Cerca de 70% dos trabalhadores das áreas extrativas e fabris recusaram a proposta de PPR da empresa, durante assembleia. Uma das metas inatingíveis proposta pela empresa, com indicadores que não estão sob o controle dos trabalhadores, é o Custo Operacional e Resultados Financeiros, o que acaba por impedir o acesso dos trabalhadores aos benefícios.
A proposta da empresa foi recusada pelos trabalhadores porque mesmo que eles cumpram todas as metas e batam todos os recordes de produção não atingiriam o prêmio máximo. O mesmo aconteceu para as metas estabelecidas para 2011.
Uma das condicionantes para a obtenção do Selo Verde é que a empresa mantenha relações trabalhistas e sindicais em boa fé, respeitando a decisão dos trabalhadores em negociações coletivas. Caso não entre em acordo com os trabalhadores, o processo de obtenção da certificação pode ser prejudicado.
A medida proposta pela Fibria pode contribuir ainda mais para o empobrecimento dos trabalhadores da empresa. Esse processo teve início com a perda da aposentadoria vitalícia e a diminuição do PPR. Com a mudança de empresa, os benefícios como assistência médica e odontológica dos trabalhadores foram descaracterizados. Os procedimentos de custo mais elevados, por exemplo, passam por burocracia antes de serem aprovados e os trabalhadores não são avisados do descredenciamento de médicos e clínicas.
Contribui ainda para o processo de empobrecimento dos trabalhadores a extinção do fundo de pensão, chamado de Arus, plano de saúde e seguro de vida integral, as gratificações por tempo de serviço, o abono de férias de 40% e a aposentadoria vitalícia.
FONTE: http://www.seculodiario.com.br




