo desmedido de recursos naturais coloca em risco a sobrevivência de diferentes plantas arbóreas. Por essa razão, tem sido crescente a ação de pesquisadores que direcionam estudos no sentido da preservação das espécies, como o Mogno. Dentre as inúmeras ações, se destacam aquelas voltadas para a exploração sustentável dos recursos naturais, como o reflorestamento. É importante ressaltar que o sucesso das ações desenvolvidas depende em grande parte do emprego de técnicas capazes de viabilizar condições de propagação de espécies arbóreas de interesse econômico.
No Brasil, a madeira de Mogno Africano (gênero Khaya) tem alcançado valores de mercado cada vez mais elevados, superando, por exemplo, o Cedro, o Pinus e o Eucalipto. A valorização da madeira de Khaya em relação à espécie nativa (Swietenia macrophylla King), ou Mogno Brasileiro se dá em função da resistência a praga Hypsipyla grandella Zellar que ataca à gema terminal da espécie nativa, diminuindo o vigor, crescimento, e proporcionando múltiplas brotações, o que não é favorável para o mercado.
A busca de alternativas para a produção de mudas de Mogno tem sido um grande desafio para os pesquisadores florestais. A cultura de tecidos é uma dessas alternativas técnicas, pois pode ser usada como ferramenta para propagar espécies vegetais arbóreas que apresentam problemas que vão da produção, armazenamento, germinação até a patologia das sementes (COUTO, 2002).
 Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi produzir mudas in vitro de Mogno Africano (Khaya senegalensis), utilizando e optimizando técnicas de cultura de meristemas provenientes de sementes germinadas in vitro, via gemas axilares obtidas de plantas jovens cultivadas em casas de vegetação e via embriogênese somática de calos obtidos por meio de explantes foliares.
Para o isolamento dos meristemas provenientes de plantas cultivadas in vivo, foram testados meios MS com presença e ausência de reguladores de crescimento (BAP, AIA e AIB). O meio MS com adição de BAP e AIA foi o melhor meio pra realizar o isolamento de meristemas de plantas produzidas em casas de vegetação. Para multiplicação dos meristemas isolados de plantas cultivadas em casas de vegetação e dos provenientes de sementes germinadas in vitro foram utilizados meios MS e WPM combinados com BAP em diferentes concentrações. O meio MS contendo 0,50 mg.L−1 de BAP apresentou melhor resultado para multiplicação dos explantes meristemáticos. A indução de calos embriogêncios foi obtida com a utilização de segmentos foliares inoculados em meios MS, com diferentes combinações de reguladores de crescimento e variações nutricionais. As massas celulares obtidos foram avaliadas por microscopia óptica. Apenas calos desenvolvidos no meio MS suplementado com caseína, extrato de malte e concentração de 2,4-D, 2-iP e IBA apresentaram características embriogênicas, ou seja, maior potencial para possível regeneração de plantas de Mogno.


Biblioteca Florestal : www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/13545

Fonte da imagem: https://s3-sa-east-1.amazonaws.com/mfrural-produtos/110330-123968-589466-mudas-de-mogno-africano-khaya-senegalensis.jpg

NOTÍCIA: Disponibilidade de madeira potencializa negócios com biomassa

Por: Assessoria Programa Mais Floresta

Estimativas indicam que, nos próximos 20 anos, a demanda adicional de madeira será em torno de 117 milhões de m³/ano em âmbito nacional.


Do total, 40% é destinado para a produção de energia e carvão vegetal.
O Brasil consome hoje cerca de 179 milhões metros cúbicos de madeira por ano. Deste total, 40% é destinado para a produção de energia e carvão vegetal. A informação é do mestre em administração estratégica e diretor de Consultoria da Consufor, Marcio Funchal, que ministrará palestra sobre o tema durante o Programa Mais Floresta, promovido pelo Senar/MS - Serviço de Aprendizagem Rural de MS, em parceria com a Paulo Cardoso Comunicações, nesta quinta-feira (4), no Três Lagoas Florestal.

Estimativas da Consufor e do Governo Federal indicam que nos próximos 20 anos a demanda adicional de madeira será em torno de 117 milhões de m³/ano em âmbito nacional, sendo que 50% desse consumo será destinado à produção de energia. Para fazer frente ao crescimento da demanda, a área plantada com florestas no País deverá aumentar cerca de 3,5 milhões hectares até 2035 (aumento de aproximadamente de 1,8% ao ano). Essa evolução é considerada factível, uma vez que nos últimos 20 anos o aumento médio foi da ordem de 2% anuais, baseado principalmente no pinus e eucalipto.

“Mato Grosso do Sul, em particular, tem um grande potencial para a expansão dos negócios envolvendo biomassa de madeira, pois hoje possui a disponibilidade da madeira in natura, diversificando assim a possibilidade de venda da madeira, além da celulose, que vem a ser uma ótima alternativa para o produtor rural”, avalia. Durante o evento, Márcio Funchal apresentará mais dados e informações que possam ajudar o produtor rural na tomada de decisão de investir no plantio de eucalipto para a geração de biomassa.

Segundo o especialista, o agronegócio é um forte consumidor de energia a partir da queima da madeira para a secagem de grãos armazenados. Somente entre 2006 e 2014, a produção nacional de soja e milho (principais grãos produzidos no país) cresceu a taxas próximas de 8% ao ano e o investimento em armazenamento e processamento de grãos tem crescido também ano a ano.

NOTÍCIA: Genética no plantio de eucalipto será abordada no Três Lagoas Florestal

Por: Assessoria Famasul
Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).
Vários fatores são determinantes no plantio de uma floresta de eucalipto, mas dois devem ser analisados com muito critério: para quem será vendida e para que finalidade vai ser plantada. No caso do produtor que deseja plantar uma floresta, visando geração de energia, é preciso buscar materiais genéticos com alta produtividade, elevada densidade básica, alto teor de lignina e alto poder calorífico. Isso deve ser feito com o objetivo de maximizar a geração de energia por hectare.
“Atualmente não há no mercado um clone (tipo de muda reproduzida geneticamente) específica para esse segmento adaptada ao Mato Grosso do Sul. Logo, deve-se buscar entre os clones disponíveis aqueles que melhor se adéquam as características acima”.
Quem afirma é a pesquisadora Ana Gabriela Monnerat Carvalho Bassa da Arbogen, a primeira palestrante do Programa Mais Floresta, promovido Senar/MS - Serviço de Aprendizagem Rural e pelo Paulo Cardoso Comunicações que será realizado a próxima quinta-feira (04), às 15 horas, durante a feira Três Lagoas Florestal. O tema da palestra é o “Eucalipto na produção de biomassa e os materiais genéticos disponíveis para plantio em MS”.
Mas se não existe um clone específico para o Estado, então cabe a pergunta: por que ele é tão importante para definir a finalidade de uma floresta? Segundo Gabriela Bassa, os “clones apresentam características de qualidade da madeira distintas. Deve-se então conhecer essas características para a adequação do clone ao produto final. Por exemplo, ao plantar um clone de baixa densidade e baixo poder calorífico, o potencial de geração de energia não estará sendo maximizado. Na indústria de celulose e papel buscam-se características que maximizem a produção de toneladas de celulose por hectare. O mesmo deve ser feito para florestas produtoras de biomassa – deve-se buscar a maior geração de energia por hectare”.
Em sua palestra, a pesquisadora vai esclarecer as diferenças existentes na qualidade da madeira para diferentes segmentos industriais, focando nas características adequadas para biomassa: “Vou expor o trabalho que a ArborGen vem desenvolvendo, como a comercialização de clones protegidos, além do trabalho de desenvolvimento de clones e ainda citar um pouco do que temos feito no desenvolvimento do eucalipto transgênico, ainda em fase de pesquisa”.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

NOTÍCIA: Três Lagoas Florestal vai gerar novos negócios para fornecedores das indústrias de celulose

Por: Painel Florestal - Sarah Minini
Eldorado Brasil e Fibria vão investir mais de R$ 15 bilhões com a ampliação das fábricas a partir deste ano
A produção de celulose será duplicada nas duas fábricasA produção de celulose será duplicada nas duas fábricas
Próxima de completar 100 anos, Três Lagoas passa um grande momento econômico com o anúncio da ampliação das fábricas da Eldorado Brasil e Fibria. A feira Três Lagoas Florestal vivencia este momento oportunizando, para as empresas, a exposição de seus produtos e serviços, já que as duas gigantes de celulose ainda estão em processo de cotação de preços, embora já tenham afirmado que contratarão serviços de fornecedores de Três Lagoas.
De acordo com Carlos Monteiro, diretor industrial da Eldorado Brasil, neste momento a empresa está em processo de tomada de preços junto aos fornecedores de equipamentos e tecnologias. A decisão final sobre as empresas contratadas será anunciada no segundo semestre. “Sempre que possível, vamos optar por fornecedores locais, com o objetivo de desenvolver a região em que atuamos, mas atentos ao atendimento de critérios de sustentabilidade, respeito ao trabalhador e à legislação vigente. Por enquanto, podemos adiantar que a nova linha vai adotar, alinhada aos pilares de competitividade e inovação da Eldorado, as mais modernas tecnologias e soluções disponíveis no mercado”, comentou.
Paulo Silveira, gerente de suprimentos da Fibria, ressalta o alinhamento de todas as lideranças da empresa para que no momento de ampliação sejam escolhidos, preferencialmente, fornecedores de Três Lagoas. Em anúncio oficial foi dito que inicialmente serão 60 fornecedores locais para atender as demandas, mas a expectativa é que o número seja maior.
“Calculamos 60 fornecedores, usando como referência as obras da construção da primeira linha de produção, mas o cenário mudou e temos fornecedores totalmente aptos a nos atender. Inclusive em parceria com o IEL (Instituto EuvaldoLodi - MS) atuamos em Três Lagoas com o PQF (Programa de Qualificação de Fornecedores) em que temos mais de 100 empresas auditadas em controle de qualidade, o que deverá representar um bom incremento financeiro aos fornecedores locais”, explicou.
ELDORADO
Ao todo, serão investidos R$ 8 bilhões na nova fábrica, sendo que 70% do valor serão de linhas de financiamentos e 30%de capital próprio. A previsão é que a segunda linha comece a operar no primeiro semestre de 2018.
FIBRIA
Um dos maiores investimentos privados no Brasil com foco em exportação, o valor do projeto soma R$ 7,7 bilhões (equivalente a cerca de US$ 2,5 bilhões) e será realizado com recursos próprios provenientes da forte geração de caixa da companhia e com financiamentos de diversas fontes como BNDES, agências de créditos de exportação (ECAs), Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste, bancos comerciais e mercado de capitais.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

ARTIGO: Macaúba: matéria-prima nativa com potencial para a produção de biodiesel

De acordo com o Plano Nacional de Agroenergia, lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a pesquisa deve buscar novos patamares de rendimento de óleo com maior adensamento energético das espécies oleaginosas, passando do nível atual de 500 a 700 kg de óleo/ha obtido com as culturas tradicionais, em que se tem domínio tecnológico, como soja e mamona, para aproximadamente 5.000 kg de óleo/ha, proporcionando competitividade crescente ao biodiesel e promovendo a segurança energética nacional.

Nesta busca de patamares mais elevados de produtividade em termos de quantidade de óleo produzida por hectare, estão sendo estudadas e utilizadas espécies perenes como, por exemplo, as palmeiras oleíferas (dendê, macaúba e buritis) e pinhão manso, de alto rendimento de óleo, com produtividades superiores a 4.000 kg de óleo/há e adaptadas a condições edafo-climáticas distintas, incluindo biomas diversos, principalmente cerrado, caatinga e floresta amazônica.

Há, então, perspectivas reais de utilização da macaúba como matéria-prima para produção de biodiesel no Brasil. Esta palmácea se destaca pelo seu potencial para a produção de grandes quantidades de óleo por unidade de área, além da possibilidade de utilização em sistemas agrosilvopastoris.

A macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lood. ex Mart) é uma palmeira nativa das Florestas Tropicais. Apresenta grande dispersão no Brasil e em países vizinhos como Colômbia, Bolívia e Paraguai. No Brasil ocorrem povoamentos naturais em quase todo território, mas as maiores concentrações estão localizadas em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo amplamente espalhados pelas áreas de Cerrado .

Essa espécie tem vasta sinonímia popular no Brasil: macaúba, mucajá, mocujá, mocajá, macaíba, macaiúva, bacaiúva, bocaiúva, umbocaiúva, imbocaiá, coco-de-catarro ou coco-de-espinho.

O fruto é a parte mais importante da planta, cuja polpa é consumida in natura ou usada para extração de gordura comestível; a amêndoa fornece óleo claro com qualidades semelhantes ao da azeitona. Dada a sua ampla utilidade, essas palmeiras vem sendo utilizadas pelo homem desde tempos pré-históricos (cerca de 9.000 anos AC). Pesquisas publicadas na Revista FAPESP de Dezembro de 2002 mostraram que as cascas, secas e trituradas, podem ser utilizadas como fonte valiosa no combate à desnutrição infantil, por terem teor de ferro quatro vezes mais elevado do que a multimistura, além de concentrações razoáveis de cálcio e fosfato. Assim, a casca da macaúba pode substituir alguns componentes deste suplemento alimentar normalmente distribuído pela Pastoral do Menor, tais como a semente de girassol e de amendoim, escassas na região nordeste na estiagem, período em que aumenta a desnutrição infantil.

Existem vários relatos de utilização tradicional da macaúba como fonte de óleo para fins alimentícios, fabricação de sabões e queima para fins de iluminação e aquecimento. Essa palmeira apresenta significativo potencial de produção devido ao elevado teor de óleo e capacidade de adaptação a densas populações. As produtividades potenciais por área assemelham-se à do dendê, podendo chegar a mais de 4 t de óleo/ha.

Os frutos são formados por cerca de 20% de casca, 40% de polpa, 33% de endocarpo e 7% de amêndoa. Os teores de óleo são ligeiramente maiores na polpa (60%), em relação à amêndoa (55%). Assim como do dendê, são extraídos dois tipos de óleo da macaúba. Da amêndoa é retirado um óleo fino que representa em torno de 15% do total de óleo da planta, rico em ácido láurico (44%) e oléico (26%), tendo potencial para utilizações nobres, na indústria alimentícia, farmacêutica e de cosméticos.

O óleo extraído da polpa, com maior potencial para a fabricação de biodiesel, é dominado por ácido oléico (53%) e palmítico (19%) e tem boas características para o processamento industrial, mas apresenta sérios problemas de perda de qualidade com o armazenamento. Assim como ocorre com o dendê, os frutos devem ser processados logo após a colheita, pois se degradam rapidamente, aumentando a acidez e prejudicando a produção do biocombustível. As tortas produzidas a partir do processamento da polpa e da amêndoa são aproveitáveis em rações animais com ótimas características nutricionais e boa palatabilidade. Tem-se, ainda, como importante subproduto o carvão produzido a partir do endocarpo (casca rígida que envolve a amêndoa), que apresenta elevado poder calorífico.

No sentido de viabilizar a utilização comercial da macaúba e torná-la uma espécie realmente atrativa para a produção de biodiesel a Embrapa Agroenergia tem coordenado projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) envolvendo esta cultura. Em um deles, com financiamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e em parceria com a Embrapa Cerrados estão sendo realizados levantamentos da ocorrência de maciços nativos de macaúba em Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Com o resultado desse estudo podem-se estabelecer regiões onde existem grandes maciços nativos de macaúba e também fazer o levantamento do potencial produtivo dos maciços identificados.

Para evitar o rápido esgotamento da fonte energética são estudadas práticas de extrativismo sustentável, com a realização de inventário detalhado na área de abrangência dos maciços, o planejamento da conservação e uso dos recursos genéticos disponíveis, a definição de tipos de atividades permitidas e a elaboração de normas de uso da área, de acordo com a potencialidade do zoneamento para cada atividade.

Também são realizados estudos para desenvolver sistemas de produção, onde a macaúba será cultivada em plantios racionais. Para tanto, estão sendo feitas pesquisas com melhoramento genético, plantio, adubação, espaçamento entre plantas e obtidas as informações necessárias para o estabelecimento de sistemas de produção sustentáveis. Uma grande vantagem da macaúba é a possibilidade da produção consorciada com outras espécies. Podem ser produzidos alimentos (feijão, milho) durante a implantação da cultura e após quatro anos, quando as palmeiras atingirem a altura de 7 a 10 metros e estiverem em produção normal de frutos, pode-se plantar capim para criar gado. É um sistema integrado com bom rendimento, pois o gado se alimenta do capim e dos frutos que, eventualmente, caem das árvores e o esterco produzido pelos animais fertiliza as palmeiras.

Com os conhecimentos disponíveis, sabe-se que a macaúba não pode ser utilizada como única matéria prima para a alimentação de uma usina rentável de biodiesel, pois a colheita dos frutos não acontece o ano inteiro. Para que a usina possa funcionar durante pelo menos onze meses por ano, será necessário utilizar outras oleaginosas, como soja, girassol, algodão, mamona e também sebo bovino. Cada uma das combinações de matérias-primas exige estudos e pesquisas específicos e eventuais adaptações no processamento industrial.

Uma proposta apresentada pela Embrapa Agroenergia é o estabelecimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs) que possam atender a necessidade do suprimento contínuo de matérias-primas para a produção de biodiesel e que permitam otimizar o uso das terras e o balanço energético global. Nesse tipo de APL será vantajosa a formação de associações ou cooperativas de produtores que instalem unidades de esmagamento das matérias-primas. O óleo vegetal extraído será transportado até a usina de biodiesel e a torta resultante da extração aproveitada pelos próprios produtores das oleaginosas, tanto para alimentação animal, quanto para utilização como adubo. Com esse esquema, o raio de produção das matérias-primas para abastecimento da usina de biodiesel poderá ser ampliado, o que não seria economicamente viável se os grãos inteiros fossem transportados ate à usina de biodiesel e as tortas transportadas de volta até às regiões produtoras.


Fonte: Macaúbanet /Biomercado

ARTIGO: Qual o clone ideal para o eucalipto?

05/2015 – Clonagem de eucalipto é apenas uma maneira de propagar em escala comercial os melhores frutos (produtos) do melhoramento genético. Quando se fala em plantar clones de eucalipto, fala-se do topo do que existe em melhoramento genético e desenvolvimento tecnológico para a formação de florestas plantadas.
Para chegar ao melhor material são feitas diversas análises buscando aproveitar a variação genética que existe entre os indivíduos de uma população. No geral, os indivíduos dentro de uma população seguem para determinada característica a variação de uma curva de distribuição normal.
Eucalipto
Segundo o engenheiro florestal, doutor em Melhoramento Genético e coordenador de Tecnologia do grupo CMPC Celulose Riograndense, Glêison dos Santos, a clonagem, portanto, permite trabalhar com os melhores indivíduos da população de melhoramento, com valores superiores à média.
“O melhoramento genético é o aperfeiçoamento das características do eucalipto ao longo dos anos, sendo que algumas espécies já estão em seu terceiro ciclo de melhoramento no Brasil. O que fazemos é selecionar os indivíduos superiores, o mais próximo possível do lado direito da curva de distribuição, onde estão os melhores indivíduos para essa característica. O próximo passo é transformar esses indivíduos sem clones”, explica Santos.
EucaliptoPara o clone, as características mais buscadas são crescimento volumétrico, pois é necessário ter uma produtividade florestal acima de 40 m³ por hectare por ano; resistência a doenças e pragas; qualidade da madeira e fazer que o clone ainda com a matéria-prima produzida seja homogênea e aderente à demanda dos clientes, diferente do plantio por semente, que gera heterogeneidade e variações desnecessárias no produto final.
Existem vários tipos de clone, cada um específico para uma região do Brasil, em especial para condição de solo e clima.
“Existem os clones que chamamos de clone de mercado, desenvolvidos há mais tempo, que estão disponíveis para compra em viveiros particulares. E mais recentemente, desenvolveram-se novos clones que agora podem ser protegidos, o que permite proteger esse clone dentro da lei brasileira de proteção de cultivares, o que pode gerar o pagamento de royalties para seu uso”, detalha Santos.
Para escolha do clone ideal, é preciso primeiro determinar o objetivo final de uso, seja para energia, serraria, carvão, celulose, entre outros. Há, portanto, uma gama de clones desenvolvidos para cada uma dessas finalidades, sendo necessário observar se o material se adapta à região de plantio. Para a melhor informação sobre quais são os melhores clones para determinado produto, é sempre importante consultar um engenheiro florestal.
Fonte: Revista Campo & Negócios / Adaptado por CeluloseOnline

NOTÍCIA: Setor de madeira e celulose no Brasil é tema de encontro com delegação da Suécia

Suécia26/05/2015 – O futuro do setor de madeira e celulose no Brasil, os efeitos da legislação brasileira e as pesquisas científicas que estão sendo realizadas, foram alguns dos temas tratados por uma delegação da Suécia que esteve no Brasil na semana passada.
O grupo foi recebido pela secretária de Relações Internacionais do Ministério de Agricultura, Tatiana Palermo, em uma reunião composta por representantes do governo e empresas privadas, em especial da área florestal do país.
Tatiana enfatizou que, atualmente, o Brasil tem capacidade para produzir madeira destinada à extração de celulose sem desmatar novas áreas, utilizando aquelas que hoje são ocupadas, por exemplo, com pastagens de baixa produtividade.
O fiscal federal agropecuário Sidney Medeiros, da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, ressaltou que, dentro do Plano ABC, que visa à redução da emissão de carbono na agricultura, a área de Florestas Plantadas, um dos programas disponíveis no plano, aumentou consideravelmente.
Em 2010, eram seis milhões de hectares e em 2015, já são 7,2 milhões de hectares. A meta é atingir nove milhões de hectares até 2020, capacitando produtores, promovendo pesquisas e disponibilizando linhas de crédito para a implantação de florestas.
Fonte: Capital News / Adaptado por CeluloseOnline

ARTIGO: Pesquisa revela que árvores ajudam a conservar água no solo em sistema integrado com lavoura

Embrapa26/05/2015 – Dados iniciais coletados pela Embrapa Agrossilvipastoril em um experimento realizado em Sinop (MT), revelaram que as perdas de água pelo escoamento superficial são menores em sistemas de integração lavoura-floresta do que em sistemas produtivos apenas com culturas anuais.
A pesquisa, que ainda está em andamento, comparou o volume de perda de solo e o escoamento da água da chuva em seis situações: solo descoberto, lavoura (rotação soja e milho com braquiária), integração lavoura-floresta, pastagem, silvicultura de eucalipto e mata nativa.
A análise dos dados do primeiro ano de monitoramento mostra que há menor volume escoado no sistema de integração lavoura-floresta do que na área apenas com lavoura. Enquanto na rotação de soja na safra e milho com braquiária na safrinha, o escoamento foi de 2,4% do total de precipitação, no sistema silviagrícola, esse número foi de apenas 1,7%. Em um local onde chovem cerca de 2.000 mm/ano, isso representa 14 litros a mais infiltrados a cada metro quadrado. Em um hectare, são 140 mil litros a mais disponíveis no solo.
“Há um período de transição, quando ocorre o plantio, que o solo fica desprotegido. Nesse período temos eventos intensos de chuva e isso ocasiona a perda de solo. No sistema integrado, embora também tenha havido a retirada da cultura anual, o componente arbóreo estava lá. Ele atua na diminuição da energia cinética da chuva e reduz o escoamento da água”, explica o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Cornélio Zolin.
De acordo com o pesquisador, quanto menor o escoamento, melhor é para a conservação dos recursos hídricos. Isso porque a água que escoa tem menor oportunidade de infiltração. “Quando se fala em disponibilidade de água, estamos preocupados com a água que infiltra. Essa água vai ficar no solo para ser usada pelas culturas e também vai alimentar o lençol freático. É esse lençol que abastece os rios na seca, garantindo uma vazão mais constante”, explica.
A pesquisa também analisou a perda de solo pelo efeito da chuva. Observou-se que, com exceção do solo descoberto, todos os outros sistemas tiveram perda de solo por erosão hídrica dentro do limite tolerável para o tipo de solo da área experimental.
Além disso, em uma próxima etapa, o trabalho irá quantificar e avaliar os nutrientes e a matéria orgânica presentes no solo e água que são perdidos com o escoamento da chuva nos diferentes sistemas produtivos estudados.
Fonte: Embrapa / Adaptado por CeluloseOnline

terça-feira, 19 de maio de 2015

NOTÍCIAS: GOVERNADOR DO PIAUÍ RECEBE EMPRESÁRIOS DO SETOR FLORESTAL

Governador recebe empresários do setor florestal
Encontro visa estabelecer políticas de incentivo tributário e reativar o Programa de Desenvolvimento Florestal

Celina Honório

Reunião com empresários do Setor Florestal (Foto:Jorge Henrique Bastos)
O governador Wellington Dias recebeu, na manhã desta segunda-feira (18), empresários do setor florestal, com o objetivo de discutir melhorias e incentivos para o setor. Estiveram presentes representantes das empresas Agropecuária Barras, Grupo Canel, Grupo Arrey e Fazenda Chapada Grande, além de gestores da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Planejamento (Seplan), Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar), Desenvolvimento Tecnológico (Sedet) e Governo (Segov).

Os empresários buscam, junto ao governo do Estado, reativar e fomentar o Programa de Desenvolvimento Florestal, que visa desenvolver de forma sustentável a área agrícola do estado, promovendo a preservação de vegetação nativa. Outro ponto enfocado pelos empresários foi a necessidade de desenvolver uma matriz energética voltada para o setor agrícola; incentivar as pequenas indústrias que já estão instaladas no Piauí; estabelecer uma política fiscal e tributária que atenda ao mercado produtor de eucalipto e grãos e o incentivo ao aumento na arborização do estado, com a comercialização de mudas.

Segundo o empresário Tiago Junqueira, é importante incentivar a produção florestal e o consumo interno de grãos, o crescimento diversificado da produção e uma política fiscal que proteja o mercado interno. “Temos interesse em investir no Piauí, mas precisamos de apoio do Estado, que já tem produção agrícola, agora precisa de indústrias”, destaca.

O governador Wellington Dias garante que pretende desenvolver uma política fiscal de acordo com o Plano de Desenvolvimento estabelecido pela fronteira agrícola do Matopiba. Além disso, Dias frisa que a Semar deve começar a examinar a possibilidade de fazer a transição gradativa do uso da mata nativa para madeira de reflorestamento; uma vez que até 2017 o uso da madeira nativa em indústrias deve ser substituída pela de reflorestamento.

Dias destaca ainda que pretende reativar o Programa de Desenvolvimento Florestal, criando inicialmente uma câmara setorial para começar a tratar do assunto e unir forças com o setor da produção florestal para garantir a sobrevivência da produção agrícola. “O mercado de celulose voltou a ter sinais de melhoria. Temos interesse de retomar as negociações com grandes empresas, como a Suzano Papel e Celulose. Isso é uma alternativa para o escoamento da produção de eucalipto do Estado”, conclui.

FONTE: Portal Governo do |Piauí

NOTÍCIAS: UNIVERSIDADE DE PORTUGAL DESENVOLVE DRONE QUE AVALIA ESTADO DE FLORESTAS

Monitorizar o estado da saúde das áreas florestais. Este é o objetivo do drone desenvolvido na Universidade de Aveiro, em Portugal, e que tem capacidade para monitorizar efeitos como a seca, doenças e fungos nas árvores, cobrindo até 50 mil metros quadrados de floresta, em apenas 10 minutos.
Drone
07/05/2015 – O equipamento é resultado de um projeto de investigação dos departamentos de Ordenamento e Ambiente, de Química, de Biologia e da Escola Superior de Tecnologia de Águeda da Universidade de Aveiro.
A tecnologia acoplada ao drone permite avaliar o grau de impacto de vários fatores de “stress” numa área florestal, seja os causados pela falta de água ou de nutrientes, seja os provocados por doenças ou ataques de insetos e fungos.
“Nesta primeira fase, desenvolvemos um sistema para a monitorização de plantações de eucalipto, tendo em conta a relevância econômica destas plantações”, revela o coordenador do projeto, Jan Jacob Keizer.
Em Portugal, o eucalipto é a espécie florestal dominante representando mais de 6% do total da superfície florestal, perfazendo 812 mil hectares. No Brasil, em 2012, a área ocupada por florestas plantadas de eucalipto totalizava mais de cinco milhões de hectares, o que representa 70,8 por cento do total de florestas brasileiras plantadas.
A tecnologia do drone baseia-se num sistema de monitorização em que imagens multiespectrais – imagens adquiridas em diferentes comprimentos de onda que resultam na captura separada de cores – e que são adquiridas, através do veículo aéreo de asa rotativa com propulsão elétrica, com um sensor multi-espectral.
Os drones podem ser enviados em missão sob solicitação dos produtores florestais, podendo monitorizar, de forma expedita, alterações no coberto florestal.
Fonte: TVI 24 / Adaptado por CeluloseOnline

NOTÍCIAS: EUCALIPTO DE USO MULTIPLO COMO TEMA DE SEMINÁRIO EM BRASILIA

19/05/2015 – Apresentar ao público casos de sucesso envolvendo sistemas produtivos com uso do eucalipto. Este é o objetivo do 10º Seminário de Atualização na Cultura do Eucalipto que acontece no dia 20 de maio na sede da CNA, em Brasília, Distrito Federal.O evento é organizado pela R&S Florestal com apoio do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).
O seminário contará com palestras do Secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, José Guilherme Tollstadius, do professor do Departamento de Engenharia Florestal da UNB, Anderson Marcos, da professora do Departamento de Engenharia Florestal da Esalq/USP, Luciana Duque Silva e o consultor da Vetor, Ronaldo Trecenti.
Plantação de eucalipto“O eucalipto pode ser usado para múltiplos usos. Além da produção de celulose, ele pode ser usado na construção civil, para geração de energia térmica e elétrica, movelaria, dentre outros. O produtor deve estar atento ao mercado regional e nacional e utilizar técnicas adequadas de planto e manejo de acordo com o destino da sua floresta”, afirma o presidente da Comissão de Silvicultura da CNA, Walter Rezende.
As inscrições podem ser feitas no e-mail [email protected]. Mais informações pelos telefone (61) 3501-0526 e (61) 98162-9969.
Fonte: Cenário MT / Adaptado por CeluloseOnline

segunda-feira, 16 de março de 2015

PROJETO: MINI JARDIM CLONAL HIDROPÔNICO