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terça-feira, 17 de julho de 2018

Mudas Nativas - Vários Tamanhos

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

NOTÍCIA: Genética no plantio de eucalipto será abordada no Três Lagoas Florestal

Por: Assessoria Famasul
Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).
Vários fatores são determinantes no plantio de uma floresta de eucalipto, mas dois devem ser analisados com muito critério: para quem será vendida e para que finalidade vai ser plantada. No caso do produtor que deseja plantar uma floresta, visando geração de energia, é preciso buscar materiais genéticos com alta produtividade, elevada densidade básica, alto teor de lignina e alto poder calorífico. Isso deve ser feito com o objetivo de maximizar a geração de energia por hectare.
“Atualmente não há no mercado um clone (tipo de muda reproduzida geneticamente) específica para esse segmento adaptada ao Mato Grosso do Sul. Logo, deve-se buscar entre os clones disponíveis aqueles que melhor se adéquam as características acima”.
Quem afirma é a pesquisadora Ana Gabriela Monnerat Carvalho Bassa da Arbogen, a primeira palestrante do Programa Mais Floresta, promovido Senar/MS - Serviço de Aprendizagem Rural e pelo Paulo Cardoso Comunicações que será realizado a próxima quinta-feira (04), às 15 horas, durante a feira Três Lagoas Florestal. O tema da palestra é o “Eucalipto na produção de biomassa e os materiais genéticos disponíveis para plantio em MS”.
Mas se não existe um clone específico para o Estado, então cabe a pergunta: por que ele é tão importante para definir a finalidade de uma floresta? Segundo Gabriela Bassa, os “clones apresentam características de qualidade da madeira distintas. Deve-se então conhecer essas características para a adequação do clone ao produto final. Por exemplo, ao plantar um clone de baixa densidade e baixo poder calorífico, o potencial de geração de energia não estará sendo maximizado. Na indústria de celulose e papel buscam-se características que maximizem a produção de toneladas de celulose por hectare. O mesmo deve ser feito para florestas produtoras de biomassa – deve-se buscar a maior geração de energia por hectare”.
Em sua palestra, a pesquisadora vai esclarecer as diferenças existentes na qualidade da madeira para diferentes segmentos industriais, focando nas características adequadas para biomassa: “Vou expor o trabalho que a ArborGen vem desenvolvendo, como a comercialização de clones protegidos, além do trabalho de desenvolvimento de clones e ainda citar um pouco do que temos feito no desenvolvimento do eucalipto transgênico, ainda em fase de pesquisa”.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Planeta pode entrar em colapso já em 2100

Conclusão é de um estudo publicado na renomada revista Nature. Cientistas afirmam que ecossistemas não resistirão às mudanças climáticas.


Em menos de noventa anos, os ecossistemas conhecerão uma falência irreversível, diz estudo.
Dessa vez, não é profecia maia, e sim um estudo publicado pela renomada revista Nature. Afetado pelas degradações do homem, o meio ambiente estará chegando no limite já em 2100. Ou, colocando em outras palavras: em menos de noventa anos, os ecossistemas conhecerão uma falência irreversível, anunciando o fim do planeta.
Alarmismo? Não para os 22 cientistas que assinam o artigo Approaching a state-shift in Earth’s biosphere. Analisando a perda da biodiversidade e as bruscas mudanças climáticas, o estudo prevê que quase a metade dos climas conhecidos hoje no planeta estariam perto de desaparecer, sendo substituídos, entre 12% e 39% da superfície do globo, por condições nunca antes vistas pelos organismos vivos. Como as mudanças aconteceriam de forma brutal, os ecossistemas não conseguiriam se adaptar.
Mudanças sempre aconteceram no planeta. O que diferenciaria a situação atual, no entanto, é que elas não estariam ocorrendo por catástrofes naturais, como a alteração da composição do oceano e da intensidade do Sol, e sim pela pressão dos mais de sete bilhões de habitantes, que chegarão a nove bilhões em 2050.
“Na época em que o planeta passou do período glacial para o atual, interglacial, mudanças biológicas das mais extremas apareceram em apenas mil anos. Na escala da Terra, é como passar do estado de bebê à idade adulta em menos de um ano. O problema é que o planeta está mudando ainda mais rápido agora, explica Arne Moers, co-autora do estudo e professora de biodiversidade na Universidade Simon Fraser de Vancouver.
A pesquisadora continua: “O planeta não possui a memória de seu estado precedente. Tomamos um risco enorme ao modificar o equilíbrio radioativo da Terra: mudar brutalmente um sistema climático para um novo estado de equilíbrio no qual os ecossistemas e nossas sociedades serão incapazes de se adaptar. (…) O próximo passo poderá ser extremamente destruidor para o planeta. Uma vez que o limite crítico for ultrapassado, será impossível voltar atrás”.
De acordo com o estudo, este limite corresponderia à utilização de 50% dos recursos terrestres. O problema é que, hoje, os humanos já usam 43% dos ecossistemas. Um terço da água doce disponível é utilizada pelo homem. A taxa de extinção das espécies chegou a índices jamais alcançados durante a evolução humana – de dez a cem vezes o ritmo natural de extinção constatado pelos cientistas em um período de 500 milhões de anos.
“Diante desses elementos, podemos afirmar que um colapso é plausível já no próximo século”, assegura Anthony Barnosky, paleobiologista na Universidade da California em Berkeley. Ainda assim, restam incertezas: “Trata-se de saber agora se esta mudança planetária é inevitável e, se sim, em quanto tempo ela acontecerá”.
* Publicado originalmente no jornal Le Monde e retirado do site Opinião e Notícia.

Fonte: http://envolverde.com.br/ambiente/planeta-pode-entrar-em-colapso-ja-em-2100/

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Referência em pesquisa florestal, Brasil atrai estrangeiros em busca de conhecimentos

Workshop promovido pela APRE e Embrapa Florestas reúne mais de 100 participantes em Curitiba




Com 6,5 milhões de hectares de florestas plantadas, o Brasil é considerado referência na América Latina quando o assunto é pesquisa. Com o trabalho conjunto realizado pela Embrapa Florestas, universidades, consultorias e setor privado, os avanços em áreas como implantação florestal, que envolve qualidade das mudas, controle de pragas, mecanização, fertilização, controle químico, entre outros aspectos, empresários têm obtido melhores resultados na produção.

Prova desse interesse pelo que vem sendo desenvolvido no país é que eventos técnicos têm atraído cada vez mais profissionais de países vizinhos como Paraguai e Uruguai. No último workshop promovido pela Embrapa Florestas em parceria com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) nos dias 18 e 19 de julho sobre implantação e reforma de povoamentos florestais, engenheiros florestais e biólogos de empresas instaladas nesses países se juntaram aos quase 100 participantes do curso para conhecer o que há de inovação no trabalho realizado pelos brasileiros.

A produtora de mudas de eucaliptos na cidade de Hernandarias, no Paraguai, Raizes Eco Florestal enviou três profissionais para o curso. Roberto Vargas, engenheiro de ciências ambientais, conta que a possibilidade de trocar informações com os brasileiros foi o que atraiu a atenção dele e dos colegas para participar do workshop. “O Brasil é referência nessa área e como temos boas perspectivas de crescimento no nosso país, viemos atrás de novidades”, afirma.

Já a engenheira agrônoma, Luciana Ingaramo, líder do programa de produtividade e sustentabilidade florestal da Weyerhaeuser, do Uruguai, revela que o que chamou sua atenção na programação foi o número de palestrantes reconhecidos internacionalmente por seus conhecimentos. “Vim em busca de informações sobre plantio, pois considero a uniformidade das plantações brasileiras muito boas”, explica.

Na avaliação do diretor executivo da APRE, a presença dos estrangeiros agrega ainda mais valor aos eventos técnicos realizados no país, em especial no Paraná, que vem se destacando na promoção do conhecimento de florestas plantadas. “Contamos com importantes instituições de ensino e pesquisa no Estado, que encontram nas associadas à APRE empresários interessados em estudos, que contribuem para o melhor desenvolvimento dos plantios”, avalia.

Um exemplo da união entre esses segmentos que gerou bons resultados foi o programa de controle da vespa da madeira, principal praga dos plantios de pinus. O inseto ataca as árvores de pinus perfurando o tronco, onde pode colocar de 300 a 500 ovos. As larvas formam galerias no interior da árvore, o que afeta a qualidade da madeira. Porém, o dano maior ocorre durante a postura, quando a fêmea deposita também uma mucossecreção e esporos de um fungo simbionte, que vai ser o alimento das larvas. Para estudar melhor e combater essa praga, em 1989 foi criado o Fundo Nacional de Controle à Vespa-da-Madeira (Funcema), uma parceria entre a Embrapa Florestas e cerca de 120 empresas do setor florestal, em especial as participantes das associações estaduais de empresas florestais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Hoje, o Programa é considerado modelo de parceria entre a pesquisa e empresas privadas, pois possibilitou estratégias de manejo dessa praga, além de avançar em áreas como manejo integrado de pragas e melhorias em manejo florestal. Um amplo programa de transferência de tecnologia capacita técnicos de empresas, associações, sindicatos e cooperativas no monitoramento, detecção e controle da vespa-da-madeira. A tecnologia já foi transferida também para Uruguai, Argentina e Chile.

Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=referencia_em_pesquisa_florestal,_brasil_atrai_estrangeiros_em_busca_de_conhecimentos&id=78250

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Comparação silvicultural entre monocultivo de eucalipto e SAF´s.

Dissertação de Mestrado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV pelo Engenheiro Florestal Ranieri Ribeiro Paula, comparou silviculturalmente o monocultivo de eucalipto com SAF´s, em diferentes arranjos, no cerrado mineiro.


Foto: Google


O estudo avaliou o efeito de arranjos espaciais de plantio no crescimento de clone de eucalipto e na produção de biomassa de braquiária na região de cerrado.
            Os arranjos do monocultivo foram 3,6x2,5 m; 3,3x3,3 m. Do sistema agroflorestal foram (2x2) + 10 m; (3x3) + 9 m e 9x3 m.
            Algumas das conclusões do trabalho são:
- Os arranjos de plantio não influenciaram a altura das plantas, mas as brotações apresentaram valor assintótico menor do que as plantas intactas;
- O DAP e o volume individual das plantas intactas decresceram com a proximidade das plantas;
- O arranjo espacial não influenciou o DAP das brotações;
- A produção por hectare das brotações foi igual à das plantas intactas;
- O IAF decresceu com a idade e com a densidade arbórea;
- A biomassa da pastagem se correlacionou negativamente com o IAF aos 38 meses de idade e foi superior nos arranjos com baixa densidade arbórea;
- A decepa de plantas jovens possibilitou a obtenção de madeira de menores dimensões, independentemente do arranjo de plantio;
- Os arranjos (2x2) + 10 m e 3,6x2,5 m são os mais indicados para produção de madeira de menor diâmetro, para plantas intactas. Madeira de maiores diâmetros e maior produção de biomassa da pastagem podem ser obtidas no 9x3 m, favorecendo o sistema silvipastoril.

Orientação e Banca
Professor Orientador: Geraldo Gonçalves dos Reis.
Professores Co-orientadores: Maria das Graças Ferreira Reis, Silvio Nolasco de Oliveira Neto.
Banca: Helio Garcia Leite, Marcelo Dias Müller.

Para acesso à dissertação completa, acessar o link:
http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_arquivos/4/TDE-2011-11-22T110304Z-3317/Publico/texto%20completo.pdf
Obs.: para visualizar a tese, faça o download.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Silvicultura de MS rende 250 milhões no primeiro semestre

Os principais compradores do produto sul-mato-grossense são os Países Baixos e a Itália

Os produtos florestais de Mato Grosso do Sul geraram, no primeiro semestre de 2012, um volume de 5 milhões de toneladas, com rendimento de US$ 251 milhões de dólares, um aumento de 9% sobre os US$ 230 milhões comercializados no mesmo período de 2011. Os principais compradores do produto sul-mato-grossense são os Países Baixos e a Itália.

As informações foram divulgadas no Boletim Casa Rural, produzido pela Unidade Técnica da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL). Os dados anunciados no Infoagro, comprovam o crescimento do setor. De acordo com a publicação a área plantada em floresta, com eucalipto, pinus e seringueira, cresceu 233% nos últimos cinco anos, saindo de 149 mil hectares em 2006 para 497 hectares em 2011. O Infoagro é uma publicação anual, gratuita, produzida pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar/MS), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/MS) e FAMASUL.

"Há uma busca pela diversificação de cultura e procura por alternativas de plantio. MS descobre e desperta para a atividade de floresta plantada porque é um bom negócio, prova disso são os grandes investimentos realizados nesse setor, como na região do Bolsão, onde encontramos o Pólo da Borracha; e Três Lagoas, onde se localiza o Pólo da Silvicultura", aponta Ademar Silva Junior, presidente da Comissão de Silvicultura e Agrossilvicultura da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente do Conselho Administrativo do SENAR/MS.

Para fortalecer a produção no Estado, o SENA/MS tem desenvolvido workshops nas regiões que se destacam na produção de madeira e seringueira. Em Cassilândia, o Programa Mais Floresta realiza workshop no próximo dia 9 de agosto. “Independente se será plantada seringueira ou eucalipto, o sucesso depende da aptidão e expertise do produtor. E é por isso que ele precisa se preparar”, complementa Ademar. O evento será realizado na sede do Sindicato Rural de Cassilândia, das 7 às 17h30, e as inscrições são gratuitas.

Mais Floresta

O programa faz parte do Plano para o Desenvolvimento Sustentável de Florestas Plantadas, que define estratégias para o desenvolvimento florestal em Mato Grosso do Sul e prevê o plantio de 1 milhão de hectares de florestas até 2030, nas cidades da região nordeste do Estado que possuem alta demanda de matéria-prima para a indústria florestal, como a celulose e o papel.

O Mais Floresta é realizado pelo Senar/MS em parceria com Famasul, e conta com apoio do Painel Florestal, Cautex Florestal,Banco do Brasil, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE, Reflore MS, Sebrae/MS, Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura-SBAG.

Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=silvicultura_de_ms_rende_250_milhoes_no_primeiro_semestre&id=78526

sábado, 9 de junho de 2012

Impasse entre Fibria e trabalhadores pode prejudicar obtenção do Selo Verde

Os trabalhadores da Fibria (ex-Aracruz Celulose) estão negociando o Acordo Coletivo de Participação nos Resultados (PPR), que chegou a um impasse. Caso não seja resolvido, o processo de obtenção da Certificação FSC, o chamado Selo Verde, pode ser prejudicado. A empresa propôs que os trabalhadores atinjam metas que não dependem só do trabalho deles, e sim de variáveis de câmbio e do mercado exportador.

Cerca de 70% dos trabalhadores das áreas extrativas e fabris recusaram a proposta de PPR da empresa, durante assembleia. Uma das metas inatingíveis proposta pela empresa, com indicadores que não estão sob o controle dos trabalhadores, é o Custo Operacional e Resultados Financeiros, o que acaba por impedir o acesso dos trabalhadores aos benefícios.

A proposta da empresa foi recusada pelos trabalhadores porque mesmo que eles cumpram todas as metas e batam todos os recordes de produção não atingiriam o prêmio máximo. O mesmo aconteceu para as metas estabelecidas para 2011.

Uma das condicionantes para a obtenção do Selo Verde é que a empresa mantenha relações trabalhistas e sindicais em boa fé, respeitando a decisão dos trabalhadores em negociações coletivas. Caso não entre em acordo com os trabalhadores, o processo de obtenção da certificação pode ser prejudicado.

A medida proposta pela Fibria pode contribuir ainda mais para o empobrecimento dos trabalhadores da empresa. Esse processo teve início com a perda da aposentadoria vitalícia e a diminuição do PPR. Com a mudança de empresa, os benefícios como assistência médica e odontológica dos trabalhadores foram descaracterizados. Os procedimentos de custo mais elevados, por exemplo, passam por burocracia antes de serem aprovados e os trabalhadores não são avisados do descredenciamento de médicos e clínicas.

Contribui ainda para o processo de empobrecimento dos trabalhadores a extinção do fundo de pensão, chamado de Arus, plano de saúde e seguro de vida integral, as gratificações por tempo de serviço, o abono de férias de 40% e a aposentadoria vitalícia.

FONTE: http://www.seculodiario.com.br

terça-feira, 29 de maio de 2012

SKF e Fibria renovam parceria

Novo acordo prevê soluções integradas de manutenção até 2017

A SKF do Brasil e a Fibria, empresa brasileira com forte presença no mercado global de produtos florestais, acabam de renovar contrato comercial. O novo acordo prevê o fornecimento de soluções integradas de manutenção nas unidades Aracruz, Jacareí e Três Lagoas até 2017. A SKF e a Fibria atuam em parceria desde 2000.

Por meio do novo contrato, a SKF fará a lubrificação, manutenção preditiva e proativa nos sistemas rotativos das três unidades da Fibria para ajudar a companhia a evitar paradas não programadas e obter mais eficiência na gestão de ativos.

“Trata-se de um contrato baseado em desempenho. Todos os indicadores são definidos em conjunto e alinhados de acordo com a estratégia de negócio da Fibria. São indicadores ligados à estabilidade operacional, ao aumento de produtividade e à redução de custos globais das plantas”, explica Donizete Santos, presidente da SKF do Brasil.

A SKF atuará com 61 profissionais nas três unidades da Fibria, incluindo engenheiros e técnicos. O contrato conta ainda com produtos e serviços de engenharia de aplicação e confiabilidade, treinamentos e capacitação, gestão de lubrificantes, manutenção de sistemas centralizados de lubrificação, lubrificação, fornecimento de rolamentos, consultoria e gestão de sistema de inspeção por meio dos operadores e fornecimento de plataforma completa (software e hardware) de sistemas de monitoramento de vibrações on e off line.

Com a renovação da parceria, a SKF planeja aumentar as receitas da divisão industrial e ampliar a participação do setor de papel e celulose nos negócios da companhia. “O Brasil é hoje um dos centros de referência em papel e celulose para o Grupo. Isto se deve ao fato dos produtores brasileiros serem bastante competitivos e ao rápido crescimento das florestas destinadas à produção de celulose”, conta Santos. “Por este motivo, pretendemos ampliar os negócios com nossos clientes e aumentar a carteira também”, revela o executivo.

SKF industrial -A unidade de negócios industriais da SKF Brasil, que fornece rolamentos e outros componentes para vários segmentos industriais, abastece 532 plantas em todo o país, número 12% maior que o verificado em 2010. Os componentes fornecidos pela SKF são usados na fabricação de produtos linha branca, na produção de máquinas-ferramenta e nos maquinários das indústrias de papel e celulose, siderurgia, mineração, entre outros.

A SKF também presta serviços de manutenção industrial no mercado brasileiro. A companhia faz manutenção preditiva e proativa em de sistemas rotativos e ajuda grandes conglomerados industriais a reduzirem paradas não programadas e obterem maior eficiência na gestão de ativos.

Raio-x do setor industrial da SKF do Brasil.:Faturamento em 2011- R$ 400 milhões. Segmentos de atuação.: Papel e Celulose, Mineração, Siderurgia, Ferroviário, Energia, Alimentos e Bebidas, Óleo & Gás.

Principais serviços oferecidos.: Alinhamento, balanceamento, consultoria em manutenção, montagem e desmontagem de rolamentos, contratos de performance, venda de aparelhos para manutenção preditiva, projetos de melhoria de equipamentos rotativos.

Clientes.: Fibria, Vale, Suzano, International Paper, Cargill, Veracel, Coca Cola Femsa, Braskem, CMPC, Eldorado.
Raio-x da SKF do Brasil.:Faturamento em 2011- R$ 800 milhões.
Funcionários: 1050.
Capacidade de produção de rolamentos em Cajamar (com nova fábrica): 37,6 milhões/ano
Rolamentos produzidos em 2011: 29,8 milhões.
Principais setores de atuação.: Automotivo, Papel e Celulose, Mineração, Metalurgia, Ferroviário, Sucroalcooleiro
Participação do Brasil nos negócios globais da companhia (2011): 6%.
Percentual da produção destinada ao mercado externo (2011): 25%.

SKF -O grupo sueco SKF é líder mundial nas plataformas de rolamentos, vedações, sistemas de lubrificação, mecatrônica e serviços na área de confiabilidade em manutenção industrial. Dono de um faturamento de US$ 9,5 bilhões em 2010, o grupo está presente em mais de 100 países, com mais de 120 plantas industriais.

A companhia chegou ao Brasil em 1915, oito anos depois de sua fundação na Suécia. No país, a empresa é líder de mercado nos setores em que atua. A produção da unidade brasileira está concentrada na planta industrial de Cajamar, instalada às margens da rodovia Anhanguera, a 30 km da cidade de São Paulo, onde são produzidos rolamentos para veículos leves.

Fonte: Revista Fator

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Um novo ‘ouro verde’

Produtores estão se organizando para tornar o plantio de florestas um negócio tão rentável quanto é a soja

O produtor mato-grossense gosta de desafios. Depois de décadas adaptando soja e algodão para plantio no cerrado, eles conseguiram fazer de Mato Grosso maior produtor nacional de grãos e fibras e um dos principais fornecedores agrícolas no mundo. Atingindo o topo de cada uma das culturas – que incluem ainda o milho –, chegou a vez de expandir ganhos e encarar uma nova peleja: transformar eucalipto em uma commodity tão rentável quanto a soja. No entanto, entre metas, sonhos e a realidade há um abismo de impedimentos e para ultrapassar as dificuldades, como fizeram há cerca de 30 anos ao implantar a sojicultura, buscam-se união e políticas públicas ao segmento.

Estima-se que existam 200 mil hectares (ha) de floresta plantada no Estado, 100 mil com eucalipto, 60 mil com teca, 45 mil com seringueira, 3 mil com pau de balsa e outros 14 mil hectares cultivados com outras espécies como aroeira e pinho cuiabano. Em relação à produção nacional, Mato Grosso ocupa posição de lanterna. Segundo dados do anuário estatístico 2012 - ano base 2011 - da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), são 7 milhões de hectares, superfície equivalente à área destinada à sojicultura 2011/12, no Estado.

Como explica o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, se a área planta estadual estiver no mesmo nível de rendimento do que é observado em nível nacional, a floresta plantada estaria adicionando em 200 mil/ha 135.147 empregos na cadeia gerada pela atividade, assim como R$ 212,96 milhões em tributos e geraria receita – Valor Bruto da Produção (VBP) – de R$ 1,53 bilhão. A média nacional que foi considerada por Takizawa é de 0,68 empregos por ha plantado, assim como R$ 1,06 mil em tributo/ha e um VBP de R$ 7,69 mil/ha. “Existem projeções de expansão para até 2020, cenários conservador, otimista e muito otimista. Mesmo longe de ser realidade neste espaço de tempo, revelam muito bem o potencial que o Estado tem”, destaca Takizawa. Com área de 500 mil/ha em 2020, “cenário conservador”, seriam 337.868 empregos, R$ 532,42 milhões em tributos e R$ 3,84 bilhões de VBP. Numa projeção “otimista” com 750 mil/ha repovoados em 2020, haverá 506.802 empregos, R$ 798,63 milhões em tributos e R$ 5,77 bilhões de VBP. Na estimativa “muito otimista”, com 1 milhão/ha, seriam gerados 675.736 empregos, R$ 1,06 bilhão em tributos e um VBP de 7,69 bilhões.

“Mato Grosso ainda não é uma fronteira para floresta plantada. Há muito potencial, mas precisamos de políticas públicas, de um plano de desenvolvimento florestal que contemple incentivos para atração de indústrias afins que transformem a madeira em produtos nobres. Precisamos de regularizações fundiária e ambiental, logística e seguranças jurídica e tributária para os investimentos que são vultosos”. Como frisa, Mato Grosso está na contramão no quesito tributos e pela falta de política florestal. “Tem empresas que ainda não colocaram os dois pés aqui por falta de um plano específico”.

ESTADO – O coordenador do Núcleo Estadual de Trabalho dos Arranjos Produtivos Locais (APL) da Secretaria de Indústria, Comércio, Mineração e Energia (Sicme), José Juarez de Faria, conta três APLs em regiões distintas do Estado (Portal da Amazônia, Oeste e Centro Sul e Sudeste) e um novo a ser criado em junho (no médio norte), estão embasando a elaboração do Plano de Desenvolvimento Florestal para espécies plantadas e nativas que contempla incentivos fiscais e pontua gargalos e oportunidades Estado afora. “O Plano deve estar implementado ainda no final deste ano ou até o começo de 2013”, informa Juarez.

UNIÃO – Para formar a cadeia de base florestal foi criada no ano passado a CooperFlora Brasil. Com sede em Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), ela nasce com a missão de unir os produtores de eucalipto de todos os portes, visando incentivar a criação de um polo florestal sustentável em Mato Grosso. Esta união visa garantir oferta de matéria-prima em grande e ininterrupta escala, fornecer informações técnicas da atividade e compartilhar experiências de sucesso entre cooperados. Um dia de campo foi realizado no último sábado na fazenda Girassol do Prata para mostrar técnicas de manejo, mercado e tecnologia que existe para o Estado.

Como explica o presidente da entidade, o ex-senador Gilberto Goellner – um dos pioneiros no agronegócio estadual –, somente o sul do Estado detém cerca de 40 mil/ha repovoados e há um estoque de área que não serve mais para agricultura e pecuária que soma outros 500 mil/ha. “A floresta plantada não concorre com nenhuma cultura consolidada e vem como opção de negócios e sustentabilidade. Queremos começar pelo sul-mato-grossense porque aqui há atualmente a maior infraestrutura de transporte em função da Ferrovia Senador Vicente Vuolo. Unindo iniciativas privada e pública, vamos mudar o cenário econômico de Mato Grosso”.

Fonte: Diário de Cuiabá

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Agricultor poderá ter benefício para preservar florestas

Senador Jorge Viana sugere critério para conceder vantagens aos que seguirem o Código Florestal ou forem além das obrigações mínimas estabelecidas


por Agência Senado

 Shutterstock

Se forem aceitas as sugestões do senador Jorge Viana (PT-AC) para o texto do projeto do novo Código Florestal, os incentivos econômicos para manutenção e recomposição de vegetação nativa poderão ser proporcionais ao cumprimento da legislação florestal.

No substitutivo do projeto de reforma da lei ambiental apresentado na Comissão de Meio Ambiente (CMA), Jorge Viana estabelece o critério da premiação progressiva, concedendo vantagens àqueles que seguiram a lei ou foram além das obrigações mínimas para áreas protegidas, como reserva legal e Áreas de Preservação Permanente (APP).

O programa poderá contemplar pagamento por serviços ambientais, compensações por gastos com medidas de conservação e proteção ambiental, tratamento diferenciado em programas de comercialização e incentivos à pesquisa e inovação tecnológica, entre outros. No texto, Jorge Viana também prevê incentivos para os produtores que fizerem a recomposição de áreas protegidas. Há também benefícios para agricultores que desmataram de forma irregular, mas que estejam em processo de regularização de suas áreas.

A progressividade do acesso de cada produtor aos incentivos econômicos e financeiros deverá ser determinada nos Programas de Regularização Ambiental, mas o novo Código Florestal poderá indicar instrumentos para estimular os produtores rurais a manter ou ampliar áreas florestadas em suas propriedades. Entre os instrumentos incluídos no projeto estão: redução de juros em programas de crédito, isenção de impostos e a oferta de financiamentos em condições facilitadas para recuperação de matas.

O substitutivo de Jorge Viana deverá ser votado na CMA nesta quarta-feira (23/11), última comissão a examinar o texto antes do Plenário. Como foi modificado pelos senadores, o projeto precisará voltar à Câmara dos Deputados, antes de seguir para sanção.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Maratona sobre Código Florestal tem dois dias de transmissão pela internet


Senado FederalA 2ª Maratona de esclarecimento sobre as mudanças no Código Florestal, promovida pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, acompanha a votação, no Senado, das comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA), que acontece nos dias 7 e 8 de novembro em Brasília.

A vigília tem transmissão em tempo real pela internet, no site www.florestafazadiferenca.org.br, a partir desta segunda-feira (07), às 10h. Os programas contam com os jornalistas âncoras como, Renata Simões, Chris Couto, Andrea Vialli e Paulina Chamorro. A vigília pretende esclarecer e informar os internautas sobre o assunto, gerar audiência sobre o tema envolver a opinião pública, além de gerar massa crítica para a construção de um bom Código Florestal e dar visibilidade às audiências e debates nas comissões no Senado.


Direto de um estúdio na Vila Madalena, em São Paulo, a maratona terá entrevistas, rodas de conversas e atividades culturais, bate-papo com jovens universitários, além da participação de organizações envolvidas, especialistas e ativistas. A vigília conta ainda com pontos de transmissão ao vivo, como o que será instalado em Brasília, na terça-feira (08), durante a votação da CRA e CCT.


A vigília será divida em blocos com diferentes temas como Código Florestal e recursos hídricos. Cada bloco terá um âncora e participações de convidados, que pretendem debater as questões abordadas. Confira abaixo a programação e acompanhe a 2ª Maratona de Esclarecimento sobre o Código Florestal pelo site #florestafazadiferença.

A programação completa da vigília está disponível no site www.florestafazadiferenca.org.br.


Fonte: Assessoria, adaptado por Painel Florestal