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sábado, 9 de junho de 2012

Impasse entre Fibria e trabalhadores pode prejudicar obtenção do Selo Verde

Os trabalhadores da Fibria (ex-Aracruz Celulose) estão negociando o Acordo Coletivo de Participação nos Resultados (PPR), que chegou a um impasse. Caso não seja resolvido, o processo de obtenção da Certificação FSC, o chamado Selo Verde, pode ser prejudicado. A empresa propôs que os trabalhadores atinjam metas que não dependem só do trabalho deles, e sim de variáveis de câmbio e do mercado exportador.

Cerca de 70% dos trabalhadores das áreas extrativas e fabris recusaram a proposta de PPR da empresa, durante assembleia. Uma das metas inatingíveis proposta pela empresa, com indicadores que não estão sob o controle dos trabalhadores, é o Custo Operacional e Resultados Financeiros, o que acaba por impedir o acesso dos trabalhadores aos benefícios.

A proposta da empresa foi recusada pelos trabalhadores porque mesmo que eles cumpram todas as metas e batam todos os recordes de produção não atingiriam o prêmio máximo. O mesmo aconteceu para as metas estabelecidas para 2011.

Uma das condicionantes para a obtenção do Selo Verde é que a empresa mantenha relações trabalhistas e sindicais em boa fé, respeitando a decisão dos trabalhadores em negociações coletivas. Caso não entre em acordo com os trabalhadores, o processo de obtenção da certificação pode ser prejudicado.

A medida proposta pela Fibria pode contribuir ainda mais para o empobrecimento dos trabalhadores da empresa. Esse processo teve início com a perda da aposentadoria vitalícia e a diminuição do PPR. Com a mudança de empresa, os benefícios como assistência médica e odontológica dos trabalhadores foram descaracterizados. Os procedimentos de custo mais elevados, por exemplo, passam por burocracia antes de serem aprovados e os trabalhadores não são avisados do descredenciamento de médicos e clínicas.

Contribui ainda para o processo de empobrecimento dos trabalhadores a extinção do fundo de pensão, chamado de Arus, plano de saúde e seguro de vida integral, as gratificações por tempo de serviço, o abono de férias de 40% e a aposentadoria vitalícia.

FONTE: http://www.seculodiario.com.br

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Propagação Vegetativa de Angico-vermelho por Estaquia e Miniestaquia

Dissertação de Mestrado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV estudou a propagação vegetativa de angico-vermelho por estaquia e miniestaquia.


O trabalho da Engenheira Florestal Poliana Coqueiro Dias, objetivou o estudo do desenvolvimento da propagação vegetativa de seis progênies de meio-irmãos de Anadenanthera macrocarpa (Benth) Brenan via miniestaquia e o resgate vegetativo de material adulto em campo.
            Analisou-se a produção de brotações e sobrevivência das minicepas, além do enraizamento das miniestacas tratadas com doses de AIB (0; 2000; 4000 e 6000 mg L-1) e da velocidade de enraizamento em cada progênie; a influência do tipo de miniestaca e do substrato (composto orgânico e vermiculita) no enraizamento; a influência dos fungos micorrizicos arbusculares e os rizóbios no enraizamento de miniestacas e no crescimento das mudas; o resgate vegetativo de árvores selecionadas pelo enraizamento de estacas provenientes da indução de brotações decorrentes da decepa e anelamento basal.
            Um minijardim foi constituído de minicepas obtidas pela propagação via seminal de seis progênies de Anadenanthera macrocarpa, enquanto para o resgate por brotação de cepas e anelamento do caule foram utilizadas brotações de 16 árvores selecionadas com 3 a 5 anos de idade. As estacas foram separadas em duas classes de diâmetro (< 4 mm e > 4 mm) e estaqueadas.
            O enraizamento das estacas e miniestacas foi realizado utilizando um período de permanência do material vegetal na casa de vegetação de 60 e 30 dias, respectivamente, com a aclimatação em casa de sombra por 10 dias, seguida da transferência para a área de pleno sol, onde procedeu-se a avaliação final aos 100 e 70 dias, respectivamente.
            Os resultados demonstraram comportamento diferenciado das progênies quanto às variáveis analisadas nos experimentos.
            O sistema semihidropônico utilizado permitiu a obtenção de altos índices de produtividade e sobrevivência das minicepas.
            Em relação ao enraizamento constatou-se, de modo geral, superioridade das estacas apicais em relação às intermediárias, sendo indicada a miniestaca apical com 10 cm de comprimento e folha inteira para a propagação da espécie.
            A aplicação do AIB nas miniestacas não teve efeito sobre as características avaliadas, dispensando a sua utilização. As avaliações indicaram velocidades diferenciadas entre as progênies quanto ao processo de enraizamento.
            No geral, o substrato à base de vermiculita proporcionou melhores médias para as características observadas.
            O uso de fungo micorrízico arbuscular e de rizóbio não influenciam diretamente na formação de raízes adventícias até 30 dias em casa de vegetação e 10 dias em casa de sombra.
            Quanto ao resgate observou-se eficiência na indução de brotações basais pelas técnicas de decepa e anelamento do caule, sendo possível a produção de mudas via estaquia, principalmente quando utilizadas estacas com diâmetro inferior a 4 mm.
            Pode-se concluir que a miniestaquia de material juvenil e o resgate vegetativo de material adulto são viáveis para a propagação de Anadenanthera macrocarpa.
          
Orientação e Banca
            Professor Orientador: Aloísio Xavier
            Professores Co-orientadores: Haroldo Nogueira de Paula, Ismael Eleotério Pires.
            Banca: Maria Catarina Megumi Kasuya      

Para acesso à dissertação completa, acesse AQUI!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Detentos vão produzir 400 mil mudas do cerrado

 
Convênio assinado entre Funap e Terracap prevê o cultivo de mudas nativas; 200 sentenciados do regime semiaberto vão participar do programa e reduziram o tempo da pena
Detentos vão produzir 400 mil mudas do cerrado17 de Maio de 2012 às 12:49
Agência Brasília – A Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap-DF) e a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) assinam hoje (17) um convênio para que sentenciados do regime semiaberto produzam mudas de árvores. São espécies florestais nativas do cerrado, que serão criadas em viveiros instalados na área agrícola da Funap, localizados no Complexo Penitenciário da Papuda e na Penitenciária Feminina do DF.
Os 200 sentenciados serão responsáveis por cultivar 400 mil mudas que serão plantadas em pontos estratégicos do DF. Eles receberão aulas de ecologia e permacultura, entre outras. Após o treinamento, os próprios sentenciados plantarão as mudas em locais definidos pela Terracap e pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram).
O grupo trabalhará diariamente, receberá uma bolsa ressocialização e será beneficiado com a remissão – a cada três dias trabalhados, reduz-se um dia na pena.
Funap
O órgão, criado em 1986, é vinculado à Secretaria de Justiça do DF e tem como objetivo principal contribuir para a recuperação social do preso e a melhoria da sua condição de vida. Para isso, a fundação desenvolve atividades nas áreas de educação, formação profissional e trabalho.
A Lei de Execução Penal classifica o trabalho como o principal fator de reajustamento social, representa um dever social e é condição de dignidade humana, com finalidades educativa e produtiva.

Fonte: Brasil247