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Artigos técnicos e informativos do setor florestal

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

NOTÍCIA: Genética no plantio de eucalipto será abordada no Três Lagoas Florestal

Por: Assessoria Famasul
Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).
Vários fatores são determinantes no plantio de uma floresta de eucalipto, mas dois devem ser analisados com muito critério: para quem será vendida e para que finalidade vai ser plantada. No caso do produtor que deseja plantar uma floresta, visando geração de energia, é preciso buscar materiais genéticos com alta produtividade, elevada densidade básica, alto teor de lignina e alto poder calorífico. Isso deve ser feito com o objetivo de maximizar a geração de energia por hectare.
“Atualmente não há no mercado um clone (tipo de muda reproduzida geneticamente) específica para esse segmento adaptada ao Mato Grosso do Sul. Logo, deve-se buscar entre os clones disponíveis aqueles que melhor se adéquam as características acima”.
Quem afirma é a pesquisadora Ana Gabriela Monnerat Carvalho Bassa da Arbogen, a primeira palestrante do Programa Mais Floresta, promovido Senar/MS - Serviço de Aprendizagem Rural e pelo Paulo Cardoso Comunicações que será realizado a próxima quinta-feira (04), às 15 horas, durante a feira Três Lagoas Florestal. O tema da palestra é o “Eucalipto na produção de biomassa e os materiais genéticos disponíveis para plantio em MS”.
Mas se não existe um clone específico para o Estado, então cabe a pergunta: por que ele é tão importante para definir a finalidade de uma floresta? Segundo Gabriela Bassa, os “clones apresentam características de qualidade da madeira distintas. Deve-se então conhecer essas características para a adequação do clone ao produto final. Por exemplo, ao plantar um clone de baixa densidade e baixo poder calorífico, o potencial de geração de energia não estará sendo maximizado. Na indústria de celulose e papel buscam-se características que maximizem a produção de toneladas de celulose por hectare. O mesmo deve ser feito para florestas produtoras de biomassa – deve-se buscar a maior geração de energia por hectare”.
Em sua palestra, a pesquisadora vai esclarecer as diferenças existentes na qualidade da madeira para diferentes segmentos industriais, focando nas características adequadas para biomassa: “Vou expor o trabalho que a ArborGen vem desenvolvendo, como a comercialização de clones protegidos, além do trabalho de desenvolvimento de clones e ainda citar um pouco do que temos feito no desenvolvimento do eucalipto transgênico, ainda em fase de pesquisa”.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A silvicultura, a feijoada e a macarronada!

Num sábado de frio, garoa e preguiça, a movimentação num restaurante “self-service” a cheiro e gosto de feijoada, fez lembrar algumas curiosidades da silvicultura. Gente bonita, gente feia, gente com família, gente solitária! Gostos? De todo o tipo: só feijoada ,só macarrão, só comida japonesa e todas as combinações possíveis ! assustou-me, no entanto, o apetite de um “corinthiano” meio assustado com o prato redondo de comida japonesa, macarronada,peixe ensopado e feijoada ! E a nossa silvicultura onde entra nessa feijoada com macarronada?

A resposta está nas constatações de campo: serviços de todo o tipo; as mais variadas justificativas para esse ou aquele procedimento; as mais diversas finalidades desse ou daquele empreendimento; floresta para isso ou para aquilo; madeira para tudo! Um punhado de dúvidas, mas uma certeza: no final da linha alguém paga a conta e estamos conversados! Simples de mais, se não fosse para uma atividade que há anos, vem lutando para desmistificar inúmeros erros técnicos cometidos no passado e que deixaram marcas indeléveis e de alto custo para o setor. Saímos de uma silvicultura conhecida como “deserto verde” e já temos excelentes exemplos de silvicultura sustentável !!! Mas como justificar alguns retrocessos em nossos procedimentos silviculturais ?

Anotem as pérolas: discussões e dúvidas sobre procedimentos cientificamente comprovados; justificativas para as mais diversas variações de espaçamentos ou quase sem espaçamento ( ! ), competição nutricional, sistemas e fórmulas mágicas para adubar ou para não adubar, clones milagrosos,e por aí vai...! Realmente, é de assustar, é de se preocupar e se não cuidarmos, vai ser de chorar!

E o pior é que, por mais que se exponha a indignação dos que fizeram, viveram e conheceram a história, as dificuldades superadas e os saltos tecnológicos de nossa silvicultura, nada muda ! É impressionante a quantidade de desavisados que, insistentemente, procuram detalhes sobre as fantasiosas ofertas anunciadas pelos vendedores de sonho!

É aquela espécie, cuja madeira vale um caminhão de ouro e que cresce de forma assustadora; é aquela forma de manejar florestas que leva à produtividades incomparáveis;enfim,uma coletânea de promessas sem nenhum comprometimento com a ética profissional e que só encontra espaço com os desavisados, que caem no setor, alguns, até mesmo, verdadeiros espertalhões, procurando uma beirinha em oportunismos da moda. Para esses oportunistas, o cruzamento com os vendedores de sonho é o que há ! No entanto, não tenhamos dúvidas, que também estamos queimando excelentes oportunidades com grandes empreendedores que poderiam crescer no setor, diversificar interesses e fortalecer a silvicultura brasileira!

Da feijoada despretensiosa a essas comparações com a silvicultura ficou uma lição: no restaurante - mesmo que se tenha inúmeras alternativas para escolha, não se iluda e não misture! Saiba o que serve adequadamente para sua alimentação e não se deixe levar pelos adornos gastronômicos! na silvicultura - use tecnologia, respeite os resultados de anos de experimentações e pesquisas e não se deixe cair em atalhos que não possuem comprovações científicas!

Mas que atalhos? A silvicultura brasileira tem profissionais altamente capacitados e de reconhecida competência. Não precisa nenhuma mágica para localizá-los.! Com certeza, esses competentes e éticos profissionais saberão indicar os atalhos que devem ser evitados! Na dúvida, dê um pulinho nas universidades ou nos centros de pesquisas florestais e invista com segurança na silvicultura brasileira!
Fonte: Nelson Barboza Leite –nbleite@uol.com.br via Painel Florestal

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Um novo ‘ouro verde’

Produtores estão se organizando para tornar o plantio de florestas um negócio tão rentável quanto é a soja

O produtor mato-grossense gosta de desafios. Depois de décadas adaptando soja e algodão para plantio no cerrado, eles conseguiram fazer de Mato Grosso maior produtor nacional de grãos e fibras e um dos principais fornecedores agrícolas no mundo. Atingindo o topo de cada uma das culturas – que incluem ainda o milho –, chegou a vez de expandir ganhos e encarar uma nova peleja: transformar eucalipto em uma commodity tão rentável quanto a soja. No entanto, entre metas, sonhos e a realidade há um abismo de impedimentos e para ultrapassar as dificuldades, como fizeram há cerca de 30 anos ao implantar a sojicultura, buscam-se união e políticas públicas ao segmento.

Estima-se que existam 200 mil hectares (ha) de floresta plantada no Estado, 100 mil com eucalipto, 60 mil com teca, 45 mil com seringueira, 3 mil com pau de balsa e outros 14 mil hectares cultivados com outras espécies como aroeira e pinho cuiabano. Em relação à produção nacional, Mato Grosso ocupa posição de lanterna. Segundo dados do anuário estatístico 2012 - ano base 2011 - da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), são 7 milhões de hectares, superfície equivalente à área destinada à sojicultura 2011/12, no Estado.

Como explica o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, se a área planta estadual estiver no mesmo nível de rendimento do que é observado em nível nacional, a floresta plantada estaria adicionando em 200 mil/ha 135.147 empregos na cadeia gerada pela atividade, assim como R$ 212,96 milhões em tributos e geraria receita – Valor Bruto da Produção (VBP) – de R$ 1,53 bilhão. A média nacional que foi considerada por Takizawa é de 0,68 empregos por ha plantado, assim como R$ 1,06 mil em tributo/ha e um VBP de R$ 7,69 mil/ha. “Existem projeções de expansão para até 2020, cenários conservador, otimista e muito otimista. Mesmo longe de ser realidade neste espaço de tempo, revelam muito bem o potencial que o Estado tem”, destaca Takizawa. Com área de 500 mil/ha em 2020, “cenário conservador”, seriam 337.868 empregos, R$ 532,42 milhões em tributos e R$ 3,84 bilhões de VBP. Numa projeção “otimista” com 750 mil/ha repovoados em 2020, haverá 506.802 empregos, R$ 798,63 milhões em tributos e R$ 5,77 bilhões de VBP. Na estimativa “muito otimista”, com 1 milhão/ha, seriam gerados 675.736 empregos, R$ 1,06 bilhão em tributos e um VBP de 7,69 bilhões.

“Mato Grosso ainda não é uma fronteira para floresta plantada. Há muito potencial, mas precisamos de políticas públicas, de um plano de desenvolvimento florestal que contemple incentivos para atração de indústrias afins que transformem a madeira em produtos nobres. Precisamos de regularizações fundiária e ambiental, logística e seguranças jurídica e tributária para os investimentos que são vultosos”. Como frisa, Mato Grosso está na contramão no quesito tributos e pela falta de política florestal. “Tem empresas que ainda não colocaram os dois pés aqui por falta de um plano específico”.

ESTADO – O coordenador do Núcleo Estadual de Trabalho dos Arranjos Produtivos Locais (APL) da Secretaria de Indústria, Comércio, Mineração e Energia (Sicme), José Juarez de Faria, conta três APLs em regiões distintas do Estado (Portal da Amazônia, Oeste e Centro Sul e Sudeste) e um novo a ser criado em junho (no médio norte), estão embasando a elaboração do Plano de Desenvolvimento Florestal para espécies plantadas e nativas que contempla incentivos fiscais e pontua gargalos e oportunidades Estado afora. “O Plano deve estar implementado ainda no final deste ano ou até o começo de 2013”, informa Juarez.

UNIÃO – Para formar a cadeia de base florestal foi criada no ano passado a CooperFlora Brasil. Com sede em Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), ela nasce com a missão de unir os produtores de eucalipto de todos os portes, visando incentivar a criação de um polo florestal sustentável em Mato Grosso. Esta união visa garantir oferta de matéria-prima em grande e ininterrupta escala, fornecer informações técnicas da atividade e compartilhar experiências de sucesso entre cooperados. Um dia de campo foi realizado no último sábado na fazenda Girassol do Prata para mostrar técnicas de manejo, mercado e tecnologia que existe para o Estado.

Como explica o presidente da entidade, o ex-senador Gilberto Goellner – um dos pioneiros no agronegócio estadual –, somente o sul do Estado detém cerca de 40 mil/ha repovoados e há um estoque de área que não serve mais para agricultura e pecuária que soma outros 500 mil/ha. “A floresta plantada não concorre com nenhuma cultura consolidada e vem como opção de negócios e sustentabilidade. Queremos começar pelo sul-mato-grossense porque aqui há atualmente a maior infraestrutura de transporte em função da Ferrovia Senador Vicente Vuolo. Unindo iniciativas privada e pública, vamos mudar o cenário econômico de Mato Grosso”.

Fonte: Diário de Cuiabá

domingo, 20 de maio de 2012

Indicações para escolha de espécies de Eucalyptus

Indicações para escolha de espécies de Eucalyptus

Texto produzido pela Acadêmica Aline Angeli
Supervisão e orientação do Prof. Luiz Ernesto George Barrichelo e do Eng. Paulo Henrique Müller
Atualizado em 14/12/2005
A madeira de eucalipto é utilizada para o abastecimento da maior parte da indústria de base florestal no Brasil. Em 2004, de acordo com relatório da Bracelpa, foram consumidos pelo setor de celulose e papel 34.113.000 m³ de madeira proveniente de reflorestamento com eucalipto, 2.475.000 m³ pelo setor de geração de energia e 340.000 m³ pelo setor de serraria.
Além dos setores industriais, existe grande consumo de madeira, em pequena escala, que não é devidamente quantificado, mas que quando somado representa significativa parcela do consumo total. Trata-se do consumo doméstico de madeira, principalmente como lenha. Segundo Mata (2000), a crise de oferta de lenha no meio rural é resultado da falta de estudos sobre regulação da produção em função do manejo dos estoques remanescentes e a implantação de florestas para produção de madeira para lenha nas pequenas propriedades. Acrescenta-se, ainda, que a floresta implantada em pequenas propriedades pode ser utilizada para outros fins, como obtenção de moirões para cerca, estacas, cabos de ferramentas etc.
A escolha do eucalipto para suprir o consumo de madeira, tanto em escala industrial como para pequenos consumidores, está relacionada a algumas vantagens da espécie, tais como rápido crescimento; características silviculturais desejáveis (incremento, forma, desrama etc.); grande diversidade de espécies, possibilitando a adaptação da cultura às diversas condições de clima e solo; facilidades de propagação, tanto por sementes como por via vegetativa; e possibilidades de utilização para os mais diversos fins, o que justifica sua aceitação no mercado. Às características desejáveis citadas, somam-se o conhecimento acumulado sobre silvicultura e manejo do eucalipto e ao melhoramento genético, que favorecem ainda mais a utilização do gênero para os mais diversos fins.
Apesar de serem descritas cerca de 700 espécies do gênero Eucalyptus, os plantios são restritos a poucas espécies, podendo-se citar, principalmente, Eucalyptus grandis, E. urophylla, E. saligna, E. camaldulensis, E. tereticornis, E. globulus, E. viminalis, E. deglupta, E. citriodora, E. exserta, E. paniculata e E. robusta. Ressalta-se que, no Brasil, as espécies E. cloezina e E. dunnii são consideradas promissoras para as regiões central e sul, respectivamente.
A possibilidade de uso da madeira de eucalipto para diversos fins tem estimulado a implantação de florestas de uso múltiplo. Dessa forma, muitos estudos estão sendo realizados para melhor se aproveitar o potencial econômico da floresta, destacando-se melhoramento de material genético e manejo silvicultural (teste de espaçamentos, idade de corte e técnicas silviculturais). De modo geral, com o uso múltiplo, pretendem-se obter de uma área implantada variados tipos de produtos, ou seja, diferentes finalidades para uma mesma floresta. Maiores esclarecimentos sobre o uso múltiplo de eucalipto podem ser obtidas no endereço http://www.tume.esalq.usp.br/.
Escolha da espécie
A definição da espécie a ser plantada é a primeira etapa de um projeto de reflorestamento, levando-se em consideração o objetivo da produção (uso da madeira) e as condições edafoclimáticas (solo e clima) da região. Cada espécie se desenvolve em um ambiente adequado e por isso é indicado, sempre que possível, realizar testes para averiguar a adaptação do material ao ambiente, tanto para sementes quanto para clones. Entretanto, se não for possível a realização de testes, e tampouco houver dados experimentais da região, sugere-se que a escolha do material genético seja feita a partir de procedências cujas condições de origem sejam semelhantes ao local do plantio, sobretudo latitude, altitude, temperatura média anual, precipitação média anual, déficit hídrico e tipos de solos.
O mercado consumidor é um aspecto fundamental durante o planejamento do projeto de reflorestamento. É importante conhecer as exigências do mercado quanto à característica do produto, assim como as técnicas que otimizam a relação custo/benefício. A obtenção de maior retorno econômico depende da escolha adequada da espécie. Ainda sobre mercado consumidor, sugere-se que sejam avaliadas as distâncias entre a área de plantio e as unidades de beneficiamento ou utilização, pois o custo de transporte é um dos componentes mais caros do preço da madeira.
Abaixo segue uma relação de espécies de eucalipto indicadas em função dos usos, do solo e do clima.
Espécies de eucalipto indicadas em função do uso:
Celulose: E. alba, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. saligna, E. urophylla e E. grandis x E. urophylla (híbrido).
Lenha e carvão: E. brassiana, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. deglupta, E. exserta, E. globulus, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pellita, E. pilularis, E. saligna, E. tereticornis, E. tesselaris e E. urophylla.
Serraria: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. punctata, E. resinifera, E. robusta, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.
Móveis: E. camaldulensis, E. citriodora, E. deglupta, E. dunnii, E. exserta, E. grandis, E. maculata, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. resinifera, E. saligna e E. tereticornis.
Laminação: E. botryoides, E. dunnii, E. grandis, E. maculata, E. microcorys, E. pilularis, E. robusta, E. saligna e E. tereticornis.
Caixotaria: E. dunnii, E. grandis, E. pilularis e E. resinifera.
Construções: E. alba, E. botryoides, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. deglupta, E. maculata, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. resinifera, E. robusta, E. tereticornis e E. tesselaris.
Dormentes: E. botryoides, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. deglupta, E. exserta, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. punctata, E. robusta e E. tereticornis.
Postes: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. punctata, E. propinqua, E. tereticornis e E. resinifera.
Estacas e moirões: E. citriodora, E. maculata e E. paniculata.
Óleos essenciais: E. camaldulensis, E. citriodora, E. exserta, E. globulus, E. smithii e E. tereticornis.
Taninos: E. camaldulensis, E. citriodora, E. maculata, E. paniculata e E. smithii.
Espécies de eucalipto indicadas em função do clima:
Úmido e quente: E. camaldulensis, E. deglupta, E. robusta, E. tereticornis e E. urophylla.
Úmido e frio: E. botryoides, E. deanei, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. maidenii, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. resinifera, E. robusta, E. saligna e E. viminalis.
Subúmido úmido: E. citriodora, E. grandis, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.
Subúmido seco: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. maculata, E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. tereticornis e E. urophylla.
Semiárido: E. brassiana, E. camaldulensis, E. crebra, E. exserta, E. tereticornis e E. tessalaris.
Espécies de eucalipto indicadas em função do solo:
Argilosos: E. citriodora, E. cloeziana, E. dunnii, E. grandis, E. maculata, E. paniculata E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. saligna, e E. urophylla.
Textura média: E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. exserta, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.
Arenosos: E. brassiana, E. camaldulensis, E. deanei, E. dunnii, E. grandis, E. robusta E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.
Hidromórficos: E. robusta.
Distróficos: E. alba, E. camaldulensis, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pyrocarpa e E. propinqua.

sábado, 31 de março de 2012

Celulose deve ficar mais cara, diz Suzano

Presidente da empresa sinaliza que outros reajustes no preço podem ocorrer até o final do semestre

Preços podem subir mais até o final do semestre 
 Foto: Ricardo Teles / Suzano 

O presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, afirmou nesta segunda-feira, 26, que a tendência de preços para a celulose no curto prazo é de alta. Após anunciar um reajuste de US$ 30 por tonelada no produto vendido ao mercado asiático a partir de abril, Maciel sinalizou que outros reajustes podem ocorrer até o final do semestre. "É difícil comentar (sobre reajustes), mas acho que a tendência para esse próximo trimestre é de alta", disse.

A Suzano oficializou nesta segunda-feira a decisão de elevar o preço lista (de referência) do insumo vendido para a Ásia de US$ 640 para US$ 670 por tonelada. O aumento naquele mercado reduzirá a partir de abril a diferença entre os preços praticados na Ásia e a cotação do produto na Europa (US$ 760) e nos Estados Unidos (US$ 820 por tonelada). "A Ásia está com preços defasados em relação aos demais. E continuaremos avaliando o mercado", complementou Maciel.

De acordo com o executivo, o mercado europeu dá sinais de estabilidade de demanda e os Estados Unidos já apresentam alguma recuperação das compras. "Acredito que à medida que o assunto (crise) na Europa se acalmar, a demanda voltará mais forte", disse. As vendas para a China já apresentaram aceleração nos últimos meses, segundo o executivo.

Capacidade

Maciel também falou sobre os recentes anúncios de novas fábricas de celulose em nível mundial. Esta lista é representada por projetos considerados certos, como a expansão da Eldorado Brasil, da CMPC Celulose Riograndense e da joint venture entre Stora Enso e Arauco no Uruguai, mas também por iniciativas consideradas embrionárias, como a fábrica de uma nova empresa chamada Braxcel Celulose.

"Estão surgindo novos players e que não dependem de disciplina dos fabricantes já existentes. Mas acho difícil que todos esses empreendimentos sejam realizados. Porque, se fizermos as contas e analisarmos a relação entre oferta e demanda, a situação ficará muito complicada para frente", afirmou.

Questionado sobre a análise de novas empresas, como a Eldorado, de que as atuais empresas do setor estão endividadas e por isso enfrentarão dificuldades para viabilizar novos projetos, Maciel foi direto: "Os bancos vão olhar a viabilidade dos projetos. E se olhamos o balanço dessas empresas um endividamento de R$ 6 bilhões, eles também ficarão endividados", afirmou. "Só que a relação entre patrimônio e endividamento é diferente", complementou Maciel, destacando a diferença de porte de uma empresa como a Suzano para uma dessas novas empresa do setor. 

Fonte: Estadão

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alternativa de cultivo de eucalipto privilegia produção de biomassa

Uma nova tecnologia para o cultivo de eucalipto para a produção de energia está em fase experimental em Botucatu, no interior de São Paulo. Em uma área de 10 hectares, a equipe de pesquisadores do Núcleo de Ensaios de Máquinas e Pneus Agroflorestais (Nempa), ligado à Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, faz experimentos para otimizar o plantio voltado para a produção de biomassa. Quatro tipos de espaçamentos estão sendo testados, com até cinco vezes mais árvores por hectare do que normalmente é plantado. Também está sendo estudado o tipo de clone que melhor se adéqua ao objetivo. As mudas são cultivadas em estufas climatizadas com umidade controlada e aos 45 dias são transplantadas para o terreno. 
O projeto terá três anos de duração, com avaliações econômicas e de desempenho antes de ser disponibilizado para o mercado. “Periodicamente realizamos testes para verificar o rendimento da plantação. A floresta mais densa, por exemplo, gera competitividade entre os indivíduos que precisam se esticar para obter luz solar, o que resulta em árvores mais esguias e alongadas. Como as árvores não serão utilizadas para lenha ou chapas de madeira o diâmetro não é o mais importante”, explica Saulo Guerra, engenheiro florestal e coordenador do Nempa. O pesquisador vai apresentar o projeto no Fórum Brasileiro de Biomassa Florestal, no dia 19 de novembro, em Lages (SC), com a palestra “Alternativas para a colheita florestal, com foco na produção de biomassa”. 
“Um dos diferenciais dessa alternativa é o tempo reduzido de colheita, que é de um ano e meio a dois, enquanto o método tradicional exige de cinco a sete anos para o primeiro corte. Depois de cortados, os eucaliptos crescem novamente sem necessidade de replantio, pelo menos nesse primeiro momento”, destaca o especialista.  A colheita precoce do eucalipto será realizada em 2012, nos moldes de uma cultura de linha, como cana ou milho e em seguida transformada em cavaco pelo mesmo equipamento, já pronto para ser transportado. 
Guerra ressalta que existe pouca produção de eucalipto destinada à produção de biomassa e que esse pode ser um nicho interessante para o empresariado brasileiro. “Até 2020 o continente europeu pretende ter 20% da sua energia proveniente de fontes renováveis. Esse aumento na demanda pode se converter em uma oportunidade de negócios para o Brasil”, observa.
Evento
O Fórum faz parte da programação do Florestal&Biomassa - Encontro Latino-americano de Base Florestal e Biomassa, que será realizado de 17 a 19 de novembro, no Parque de Exposições Conta Dinheiro, de Lages (SC). O evento ainda terá o 3° Congresso Internacional do Pinus, e a Expo Florestal&Biomassa, uma feira de insumos e produtos da silvicultura, máquinas e equipamentos para as indústrias de madeira, papel e celulose e  biomassa, vai levar até os visitantes as principais novidades para a atividade florestal.
O evento é uma realização do Sindimadeira de Lages e da Associação Rural de Lages, com promoção e organização da Hannover Fairs Sulamérica e apoio do Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte com o Funturismo, e das Prefeituras de Lages, Otacílio Costa e Correia Pinto, entre outras importantes entidades.

Fonte: florestalbiomassa.com.br

BIOENERGIA: ESTUDO APONTA NOVA TÉCNICA DE ETANOL DE CELULOSE

O trabalho intitulado “Influência de Diferentes Fontes de Carbono e Nitrogênio na Produção de Xilanase e Celulases por Myceliophthora sp. M.7.7”, conquistou o primeiro lugar na área de microbiologia industrial no 26º Congresso Brasileiro de Microbiologia, realizado em outubro, em Foz do Iguaçu (PR). De autoria da doutoranda Marcia Moretti, do Ibilce (Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas), o estudo tem como foco a produção de etanol de segunda geração (etanol lignocelulósico), ou seja, o álcool extraído da celulose presente em resíduos industriais, como o bagaço da cana-de-açúcar.

Brasil e Estados Unidos são os países que mais têm investido para tornar possível a produção de etanol de segunda geração, mas o maior entrave é o custo de obtenção desse álcool pelas técnicas já conhecidas. A pesquisa de Marcia se destaca por apresentar uma forma de obtenção do combustível por meio da conversão da biomassa lignocelulósica (fonte de açúcares fermentáveis) em açúcares. O estudo também avalia os tratamentos físico-químicos e enzimáticos sobre bagaço e palha da cana.


O projeto ainda é um modelo de laboratório, mas a expectativa dos pesquisadore envolvidos é aplicá-lo em indústrias, inclusive em produções de grande escala. “A finalização e aplicação da pesquisa nas biorrefinarias poderá gerar redução de custos durante todo o processo até a obtenção do produto final, o que tornará essa uma forma bem-sucedida de energia alternativa”, afirma Marcia.


Premiação


Marcia, que é bolsista da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), concorreu ao prêmio com mais de duzentos trabalhos. Para a orientadora da pesquisa, a professora Eleni Gomes, a premiação é mais uma etapa vencida e uma renovação das energias para dar andamento ao estudo, que está na metade. “É uma fase de maturidade científica, em que o projeto está se solidificando e se tornando mais consistente, além de uma confirmação de que estamos no caminho certo”, afirma.


Além desse projeto, outros estudos de São José do Rio Preto se destacaram durante o congresso: o trabalho de Ana Theresa Silveira de Morais, doutoranda do Ibilce, foi eleito o melhor na área de virologia; e Adriano Mondini, ex- aluno da Unesp, recebeu o prêmio Jovem Microbiologista, concedido pela Sociedade Brasileira de Microbiologia e Sociedade Americana de Microbiologia. (informações do Ibilce)


Fonte: Agência Ambiente Energia, adaptado por Painel Florestal