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Diversidade de materiais genéticos de eucalipto testados em todas regiões brasileiras e para diversos segmentos florestais Mais informações »

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Artigos técnicos e informativos do setor florestal

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terça-feira, 2 de junho de 2015

NOTÍCIA:Paisagista cria jardim sensorial com pallets para casa-contêiner

 
Projetos estão presentes no evento de arquitetura Casa Cor, em São Paulo.Projetos estão presentes no evento de arquitetura Casa Cor, em São Paulo.
Com o objetivo de criar um espaço totalmente sensorial, com elementos que permitem vivenciar novas experiências por meio de cheiros e toques, a paisagista Fernanda Almeida criou o “Jardim das Sensações”. O ambiente complementa a área externa de uma casa-contêiner, ambos projetos estão presentes no evento de arquitetura Casa Cor, em São Paulo.
Trata-se de um jardim projetado sem a utilização de aparatos tecnológicos, o que transmite simplicidade e bem-estar. Para garantir a percepção por meio do olfato, a paisagista uniu plantas aromáticas como alecrim, manjericão e pimentas com lavandas e a utilização da Ipoméia Rubra. Além disso, diversas plantas complementam a naturalidade do local, entre elas estão Beaucarneas , Viburnum , Phormiuns.
O Jardim das Sensações ainda conta com diversos materiais de reuso, como pallets, cascas de pinus e caixas de laranja, onde serão plantados diversos temperos. “Optamos por criar um conceito simplista e minimalista, onde as pessoas poderão contemplar a experiência sensorial, por meio da união de aromas e a presença de elementos que recriam o quintal de nossas casas”, ressalta a paisagista Fernanda.
Atividades para crianças
Durante o evento da Casa Cor, que acontece no Jockey Club, o jardim contará com oficinas e atividades lúdicas para crianças de três a sete anos, que poderão manusear a terra, plantar, ver as flores e entender a importância da sustentabilidade e a preservação ambiental. “A ideia é oferecer um trabalho enriquecedor para as crianças, para que elas possam desabrochar o interesse pela natureza”, afirma Fernanda. As oficinas ocorrerão aos sábados e domingos.
Casa-contêiner
Assinada pelo arquiteto Daniel Kalil e a designer de interiores Karina Buchalla, trata-se de uma casa com área total de 170m², construída a partir de 4 containers HC-4O de 12 metros em sua estrutura principal, além de um container de 6 metros, onde está localizado o mini spa, com deck e piscina.
Construída em menos de 15 dias, a casa é um projeto que conta com containers reutilizáveis em toda sua estrutura. O forro de gesso possui um revestimento térmico e acústico especial, feito de lã de garrafas PET. Além disso, toda a iluminação é feita por lampâdas LED, que possui um consumo de energia menor que as comuns. "Pensamos em um projeto totalmente inovador e 100% sustentável", afirma Daniel Kalil.
Na composição do ambiente, os profissionais utilizaram papel de parede, painéis de MDF e cerâmicas estampadas, garantindo uma concepção sofisticada. O projeto possui cozinha totalmente integrada à sala de jantar, uma ampla sala de estar e galeria com acesso direto à área externa da casa. Para Karina Buchalla, designer responsável pelo projeto, "a ideia é trazer inspiração para os clientes por meio da união de conceitos e estilos fundamentais para a inovação e originalidade”. 
No interior dos quartos, o destaque fica por conta do sistema Surprise. Trata-se de uma tela, com imagens impressas ou até mesmo de um projetor, que substitui a televisão no quarto e permite a abertura total do armário, o que comprova a qualidade e novas tendências deste projeto.  Por fim, a área de lazer conta com uma piscina de cinco metros, um mini spa para seis pessoas com vista para um bosque e área verde preservada.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

segunda-feira, 1 de junho de 2015

NOTÍCIA: Chip feito de celulose pode iniciar era dos 'smartphones de madeira'

 
Novo modelo de chip semicondutor utilizando madeira como base principal.Novo modelo de chip semicondutor utilizando madeira como base principal.
Cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo modelo de chip semicondutor utilizando madeira como base principal. O estudo, que pode revolucionar a forma como os chips e dispositivos são produzidos, foi publicado na Nature, uma das publicações de maior credibilidade no cenário científico da atualidade.
Os chips comuns disponíveis no mercado são compostos por uma camada de suporte não-degradável, o que torna o produto agressivo ao meio ambiente devido ao descarte acumulado desses produtos ao longo dos anos. O "chip verde" substitui essa camada agressiva por uma chapa de nanofibrila de celulose (CNF), que é um material feito a partir da madeira, mais flexível e biodegradável que os materiais utilizados na indústria.
O processo também envolve um tratamento na pequena chapa de celulose para evitar aumentos e reduções de tamanho, já que o material pode contrair ou expandir de acordo com a absorção de umidade do ar. O resultado é um chip mais barato e menos agressivo.
Alguns analistas da área de tecnologia acreditam que o desenvolvimento dessa nova tecnologia capacite a produção de smartphones feitos em grande parte de madeira, substituindo o uso de materiais extremamente tóxicos à natureza, como o arsenieto de gálio, semicondutor utilizado em larga escala na indústria de eletrônica e informática.
Um fator que pode ajudar na maior utilização da celulose é o cálculo feito pelas indústrias, que envolve o preço do composto químico e sua capacidade de compor circuitos eletrônicos velozes. Nesse caso, a nanofibrila de celulose mostrou-se mais barata do que o arsenieto e silício - principais ingredientes de chips eletrônicos - e com desempenho semelhante.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

NOTÍCIA: Disponibilidade de madeira potencializa negócios com biomassa

Por: Assessoria Programa Mais Floresta

Estimativas indicam que, nos próximos 20 anos, a demanda adicional de madeira será em torno de 117 milhões de m³/ano em âmbito nacional.


Do total, 40% é destinado para a produção de energia e carvão vegetal.
O Brasil consome hoje cerca de 179 milhões metros cúbicos de madeira por ano. Deste total, 40% é destinado para a produção de energia e carvão vegetal. A informação é do mestre em administração estratégica e diretor de Consultoria da Consufor, Marcio Funchal, que ministrará palestra sobre o tema durante o Programa Mais Floresta, promovido pelo Senar/MS - Serviço de Aprendizagem Rural de MS, em parceria com a Paulo Cardoso Comunicações, nesta quinta-feira (4), no Três Lagoas Florestal.

Estimativas da Consufor e do Governo Federal indicam que nos próximos 20 anos a demanda adicional de madeira será em torno de 117 milhões de m³/ano em âmbito nacional, sendo que 50% desse consumo será destinado à produção de energia. Para fazer frente ao crescimento da demanda, a área plantada com florestas no País deverá aumentar cerca de 3,5 milhões hectares até 2035 (aumento de aproximadamente de 1,8% ao ano). Essa evolução é considerada factível, uma vez que nos últimos 20 anos o aumento médio foi da ordem de 2% anuais, baseado principalmente no pinus e eucalipto.

“Mato Grosso do Sul, em particular, tem um grande potencial para a expansão dos negócios envolvendo biomassa de madeira, pois hoje possui a disponibilidade da madeira in natura, diversificando assim a possibilidade de venda da madeira, além da celulose, que vem a ser uma ótima alternativa para o produtor rural”, avalia. Durante o evento, Márcio Funchal apresentará mais dados e informações que possam ajudar o produtor rural na tomada de decisão de investir no plantio de eucalipto para a geração de biomassa.

Segundo o especialista, o agronegócio é um forte consumidor de energia a partir da queima da madeira para a secagem de grãos armazenados. Somente entre 2006 e 2014, a produção nacional de soja e milho (principais grãos produzidos no país) cresceu a taxas próximas de 8% ao ano e o investimento em armazenamento e processamento de grãos tem crescido também ano a ano.

NOTÍCIA: Genética no plantio de eucalipto será abordada no Três Lagoas Florestal

Por: Assessoria Famasul
Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).
Vários fatores são determinantes no plantio de uma floresta de eucalipto, mas dois devem ser analisados com muito critério: para quem será vendida e para que finalidade vai ser plantada. No caso do produtor que deseja plantar uma floresta, visando geração de energia, é preciso buscar materiais genéticos com alta produtividade, elevada densidade básica, alto teor de lignina e alto poder calorífico. Isso deve ser feito com o objetivo de maximizar a geração de energia por hectare.
“Atualmente não há no mercado um clone (tipo de muda reproduzida geneticamente) específica para esse segmento adaptada ao Mato Grosso do Sul. Logo, deve-se buscar entre os clones disponíveis aqueles que melhor se adéquam as características acima”.
Quem afirma é a pesquisadora Ana Gabriela Monnerat Carvalho Bassa da Arbogen, a primeira palestrante do Programa Mais Floresta, promovido Senar/MS - Serviço de Aprendizagem Rural e pelo Paulo Cardoso Comunicações que será realizado a próxima quinta-feira (04), às 15 horas, durante a feira Três Lagoas Florestal. O tema da palestra é o “Eucalipto na produção de biomassa e os materiais genéticos disponíveis para plantio em MS”.
Mas se não existe um clone específico para o Estado, então cabe a pergunta: por que ele é tão importante para definir a finalidade de uma floresta? Segundo Gabriela Bassa, os “clones apresentam características de qualidade da madeira distintas. Deve-se então conhecer essas características para a adequação do clone ao produto final. Por exemplo, ao plantar um clone de baixa densidade e baixo poder calorífico, o potencial de geração de energia não estará sendo maximizado. Na indústria de celulose e papel buscam-se características que maximizem a produção de toneladas de celulose por hectare. O mesmo deve ser feito para florestas produtoras de biomassa – deve-se buscar a maior geração de energia por hectare”.
Em sua palestra, a pesquisadora vai esclarecer as diferenças existentes na qualidade da madeira para diferentes segmentos industriais, focando nas características adequadas para biomassa: “Vou expor o trabalho que a ArborGen vem desenvolvendo, como a comercialização de clones protegidos, além do trabalho de desenvolvimento de clones e ainda citar um pouco do que temos feito no desenvolvimento do eucalipto transgênico, ainda em fase de pesquisa”.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

NOTÍCIA: Três Lagoas Florestal vai gerar novos negócios para fornecedores das indústrias de celulose

Por: Painel Florestal - Sarah Minini
Eldorado Brasil e Fibria vão investir mais de R$ 15 bilhões com a ampliação das fábricas a partir deste ano
A produção de celulose será duplicada nas duas fábricasA produção de celulose será duplicada nas duas fábricas
Próxima de completar 100 anos, Três Lagoas passa um grande momento econômico com o anúncio da ampliação das fábricas da Eldorado Brasil e Fibria. A feira Três Lagoas Florestal vivencia este momento oportunizando, para as empresas, a exposição de seus produtos e serviços, já que as duas gigantes de celulose ainda estão em processo de cotação de preços, embora já tenham afirmado que contratarão serviços de fornecedores de Três Lagoas.
De acordo com Carlos Monteiro, diretor industrial da Eldorado Brasil, neste momento a empresa está em processo de tomada de preços junto aos fornecedores de equipamentos e tecnologias. A decisão final sobre as empresas contratadas será anunciada no segundo semestre. “Sempre que possível, vamos optar por fornecedores locais, com o objetivo de desenvolver a região em que atuamos, mas atentos ao atendimento de critérios de sustentabilidade, respeito ao trabalhador e à legislação vigente. Por enquanto, podemos adiantar que a nova linha vai adotar, alinhada aos pilares de competitividade e inovação da Eldorado, as mais modernas tecnologias e soluções disponíveis no mercado”, comentou.
Paulo Silveira, gerente de suprimentos da Fibria, ressalta o alinhamento de todas as lideranças da empresa para que no momento de ampliação sejam escolhidos, preferencialmente, fornecedores de Três Lagoas. Em anúncio oficial foi dito que inicialmente serão 60 fornecedores locais para atender as demandas, mas a expectativa é que o número seja maior.
“Calculamos 60 fornecedores, usando como referência as obras da construção da primeira linha de produção, mas o cenário mudou e temos fornecedores totalmente aptos a nos atender. Inclusive em parceria com o IEL (Instituto EuvaldoLodi - MS) atuamos em Três Lagoas com o PQF (Programa de Qualificação de Fornecedores) em que temos mais de 100 empresas auditadas em controle de qualidade, o que deverá representar um bom incremento financeiro aos fornecedores locais”, explicou.
ELDORADO
Ao todo, serão investidos R$ 8 bilhões na nova fábrica, sendo que 70% do valor serão de linhas de financiamentos e 30%de capital próprio. A previsão é que a segunda linha comece a operar no primeiro semestre de 2018.
FIBRIA
Um dos maiores investimentos privados no Brasil com foco em exportação, o valor do projeto soma R$ 7,7 bilhões (equivalente a cerca de US$ 2,5 bilhões) e será realizado com recursos próprios provenientes da forte geração de caixa da companhia e com financiamentos de diversas fontes como BNDES, agências de créditos de exportação (ECAs), Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste, bancos comerciais e mercado de capitais.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

ARTIGO: Qual o clone ideal para o eucalipto?

05/2015 – Clonagem de eucalipto é apenas uma maneira de propagar em escala comercial os melhores frutos (produtos) do melhoramento genético. Quando se fala em plantar clones de eucalipto, fala-se do topo do que existe em melhoramento genético e desenvolvimento tecnológico para a formação de florestas plantadas.
Para chegar ao melhor material são feitas diversas análises buscando aproveitar a variação genética que existe entre os indivíduos de uma população. No geral, os indivíduos dentro de uma população seguem para determinada característica a variação de uma curva de distribuição normal.
Eucalipto
Segundo o engenheiro florestal, doutor em Melhoramento Genético e coordenador de Tecnologia do grupo CMPC Celulose Riograndense, Glêison dos Santos, a clonagem, portanto, permite trabalhar com os melhores indivíduos da população de melhoramento, com valores superiores à média.
“O melhoramento genético é o aperfeiçoamento das características do eucalipto ao longo dos anos, sendo que algumas espécies já estão em seu terceiro ciclo de melhoramento no Brasil. O que fazemos é selecionar os indivíduos superiores, o mais próximo possível do lado direito da curva de distribuição, onde estão os melhores indivíduos para essa característica. O próximo passo é transformar esses indivíduos sem clones”, explica Santos.
EucaliptoPara o clone, as características mais buscadas são crescimento volumétrico, pois é necessário ter uma produtividade florestal acima de 40 m³ por hectare por ano; resistência a doenças e pragas; qualidade da madeira e fazer que o clone ainda com a matéria-prima produzida seja homogênea e aderente à demanda dos clientes, diferente do plantio por semente, que gera heterogeneidade e variações desnecessárias no produto final.
Existem vários tipos de clone, cada um específico para uma região do Brasil, em especial para condição de solo e clima.
“Existem os clones que chamamos de clone de mercado, desenvolvidos há mais tempo, que estão disponíveis para compra em viveiros particulares. E mais recentemente, desenvolveram-se novos clones que agora podem ser protegidos, o que permite proteger esse clone dentro da lei brasileira de proteção de cultivares, o que pode gerar o pagamento de royalties para seu uso”, detalha Santos.
Para escolha do clone ideal, é preciso primeiro determinar o objetivo final de uso, seja para energia, serraria, carvão, celulose, entre outros. Há, portanto, uma gama de clones desenvolvidos para cada uma dessas finalidades, sendo necessário observar se o material se adapta à região de plantio. Para a melhor informação sobre quais são os melhores clones para determinado produto, é sempre importante consultar um engenheiro florestal.
Fonte: Revista Campo & Negócios / Adaptado por CeluloseOnline

NOTÍCIA: Em 30 anos, biólogo transforma degradação de floresta em área verde no PR

05/2015 – Um projeto que existe há 35 anos e que transformou uma área degradada de 40 hectares num pequeno espaço de área verde. Esta é a Reserva Ambiental Murumuru, localizada na cidade de Marabá (PR). Na área, diferente dos campos de pastagem da região, é possível encontrar uma amostra da floresta amazônica preservada e que encanta milhares de estudantes que visitam a reserva.
O responsável pelo trabalho de recuperação florestal é o biólogo paulista Noé Von Atzingen, que chegou e se encantou pela Amazônia. Em mais de 30 anos, o trabalho do professor foi transformador. Atualmente, a árvores na área são preservadas e mais de 10 mil nativas da Amazônia foram plantadas.
Uma década depois, a mata está mais densa, as castanheiras cresceram. Algumas áreas receberam um tratamento especial para se recompor, e o trabalho de recuperação de uma pequena parte da floresta foi intensificado. Na reserva também há um orquidário com centenas de orquídeas da Amazônia e de outras regiões do país.
Reserva Ambiental Murumuru
Fonte: G1 Pará / Adaptado por CeluloseOnline

NOTÍCIA: Setor de madeira e celulose no Brasil é tema de encontro com delegação da Suécia

Suécia26/05/2015 – O futuro do setor de madeira e celulose no Brasil, os efeitos da legislação brasileira e as pesquisas científicas que estão sendo realizadas, foram alguns dos temas tratados por uma delegação da Suécia que esteve no Brasil na semana passada.
O grupo foi recebido pela secretária de Relações Internacionais do Ministério de Agricultura, Tatiana Palermo, em uma reunião composta por representantes do governo e empresas privadas, em especial da área florestal do país.
Tatiana enfatizou que, atualmente, o Brasil tem capacidade para produzir madeira destinada à extração de celulose sem desmatar novas áreas, utilizando aquelas que hoje são ocupadas, por exemplo, com pastagens de baixa produtividade.
O fiscal federal agropecuário Sidney Medeiros, da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, ressaltou que, dentro do Plano ABC, que visa à redução da emissão de carbono na agricultura, a área de Florestas Plantadas, um dos programas disponíveis no plano, aumentou consideravelmente.
Em 2010, eram seis milhões de hectares e em 2015, já são 7,2 milhões de hectares. A meta é atingir nove milhões de hectares até 2020, capacitando produtores, promovendo pesquisas e disponibilizando linhas de crédito para a implantação de florestas.
Fonte: Capital News / Adaptado por CeluloseOnline

terça-feira, 19 de maio de 2015

NOTÍCIAS: GOVERNADOR DO PIAUÍ RECEBE EMPRESÁRIOS DO SETOR FLORESTAL

Governador recebe empresários do setor florestal
Encontro visa estabelecer políticas de incentivo tributário e reativar o Programa de Desenvolvimento Florestal

Celina Honório

Reunião com empresários do Setor Florestal (Foto:Jorge Henrique Bastos)
O governador Wellington Dias recebeu, na manhã desta segunda-feira (18), empresários do setor florestal, com o objetivo de discutir melhorias e incentivos para o setor. Estiveram presentes representantes das empresas Agropecuária Barras, Grupo Canel, Grupo Arrey e Fazenda Chapada Grande, além de gestores da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Planejamento (Seplan), Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar), Desenvolvimento Tecnológico (Sedet) e Governo (Segov).

Os empresários buscam, junto ao governo do Estado, reativar e fomentar o Programa de Desenvolvimento Florestal, que visa desenvolver de forma sustentável a área agrícola do estado, promovendo a preservação de vegetação nativa. Outro ponto enfocado pelos empresários foi a necessidade de desenvolver uma matriz energética voltada para o setor agrícola; incentivar as pequenas indústrias que já estão instaladas no Piauí; estabelecer uma política fiscal e tributária que atenda ao mercado produtor de eucalipto e grãos e o incentivo ao aumento na arborização do estado, com a comercialização de mudas.

Segundo o empresário Tiago Junqueira, é importante incentivar a produção florestal e o consumo interno de grãos, o crescimento diversificado da produção e uma política fiscal que proteja o mercado interno. “Temos interesse em investir no Piauí, mas precisamos de apoio do Estado, que já tem produção agrícola, agora precisa de indústrias”, destaca.

O governador Wellington Dias garante que pretende desenvolver uma política fiscal de acordo com o Plano de Desenvolvimento estabelecido pela fronteira agrícola do Matopiba. Além disso, Dias frisa que a Semar deve começar a examinar a possibilidade de fazer a transição gradativa do uso da mata nativa para madeira de reflorestamento; uma vez que até 2017 o uso da madeira nativa em indústrias deve ser substituída pela de reflorestamento.

Dias destaca ainda que pretende reativar o Programa de Desenvolvimento Florestal, criando inicialmente uma câmara setorial para começar a tratar do assunto e unir forças com o setor da produção florestal para garantir a sobrevivência da produção agrícola. “O mercado de celulose voltou a ter sinais de melhoria. Temos interesse de retomar as negociações com grandes empresas, como a Suzano Papel e Celulose. Isso é uma alternativa para o escoamento da produção de eucalipto do Estado”, conclui.

FONTE: Portal Governo do |Piauí

sábado, 22 de setembro de 2012

Seca de ponteiros e crescimento de eucalipto relacionado à adubação.

O bioma Cerrado, com solos relativamente pobres e acentuada deficiência hídrica em parte do ano, tem sido amplamente utilizado para o estabelecimento de plantios de eucalipto.
            Este trabalho teve como objetivo avaliar o crescimento de clones de eucalipto e sua susceptibilidade à seca de ponteiros quando submetidos a diferentes doses de adubação, na região de cerrado, em Vazante, MG (17°36?09?S e 46°42?02?W).
            A susceptibilidade dos clones de eucalipto à seca de ponteiros foi avaliada com base na: proporção de plantas afetadas e altura de copa atingida, aos 13 meses, índice de área foliar (IAF) aos 13 e 21 meses e crescimento em volume aos 11 e 19 meses de idade. O diâmetro e a altura total foram avaliados até a idade de 44 meses para estimar o crescimento em volume por hectare. Foi determinada a dose do adubo NPK 10-28-06 para máxima produção, por clone.
            Os clones 36, 02, 62, 10, e 280 apresentaram elevada ocorrência de seca de ponteiros e produção muito baixa. O clone E2 apresentou reduzida seca de ponteiros, porém, sua produção foi relativamente baixa. Houve menor ocorrência de seca de ponteiros em plantas da testemunha (aplicação apenas de fosfato natural). A seca de ponteiros influenciou negativamente o IAF, aos 13 meses, e este apresentou correlação positiva com o incremento periódico mensal. Houve diferença (p<=0,05) em crescimento em volume por hectare, entre os tratamentos que receberam as doses do adubo NPK 10-28-06 e a testemunha. A produção volumétrica foi maior para os clones GG100, 3487 e 02, sendo as doses ótimas do adubo para máxima produtividade desses clones, respectivamente, iguais a 110, 141 e 82 g planta-1. A aplicação de doses acima da recomendada pelo NUTRICALC não implicou em aumento da produção, sendo observado um comportamento quadrático com a aplicação de doses crescentes do adubo. O clone E1 se destacou em produção volumétrica até 25 meses de idade e foi pouco afetado pela seca de ponteiros, podendo ser recomendado para rotações curtas. Os clones GG100, 3487, 02, E2, I042, E5, E4 e 157 são recomendados para rotações mais longas em razão da maior produção após o terceiro ano.

Orientação e Banca
Professor Orientador: Geraldo Gonçalves dos Reis
Professor Co-orientador: Maria das Graças Ferreira Reis e Silvio Nolasco de Oliveira Neto.
Banca: Helio Garcia Leite e Paulo Cesar de Lima

Para acesso à dissertação completa, acessar o link: http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_arquivos/4/TDE-2012-04-18T090925Z-3705/Publico/texto%20completo.pdf

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Práticas do Programa ABC preservam florestas brasileiras


O Programa oferece crédito aos produtores para a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis
Marcado como o Dia de Proteção às Florestas, 17 de julho remete à atuação de governo e sociedade civil em defesa de um dos seus bens mais importantes. Nesse sentido, ações com fins conservacionistas como o Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), do Governo Federal, são primordiais para colocar em prática essa conscientização. Além de preservar espécies florestais nativas, o produtor que opta por adotar práticas financiadas pelo programa ainda obtém lucros, a partir da plantação de espécies arbóreas como paricá, guanandi, sabiá, erva-mate e seringueira.
O Programa ABC oferece crédito aos produtores rurais para a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis. O principal objetivo é fazer frente aos desafios trazidos pelas mudanças climáticas, com a meta de reduzir, até 2020, entre 133 a 162 milhões de toneladas de CO2.
Relativo ao reflorestamento, as principais práticas incentivadas são as de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e implantação e manutenção de florestas comerciais. “O desmatamento já vem diminuindo em biomas importantes e o financiamento de práticas que preservem espécies nativas auxiliará tanto na preservação ambiental quanto na captação de gás carbônico na atmosfera”, afirmou o secretário de Desenvolvimento e Cooperativismo, Erikson Chandoha.
Para a Região Norte, algumas das espécies indicadas são a paricá (ideal para fabricação de laminado e compensado) e o mandiocão (pode ser utilizada para fabricação desde laminados a palitos de fósforo). Na Região Centro-Sul, recomenda-se o guanandi (fabricação de canoas e vigas de escoramento) e o pau-jacaré (madeira estrutural) e a seringueira (borracha). Quanto à Região Nordeste, destaque para o sabiá (produção de estacas, lenha e carvão). Já a Região Sul tem como boas opções a bracatinga (lenha e carvão, mobiliário) e a erva-mate (folhas utilizadas para a produção de chá).
O Programa ABC é uma das iniciativas do Governo brasileiro para diminuir o desmatamento e fomentar o aumento de espécies exóticas plantadas em biomas como a Amazônia. Em junho, o Governo Federal anunciou que 81,2% da Amazônia Legal encontra-se integralmente preservada e que o Brasil acaba de conquistar a menor taxa de desmatamento desde que a medição começou a ser feita, em 1998.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de agosto de 2010 a julho de 2011, foram desmatados 6,4 mil quilômetros quadrados da região e, de 2004 a 2011, o desmatamento na Amazônia Legal sofreu uma queda de 78%.
Financiamento pelo ABC

Os produtores interessados em adotar práticas financiadas pelo programa devem entrar em contato com sua agência bancária para obter informações quanto à aptidão ao crédito, documentação necessária para o encaminhamento da proposta e garantias.
Para a safra 2012/2013, o programa terá R$ 3,4 bilhões disponíveis em linhas de crédito. A taxa de juros para o período diminui em relação à safra anterior, de 5,5% para 5% ao ano, a menor fixada para o crédito rural destinado à agricultura empresarial.
Fonte: Painel Florestal.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Câmara setorial discute crescimento de florestas comerciais

Dentre os setores econômicos da agricultura brasileira, o de florestas comerciais é um dos mais importantes dentro das propostas do Governo Federal para gerar renda e preservar o meio ambiente. Fomentar a atividade é o objetivo da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas, que já existe desde 2008 e cujo nome foi oficializado nesta sexta-feira, 20 de julho, por meio da Portaria nº 662.
Anteriormente conhecida como Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Silvicultura, o grupo formado por representantes de 21 entidades da iniciativa privada e governamental debate propostas de incentivo ao crescimento do setor, como planejamento estratégico e uma política nacional para florestas plantadas.
De acordo com o consultor especial da câmara, César Reis, o fórum é responsável pelo aumento de recursos e a viabilização do registro de produtos químicos específicos. “Esta câmara setorial auxiliou na construção do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono [ABC], especialmente quanto à importância de incluir o incentivo a plantação de florestas comerciais por meio de linhas de crédito diferenciadas. Também trabalhamos em conjunto com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura [Mapa] e outros órgãos governamentais para registrar produtos que combatem pragas como vespa da galha e piscilideo de concha”, explicou.
Apesar do Brasil ser abundante em recursos naturais – solo, água e insolação, a área de florestas plantadas é relativamente baixa, com 6,6 milhões de hectares. Países como a Finlândia, que possui 3,5% da extensão territorial brasileira, tem 5,9 milhões de hectares de florestas plantadas.
A partir de políticas específicas, o setor espera que até 2020 o espaço cultivado possa chegar a 15 milhões de hectares. O Governo Federal, por meio do Programa ABC, espera auxiliar nos objetivos de expansão das áreas florestais comerciais, com a finalidade de reduzir a emissão de oito milhões a 10 milhões de toneladas de CO2 equivalentes nos próximos oito anos.
Mercado
A prática comercial da plantação de florestas movimentou R$ 53 bilhões de reais em 2011. No mesmo período, o valor das exportações foi de US$ 7,6 bilhões. Apenas de eucaliptos, pinus e teca, o total de área plantada é de 6,6 milhões de hectares. Ao todo, o setor emprega 4,7 milhões de pessoas de forma direta, indireta ou devido ao efeito renda.
Um dos principais aspectos positivos da atividade, além da preservação ambiental, é relativo a questões sociais. As empresas do ramo investem em programas de responsabilidade social nas áreas de educação, assistência social, saúde e educação ambiental. No ano passado, esses investimentos somaram R$ 140 milhões.
Fonte: Ministério da Agricultura.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Heveicultura: setor em expansão abre portas para capacitações no campo

O SENAR inicia no próximo dia 23 de julho em Campo Grande (MS) o primeiro módulo da Capacitação Tecnológica em Heveicultura
A heveicultura é a prática de cultivo da hevea spp., espécie conhecida como seringueira e de onde é extraído o látex e produzida a borracha. Esta é a primeira edição do curso, que terá 120 horas e será realizado em três módulos.

De acordo com o presidente da Comissão de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA, Ademar Silva Júnior, existe atualmente uma procura muito grande por borracha natural, que os países da Ásia (maiores produtores do mundo) não estão conseguindo atender. “Somente dois países conseguem produzir e fornecer essa demanda: Brasil e África. Como no Brasil há uma base de espécie nativa de seringueira e temos expertise e know-how junto aos produtores, poderemos abraçar essa oportunidade e atender essa demanda”, afirmou.
Silva explicou que o estado do Mato Grosso do Sul está desenvolvendo um projeto para alcançar o plantio de 1 milhão de seringueiras nos próximos 10 anos. “Essa capacitação do SENAR irá ajudar na formação de mão de obra para o setor, pois precisamos de técnicos para implantar projetos e dar assistência nas propriedades. Primeiro, o treinamento será focado nos profissionais de nível superior, que irão formar técnicos de nível médio que tenham aptidão na área, de forma que possamos atender todos os setores de produção”, destacou. O presidente disse ainda que o próximo passo da Comissão em parceria com o SENAR será qualificar a mão de obra operacional.
Essa primeira capacitação irá nivelar e atualizar instrutores do SENAR que já ministram cursos na área de heveicultura. Quem realizará o treinamento será a Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura (Sbag) e atenderá técnicos dos estados de Rondônia, Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Bahia. Esses estados foram escolhidos pela Comissão de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA porque são as regiões do País que pretendem alavancar o setor.
O primeiro módulo vai até o dia 27 de julho e serão ministrados conteúdos como Novo Código Florestal e recomposição de reserva legal, aspectos botânicos de hevea spp., implantação de viveiros, mercado da borracha e linhas de crédito para o setor. Os demais módulos acontecem nos meses de agosto e setembro.

Fonte: Portal do Agronegócio / Assessoria de Comunicação do SENAR.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Efeito da idade e materiais genéticos de Eucalyptus sp. na madeira e carvão vegetal

Dissertação de Mestrado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV estudou efeitos da idade e materiais genéticos na madeira e carvão vegetal de eucalipto.


Foto: Google
A qualidade da madeira deve ser avaliada para destiná-la ao melhor uso sendo, portanto, importante determinar quais fatores influenciam nas suas características.
O aumento da idade das árvores promove importantes mudanças nos seus componentes, e consequentemente, nos seus produtos.
A constituição química é um dos fatores responsáveis pela determinação do uso da madeira, e quando se trata de carvão vegetal, a lignina é o componente mais importante.
A lignina presente nas madeiras de angiospermas é do tipo siringil-guaiacil e apresenta maior fração da lignina siringil. Entretanto, a lignina do tipo guaiacil é mais condensada e mais estável termicamente. Portanto, para a produção de carvão, menores valores para a relação S/G proporcionam maiores rendimentos em carvão.
Neste trabalho foram avaliados três clones de eucalipto, sendo um híbrido de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis, e dois clones de Eucalyptus urophylla, nas idades de três, quatro, cinco e sete anos.
Verificou-se efeito da idade nas propriedades da madeira, dos três clones avaliados, proporcionando ganhos na quantidade de energia estocada por metro cúbico, bem como nas propriedades do carvão. O tipo de lignina também influenciou positivamente a produção de energia da madeira, e as propriedades do carvão, visto que os clones que apresentaram menores valores para essa relação, apresentaram ganhos nas características tecnológicas. Verificou-se que os três clones apresentaram características da madeira satisfatórias para produção de energia e de carvão vegetal para siderurgia, e o clone GG 680 se destacou para ambas as finalidades.

Orientação e Banca
            Professora Orientadora: Angélica de Cássia Oliveira Carneiro
            Professores Co-orientadores: Ana Márcia M. L. Carvalho e Benedito Rocha Vital
            Banca: Paulo Fernando Trugilho e Solange de Oliveira Araújo.
          
Para acesso à dissertação completa, acessar o link: http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_arquivos/4/TDE-2011-12-09T074812Z-3392/Publico/texto%20completo.pdf

Planeta pode entrar em colapso já em 2100

Conclusão é de um estudo publicado na renomada revista Nature. Cientistas afirmam que ecossistemas não resistirão às mudanças climáticas.


Em menos de noventa anos, os ecossistemas conhecerão uma falência irreversível, diz estudo.
Dessa vez, não é profecia maia, e sim um estudo publicado pela renomada revista Nature. Afetado pelas degradações do homem, o meio ambiente estará chegando no limite já em 2100. Ou, colocando em outras palavras: em menos de noventa anos, os ecossistemas conhecerão uma falência irreversível, anunciando o fim do planeta.
Alarmismo? Não para os 22 cientistas que assinam o artigo Approaching a state-shift in Earth’s biosphere. Analisando a perda da biodiversidade e as bruscas mudanças climáticas, o estudo prevê que quase a metade dos climas conhecidos hoje no planeta estariam perto de desaparecer, sendo substituídos, entre 12% e 39% da superfície do globo, por condições nunca antes vistas pelos organismos vivos. Como as mudanças aconteceriam de forma brutal, os ecossistemas não conseguiriam se adaptar.
Mudanças sempre aconteceram no planeta. O que diferenciaria a situação atual, no entanto, é que elas não estariam ocorrendo por catástrofes naturais, como a alteração da composição do oceano e da intensidade do Sol, e sim pela pressão dos mais de sete bilhões de habitantes, que chegarão a nove bilhões em 2050.
“Na época em que o planeta passou do período glacial para o atual, interglacial, mudanças biológicas das mais extremas apareceram em apenas mil anos. Na escala da Terra, é como passar do estado de bebê à idade adulta em menos de um ano. O problema é que o planeta está mudando ainda mais rápido agora, explica Arne Moers, co-autora do estudo e professora de biodiversidade na Universidade Simon Fraser de Vancouver.
A pesquisadora continua: “O planeta não possui a memória de seu estado precedente. Tomamos um risco enorme ao modificar o equilíbrio radioativo da Terra: mudar brutalmente um sistema climático para um novo estado de equilíbrio no qual os ecossistemas e nossas sociedades serão incapazes de se adaptar. (…) O próximo passo poderá ser extremamente destruidor para o planeta. Uma vez que o limite crítico for ultrapassado, será impossível voltar atrás”.
De acordo com o estudo, este limite corresponderia à utilização de 50% dos recursos terrestres. O problema é que, hoje, os humanos já usam 43% dos ecossistemas. Um terço da água doce disponível é utilizada pelo homem. A taxa de extinção das espécies chegou a índices jamais alcançados durante a evolução humana – de dez a cem vezes o ritmo natural de extinção constatado pelos cientistas em um período de 500 milhões de anos.
“Diante desses elementos, podemos afirmar que um colapso é plausível já no próximo século”, assegura Anthony Barnosky, paleobiologista na Universidade da California em Berkeley. Ainda assim, restam incertezas: “Trata-se de saber agora se esta mudança planetária é inevitável e, se sim, em quanto tempo ela acontecerá”.
* Publicado originalmente no jornal Le Monde e retirado do site Opinião e Notícia.

Fonte: http://envolverde.com.br/ambiente/planeta-pode-entrar-em-colapso-ja-em-2100/

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Duratex conclui compra de 25% da colombiana Tablemac

O negócio havia sido anunciado em maio.


 
 A Duratex, uma das maiores fabricantes latino-americanas de painéis de madeira, informou ontem que concluiu a compra de 25% da colombiana Tablemac por R$ 116,1 milhões.

Em documento encaminhado hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia brasileira informou que a aquisição foi efetivada mediante uma emissão primária de ações, que resultou em aporte de recursos na fabricante de painéis de madeira industrializada.

A empresa informou também que, na sexta-feira, uma assembleia de acionistas escolheu o novo conselho de administração da Tablemac, para o período de agosto deste ano a março de 2014. A Duratex elegeu ainda três dos cinco membros.
Fonte: Valor Econômico

Setor de celulose e papel vai investir R$ 300 milhões este ano

Maior parte dos recursos será destinada a inovação para melhorar competitividade da indústria nacional


A cadeia produtiva de celulose e papel movimenta R$ 34 bilhões por ano no Brasil A cadeia produtiva de celulose e papel movimenta R$ 34 bilhões por ano no Brasil


A cadeia de celulose e papel, que movimenta R$ 34 bilhões ao ano no Brasil, planeja investir R$ 300 milhões no lançamento de novos produtos e na ampliação de fábricas.

“O grande desafio do nosso mercado hoje é desenvolver tecnologias inovadoras e que, além de sustentáveis, sejam viáveis economicamente e aplicáveis em larga escala. Nesse sentido a inovação é um dos pontos de destaque da atuação dessas companhias, comprovando o dinamismo da nossa indústria”, declara Lairton Leonardi, presidente da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).

Ele observa que o investimento em inovação será cada vez mais decisivo para a competitividade da indústria. Segundo um estudo recente da KMPG, este é um movimento verificado em toda a indústria mundial, pois, no cenário atual de baixo crescimento econômico, as indústrias globais estão procurando novas maneiras de inovar e colaborar ao longo da cadeia de valor como forma de assegurar sua sobrevivência, e é isso justamente o que vem acontecendo com a cadeia de celulose e papel.
Fonte: Globo Rural Online

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Produtores rurais devem faturar R$ 300 mil com eucalipto

Plantio de madeira conquista pequenos produtores rurais em Goiás que investem na 'poupança verde'

 


Em 2006, no sudoeste de Goiás, produtores rurais de 31 assentamentos receberam 900 mil mudas de eucalipto e acácia mangium.

A 'revolução verde' em áreas de reforma agrária, dominada agricultura familiar, é um dos propósitos da parceria entre Incra e o Sebrae/GO.

A iniciativa beneficia 1.082 famílias com o plantio das espécies florestais que tem como objetivo a redução do passivo ambiental e o aumento da renda bruta dessas famílias nos próximos anos.

De acordo com o consultor do Sebrae, o engenheiro agrícola Luiz Carlos Barcellos, a renda total dos beneficiados deve chegar a R$ 5,3 milhões a partir deste ano, quando começa a colheita.


A família de Valdivino Gomes Machado, 49 anos, vai fazer a primeira colheita de eucalipto no Assentamento Vale do Sonho, em Rio Verde (GO). O 'Divinão' projeta um faturamento de R$ 300 mil (brutos) com a venda da madeira.

Para sua esposa, Rosilda, a iniciativa serviu de aprendizado. "Vamos ter colheita todos os anos. E o melhor, não derrubamos um só pé de árvore para produzir, ao contrário, plantamos futuro", destacou Rosilda.

O agricultor José Aquiles de Oliveira, 60 anos, é vizinho de 'Divinão'. Sua 'poupança verde' deve render aproximadamente R$ 100 mil no Assentamento Pontal do Buriti, também em Rio Verde.

Aquiles plantou cerca de 6 mil árvores de eucalipto e 500 de acácia. Investiu R$ 4,5 mil. "E isso é só o começo", considera.


Fonte: Painel Florestal, com informações sobre Sebrae/GO

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mudas de qualidade, exige um processo qualificado.






Nossas mudas são produzidas com as melhores matérias primas no processo de formação de eucalipto clonal. Utilizamos fertilizantes de rápida assimilação pelas plantas que garante o equilíbrio nutricional das mesmas em todo seu processo de desenvolvimento. 

Trabalhamos também com o que tem de melhor hoje no mix de substrato, onde a aeração é garantida, formação radicular é certa e a formação das mudas é da melhor qualidade.

 
Buscamos sempre produzir nossas mudas com o que existe de melhor no mercado garantindo satisfação integral dos clientes.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Referência em pesquisa florestal, Brasil atrai estrangeiros em busca de conhecimentos

Workshop promovido pela APRE e Embrapa Florestas reúne mais de 100 participantes em Curitiba




Com 6,5 milhões de hectares de florestas plantadas, o Brasil é considerado referência na América Latina quando o assunto é pesquisa. Com o trabalho conjunto realizado pela Embrapa Florestas, universidades, consultorias e setor privado, os avanços em áreas como implantação florestal, que envolve qualidade das mudas, controle de pragas, mecanização, fertilização, controle químico, entre outros aspectos, empresários têm obtido melhores resultados na produção.

Prova desse interesse pelo que vem sendo desenvolvido no país é que eventos técnicos têm atraído cada vez mais profissionais de países vizinhos como Paraguai e Uruguai. No último workshop promovido pela Embrapa Florestas em parceria com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) nos dias 18 e 19 de julho sobre implantação e reforma de povoamentos florestais, engenheiros florestais e biólogos de empresas instaladas nesses países se juntaram aos quase 100 participantes do curso para conhecer o que há de inovação no trabalho realizado pelos brasileiros.

A produtora de mudas de eucaliptos na cidade de Hernandarias, no Paraguai, Raizes Eco Florestal enviou três profissionais para o curso. Roberto Vargas, engenheiro de ciências ambientais, conta que a possibilidade de trocar informações com os brasileiros foi o que atraiu a atenção dele e dos colegas para participar do workshop. “O Brasil é referência nessa área e como temos boas perspectivas de crescimento no nosso país, viemos atrás de novidades”, afirma.

Já a engenheira agrônoma, Luciana Ingaramo, líder do programa de produtividade e sustentabilidade florestal da Weyerhaeuser, do Uruguai, revela que o que chamou sua atenção na programação foi o número de palestrantes reconhecidos internacionalmente por seus conhecimentos. “Vim em busca de informações sobre plantio, pois considero a uniformidade das plantações brasileiras muito boas”, explica.

Na avaliação do diretor executivo da APRE, a presença dos estrangeiros agrega ainda mais valor aos eventos técnicos realizados no país, em especial no Paraná, que vem se destacando na promoção do conhecimento de florestas plantadas. “Contamos com importantes instituições de ensino e pesquisa no Estado, que encontram nas associadas à APRE empresários interessados em estudos, que contribuem para o melhor desenvolvimento dos plantios”, avalia.

Um exemplo da união entre esses segmentos que gerou bons resultados foi o programa de controle da vespa da madeira, principal praga dos plantios de pinus. O inseto ataca as árvores de pinus perfurando o tronco, onde pode colocar de 300 a 500 ovos. As larvas formam galerias no interior da árvore, o que afeta a qualidade da madeira. Porém, o dano maior ocorre durante a postura, quando a fêmea deposita também uma mucossecreção e esporos de um fungo simbionte, que vai ser o alimento das larvas. Para estudar melhor e combater essa praga, em 1989 foi criado o Fundo Nacional de Controle à Vespa-da-Madeira (Funcema), uma parceria entre a Embrapa Florestas e cerca de 120 empresas do setor florestal, em especial as participantes das associações estaduais de empresas florestais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Hoje, o Programa é considerado modelo de parceria entre a pesquisa e empresas privadas, pois possibilitou estratégias de manejo dessa praga, além de avançar em áreas como manejo integrado de pragas e melhorias em manejo florestal. Um amplo programa de transferência de tecnologia capacita técnicos de empresas, associações, sindicatos e cooperativas no monitoramento, detecção e controle da vespa-da-madeira. A tecnologia já foi transferida também para Uruguai, Argentina e Chile.

Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=referencia_em_pesquisa_florestal,_brasil_atrai_estrangeiros_em_busca_de_conhecimentos&id=78250