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Diversidade de materiais genéticos de eucalipto testados em todas regiões brasileiras e para diversos segmentos florestais Mais informações »

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Artigos técnicos e informativos do setor florestal

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Mostrando postagens com marcador Madeiras. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 2 de junho de 2015

NOTÍCIA:Paisagista cria jardim sensorial com pallets para casa-contêiner

 
Projetos estão presentes no evento de arquitetura Casa Cor, em São Paulo.Projetos estão presentes no evento de arquitetura Casa Cor, em São Paulo.
Com o objetivo de criar um espaço totalmente sensorial, com elementos que permitem vivenciar novas experiências por meio de cheiros e toques, a paisagista Fernanda Almeida criou o “Jardim das Sensações”. O ambiente complementa a área externa de uma casa-contêiner, ambos projetos estão presentes no evento de arquitetura Casa Cor, em São Paulo.
Trata-se de um jardim projetado sem a utilização de aparatos tecnológicos, o que transmite simplicidade e bem-estar. Para garantir a percepção por meio do olfato, a paisagista uniu plantas aromáticas como alecrim, manjericão e pimentas com lavandas e a utilização da Ipoméia Rubra. Além disso, diversas plantas complementam a naturalidade do local, entre elas estão Beaucarneas , Viburnum , Phormiuns.
O Jardim das Sensações ainda conta com diversos materiais de reuso, como pallets, cascas de pinus e caixas de laranja, onde serão plantados diversos temperos. “Optamos por criar um conceito simplista e minimalista, onde as pessoas poderão contemplar a experiência sensorial, por meio da união de aromas e a presença de elementos que recriam o quintal de nossas casas”, ressalta a paisagista Fernanda.
Atividades para crianças
Durante o evento da Casa Cor, que acontece no Jockey Club, o jardim contará com oficinas e atividades lúdicas para crianças de três a sete anos, que poderão manusear a terra, plantar, ver as flores e entender a importância da sustentabilidade e a preservação ambiental. “A ideia é oferecer um trabalho enriquecedor para as crianças, para que elas possam desabrochar o interesse pela natureza”, afirma Fernanda. As oficinas ocorrerão aos sábados e domingos.
Casa-contêiner
Assinada pelo arquiteto Daniel Kalil e a designer de interiores Karina Buchalla, trata-se de uma casa com área total de 170m², construída a partir de 4 containers HC-4O de 12 metros em sua estrutura principal, além de um container de 6 metros, onde está localizado o mini spa, com deck e piscina.
Construída em menos de 15 dias, a casa é um projeto que conta com containers reutilizáveis em toda sua estrutura. O forro de gesso possui um revestimento térmico e acústico especial, feito de lã de garrafas PET. Além disso, toda a iluminação é feita por lampâdas LED, que possui um consumo de energia menor que as comuns. "Pensamos em um projeto totalmente inovador e 100% sustentável", afirma Daniel Kalil.
Na composição do ambiente, os profissionais utilizaram papel de parede, painéis de MDF e cerâmicas estampadas, garantindo uma concepção sofisticada. O projeto possui cozinha totalmente integrada à sala de jantar, uma ampla sala de estar e galeria com acesso direto à área externa da casa. Para Karina Buchalla, designer responsável pelo projeto, "a ideia é trazer inspiração para os clientes por meio da união de conceitos e estilos fundamentais para a inovação e originalidade”. 
No interior dos quartos, o destaque fica por conta do sistema Surprise. Trata-se de uma tela, com imagens impressas ou até mesmo de um projetor, que substitui a televisão no quarto e permite a abertura total do armário, o que comprova a qualidade e novas tendências deste projeto.  Por fim, a área de lazer conta com uma piscina de cinco metros, um mini spa para seis pessoas com vista para um bosque e área verde preservada.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

segunda-feira, 1 de junho de 2015

NOTÍCIA: Chip feito de celulose pode iniciar era dos 'smartphones de madeira'

 
Novo modelo de chip semicondutor utilizando madeira como base principal.Novo modelo de chip semicondutor utilizando madeira como base principal.
Cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo modelo de chip semicondutor utilizando madeira como base principal. O estudo, que pode revolucionar a forma como os chips e dispositivos são produzidos, foi publicado na Nature, uma das publicações de maior credibilidade no cenário científico da atualidade.
Os chips comuns disponíveis no mercado são compostos por uma camada de suporte não-degradável, o que torna o produto agressivo ao meio ambiente devido ao descarte acumulado desses produtos ao longo dos anos. O "chip verde" substitui essa camada agressiva por uma chapa de nanofibrila de celulose (CNF), que é um material feito a partir da madeira, mais flexível e biodegradável que os materiais utilizados na indústria.
O processo também envolve um tratamento na pequena chapa de celulose para evitar aumentos e reduções de tamanho, já que o material pode contrair ou expandir de acordo com a absorção de umidade do ar. O resultado é um chip mais barato e menos agressivo.
Alguns analistas da área de tecnologia acreditam que o desenvolvimento dessa nova tecnologia capacite a produção de smartphones feitos em grande parte de madeira, substituindo o uso de materiais extremamente tóxicos à natureza, como o arsenieto de gálio, semicondutor utilizado em larga escala na indústria de eletrônica e informática.
Um fator que pode ajudar na maior utilização da celulose é o cálculo feito pelas indústrias, que envolve o preço do composto químico e sua capacidade de compor circuitos eletrônicos velozes. Nesse caso, a nanofibrila de celulose mostrou-se mais barata do que o arsenieto e silício - principais ingredientes de chips eletrônicos - e com desempenho semelhante.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

NOTÍCIA: Disponibilidade de madeira potencializa negócios com biomassa

Por: Assessoria Programa Mais Floresta

Estimativas indicam que, nos próximos 20 anos, a demanda adicional de madeira será em torno de 117 milhões de m³/ano em âmbito nacional.


Do total, 40% é destinado para a produção de energia e carvão vegetal.
O Brasil consome hoje cerca de 179 milhões metros cúbicos de madeira por ano. Deste total, 40% é destinado para a produção de energia e carvão vegetal. A informação é do mestre em administração estratégica e diretor de Consultoria da Consufor, Marcio Funchal, que ministrará palestra sobre o tema durante o Programa Mais Floresta, promovido pelo Senar/MS - Serviço de Aprendizagem Rural de MS, em parceria com a Paulo Cardoso Comunicações, nesta quinta-feira (4), no Três Lagoas Florestal.

Estimativas da Consufor e do Governo Federal indicam que nos próximos 20 anos a demanda adicional de madeira será em torno de 117 milhões de m³/ano em âmbito nacional, sendo que 50% desse consumo será destinado à produção de energia. Para fazer frente ao crescimento da demanda, a área plantada com florestas no País deverá aumentar cerca de 3,5 milhões hectares até 2035 (aumento de aproximadamente de 1,8% ao ano). Essa evolução é considerada factível, uma vez que nos últimos 20 anos o aumento médio foi da ordem de 2% anuais, baseado principalmente no pinus e eucalipto.

“Mato Grosso do Sul, em particular, tem um grande potencial para a expansão dos negócios envolvendo biomassa de madeira, pois hoje possui a disponibilidade da madeira in natura, diversificando assim a possibilidade de venda da madeira, além da celulose, que vem a ser uma ótima alternativa para o produtor rural”, avalia. Durante o evento, Márcio Funchal apresentará mais dados e informações que possam ajudar o produtor rural na tomada de decisão de investir no plantio de eucalipto para a geração de biomassa.

Segundo o especialista, o agronegócio é um forte consumidor de energia a partir da queima da madeira para a secagem de grãos armazenados. Somente entre 2006 e 2014, a produção nacional de soja e milho (principais grãos produzidos no país) cresceu a taxas próximas de 8% ao ano e o investimento em armazenamento e processamento de grãos tem crescido também ano a ano.

NOTÍCIA: Três Lagoas Florestal vai gerar novos negócios para fornecedores das indústrias de celulose

Por: Painel Florestal - Sarah Minini
Eldorado Brasil e Fibria vão investir mais de R$ 15 bilhões com a ampliação das fábricas a partir deste ano
A produção de celulose será duplicada nas duas fábricasA produção de celulose será duplicada nas duas fábricas
Próxima de completar 100 anos, Três Lagoas passa um grande momento econômico com o anúncio da ampliação das fábricas da Eldorado Brasil e Fibria. A feira Três Lagoas Florestal vivencia este momento oportunizando, para as empresas, a exposição de seus produtos e serviços, já que as duas gigantes de celulose ainda estão em processo de cotação de preços, embora já tenham afirmado que contratarão serviços de fornecedores de Três Lagoas.
De acordo com Carlos Monteiro, diretor industrial da Eldorado Brasil, neste momento a empresa está em processo de tomada de preços junto aos fornecedores de equipamentos e tecnologias. A decisão final sobre as empresas contratadas será anunciada no segundo semestre. “Sempre que possível, vamos optar por fornecedores locais, com o objetivo de desenvolver a região em que atuamos, mas atentos ao atendimento de critérios de sustentabilidade, respeito ao trabalhador e à legislação vigente. Por enquanto, podemos adiantar que a nova linha vai adotar, alinhada aos pilares de competitividade e inovação da Eldorado, as mais modernas tecnologias e soluções disponíveis no mercado”, comentou.
Paulo Silveira, gerente de suprimentos da Fibria, ressalta o alinhamento de todas as lideranças da empresa para que no momento de ampliação sejam escolhidos, preferencialmente, fornecedores de Três Lagoas. Em anúncio oficial foi dito que inicialmente serão 60 fornecedores locais para atender as demandas, mas a expectativa é que o número seja maior.
“Calculamos 60 fornecedores, usando como referência as obras da construção da primeira linha de produção, mas o cenário mudou e temos fornecedores totalmente aptos a nos atender. Inclusive em parceria com o IEL (Instituto EuvaldoLodi - MS) atuamos em Três Lagoas com o PQF (Programa de Qualificação de Fornecedores) em que temos mais de 100 empresas auditadas em controle de qualidade, o que deverá representar um bom incremento financeiro aos fornecedores locais”, explicou.
ELDORADO
Ao todo, serão investidos R$ 8 bilhões na nova fábrica, sendo que 70% do valor serão de linhas de financiamentos e 30%de capital próprio. A previsão é que a segunda linha comece a operar no primeiro semestre de 2018.
FIBRIA
Um dos maiores investimentos privados no Brasil com foco em exportação, o valor do projeto soma R$ 7,7 bilhões (equivalente a cerca de US$ 2,5 bilhões) e será realizado com recursos próprios provenientes da forte geração de caixa da companhia e com financiamentos de diversas fontes como BNDES, agências de créditos de exportação (ECAs), Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste, bancos comerciais e mercado de capitais.

terça-feira, 19 de maio de 2015

NOTÍCIAS: GOVERNADOR DO PIAUÍ RECEBE EMPRESÁRIOS DO SETOR FLORESTAL

Governador recebe empresários do setor florestal
Encontro visa estabelecer políticas de incentivo tributário e reativar o Programa de Desenvolvimento Florestal

Celina Honório

Reunião com empresários do Setor Florestal (Foto:Jorge Henrique Bastos)
O governador Wellington Dias recebeu, na manhã desta segunda-feira (18), empresários do setor florestal, com o objetivo de discutir melhorias e incentivos para o setor. Estiveram presentes representantes das empresas Agropecuária Barras, Grupo Canel, Grupo Arrey e Fazenda Chapada Grande, além de gestores da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Planejamento (Seplan), Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar), Desenvolvimento Tecnológico (Sedet) e Governo (Segov).

Os empresários buscam, junto ao governo do Estado, reativar e fomentar o Programa de Desenvolvimento Florestal, que visa desenvolver de forma sustentável a área agrícola do estado, promovendo a preservação de vegetação nativa. Outro ponto enfocado pelos empresários foi a necessidade de desenvolver uma matriz energética voltada para o setor agrícola; incentivar as pequenas indústrias que já estão instaladas no Piauí; estabelecer uma política fiscal e tributária que atenda ao mercado produtor de eucalipto e grãos e o incentivo ao aumento na arborização do estado, com a comercialização de mudas.

Segundo o empresário Tiago Junqueira, é importante incentivar a produção florestal e o consumo interno de grãos, o crescimento diversificado da produção e uma política fiscal que proteja o mercado interno. “Temos interesse em investir no Piauí, mas precisamos de apoio do Estado, que já tem produção agrícola, agora precisa de indústrias”, destaca.

O governador Wellington Dias garante que pretende desenvolver uma política fiscal de acordo com o Plano de Desenvolvimento estabelecido pela fronteira agrícola do Matopiba. Além disso, Dias frisa que a Semar deve começar a examinar a possibilidade de fazer a transição gradativa do uso da mata nativa para madeira de reflorestamento; uma vez que até 2017 o uso da madeira nativa em indústrias deve ser substituída pela de reflorestamento.

Dias destaca ainda que pretende reativar o Programa de Desenvolvimento Florestal, criando inicialmente uma câmara setorial para começar a tratar do assunto e unir forças com o setor da produção florestal para garantir a sobrevivência da produção agrícola. “O mercado de celulose voltou a ter sinais de melhoria. Temos interesse de retomar as negociações com grandes empresas, como a Suzano Papel e Celulose. Isso é uma alternativa para o escoamento da produção de eucalipto do Estado”, conclui.

FONTE: Portal Governo do |Piauí

NOTÍCIAS: EUCALIPTO DE USO MULTIPLO COMO TEMA DE SEMINÁRIO EM BRASILIA

19/05/2015 – Apresentar ao público casos de sucesso envolvendo sistemas produtivos com uso do eucalipto. Este é o objetivo do 10º Seminário de Atualização na Cultura do Eucalipto que acontece no dia 20 de maio na sede da CNA, em Brasília, Distrito Federal.O evento é organizado pela R&S Florestal com apoio do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).
O seminário contará com palestras do Secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, José Guilherme Tollstadius, do professor do Departamento de Engenharia Florestal da UNB, Anderson Marcos, da professora do Departamento de Engenharia Florestal da Esalq/USP, Luciana Duque Silva e o consultor da Vetor, Ronaldo Trecenti.
Plantação de eucalipto“O eucalipto pode ser usado para múltiplos usos. Além da produção de celulose, ele pode ser usado na construção civil, para geração de energia térmica e elétrica, movelaria, dentre outros. O produtor deve estar atento ao mercado regional e nacional e utilizar técnicas adequadas de planto e manejo de acordo com o destino da sua floresta”, afirma o presidente da Comissão de Silvicultura da CNA, Walter Rezende.
As inscrições podem ser feitas no e-mail [email protected]. Mais informações pelos telefone (61) 3501-0526 e (61) 98162-9969.
Fonte: Cenário MT / Adaptado por CeluloseOnline

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Fibria anuncia venda milionária para Celulose Riograndense

A Fibria anunciou nesta segunda-feira que aceitou proposta de 615 milhões de reais para venda de ativos florestais e terras no Rio Grande do Sul reunidos sob o Projeto Losango.

A oferta foi feita pela Celulose Riograndense, parte do grupo chileno CMPC. A operação envolve cerca de 100 mil hectares de áreas próprias no Estado e aproximadamente 39 mil hectares de eucaliptos plantados nessas áreas próprias e em áreas arrendadas de terceiros.

O pagamento será feito em três parcelas, das quais 488 milhões de reais serão pagos quando da aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Uma parcela de 122 milhões de reais "deverá ser liberada após as demais aprovações governamentais aplicáveis e outras condições precedentes", informou a Fibria em comunicado ao mercado.

Em maio, a Fibria havia informado que esperava vender o Projeto Losango até o final deste ano. O projeto havia sido concebido para abastecer uma fábrica da antiga VCP, que junto com a Aracruz deu origem à Fibria .

No Brasil, a CMPC atua por meio da Melhoramentos Papéis, que possui duas fábricas de papel tissue (papéis para fins sanitários) e plantações em Guaíba (RS), comprada da Aracruz em 2009.

Fonte: Painel Florestal/Reuters

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Câmara setorial discute crescimento de florestas comerciais

Dentre os setores econômicos da agricultura brasileira, o de florestas comerciais é um dos mais importantes dentro das propostas do Governo Federal para gerar renda e preservar o meio ambiente. Fomentar a atividade é o objetivo da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas, que já existe desde 2008 e cujo nome foi oficializado nesta sexta-feira, 20 de julho, por meio da Portaria nº 662.
Anteriormente conhecida como Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Silvicultura, o grupo formado por representantes de 21 entidades da iniciativa privada e governamental debate propostas de incentivo ao crescimento do setor, como planejamento estratégico e uma política nacional para florestas plantadas.
De acordo com o consultor especial da câmara, César Reis, o fórum é responsável pelo aumento de recursos e a viabilização do registro de produtos químicos específicos. “Esta câmara setorial auxiliou na construção do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono [ABC], especialmente quanto à importância de incluir o incentivo a plantação de florestas comerciais por meio de linhas de crédito diferenciadas. Também trabalhamos em conjunto com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura [Mapa] e outros órgãos governamentais para registrar produtos que combatem pragas como vespa da galha e piscilideo de concha”, explicou.
Apesar do Brasil ser abundante em recursos naturais – solo, água e insolação, a área de florestas plantadas é relativamente baixa, com 6,6 milhões de hectares. Países como a Finlândia, que possui 3,5% da extensão territorial brasileira, tem 5,9 milhões de hectares de florestas plantadas.
A partir de políticas específicas, o setor espera que até 2020 o espaço cultivado possa chegar a 15 milhões de hectares. O Governo Federal, por meio do Programa ABC, espera auxiliar nos objetivos de expansão das áreas florestais comerciais, com a finalidade de reduzir a emissão de oito milhões a 10 milhões de toneladas de CO2 equivalentes nos próximos oito anos.
Mercado
A prática comercial da plantação de florestas movimentou R$ 53 bilhões de reais em 2011. No mesmo período, o valor das exportações foi de US$ 7,6 bilhões. Apenas de eucaliptos, pinus e teca, o total de área plantada é de 6,6 milhões de hectares. Ao todo, o setor emprega 4,7 milhões de pessoas de forma direta, indireta ou devido ao efeito renda.
Um dos principais aspectos positivos da atividade, além da preservação ambiental, é relativo a questões sociais. As empresas do ramo investem em programas de responsabilidade social nas áreas de educação, assistência social, saúde e educação ambiental. No ano passado, esses investimentos somaram R$ 140 milhões.
Fonte: Ministério da Agricultura.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Efeito da idade e materiais genéticos de Eucalyptus sp. na madeira e carvão vegetal

Dissertação de Mestrado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV estudou efeitos da idade e materiais genéticos na madeira e carvão vegetal de eucalipto.


Foto: Google
A qualidade da madeira deve ser avaliada para destiná-la ao melhor uso sendo, portanto, importante determinar quais fatores influenciam nas suas características.
O aumento da idade das árvores promove importantes mudanças nos seus componentes, e consequentemente, nos seus produtos.
A constituição química é um dos fatores responsáveis pela determinação do uso da madeira, e quando se trata de carvão vegetal, a lignina é o componente mais importante.
A lignina presente nas madeiras de angiospermas é do tipo siringil-guaiacil e apresenta maior fração da lignina siringil. Entretanto, a lignina do tipo guaiacil é mais condensada e mais estável termicamente. Portanto, para a produção de carvão, menores valores para a relação S/G proporcionam maiores rendimentos em carvão.
Neste trabalho foram avaliados três clones de eucalipto, sendo um híbrido de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis, e dois clones de Eucalyptus urophylla, nas idades de três, quatro, cinco e sete anos.
Verificou-se efeito da idade nas propriedades da madeira, dos três clones avaliados, proporcionando ganhos na quantidade de energia estocada por metro cúbico, bem como nas propriedades do carvão. O tipo de lignina também influenciou positivamente a produção de energia da madeira, e as propriedades do carvão, visto que os clones que apresentaram menores valores para essa relação, apresentaram ganhos nas características tecnológicas. Verificou-se que os três clones apresentaram características da madeira satisfatórias para produção de energia e de carvão vegetal para siderurgia, e o clone GG 680 se destacou para ambas as finalidades.

Orientação e Banca
            Professora Orientadora: Angélica de Cássia Oliveira Carneiro
            Professores Co-orientadores: Ana Márcia M. L. Carvalho e Benedito Rocha Vital
            Banca: Paulo Fernando Trugilho e Solange de Oliveira Araújo.
          
Para acesso à dissertação completa, acessar o link: http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_arquivos/4/TDE-2011-12-09T074812Z-3392/Publico/texto%20completo.pdf

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Duratex conclui compra de 25% da colombiana Tablemac

O negócio havia sido anunciado em maio.


 
 A Duratex, uma das maiores fabricantes latino-americanas de painéis de madeira, informou ontem que concluiu a compra de 25% da colombiana Tablemac por R$ 116,1 milhões.

Em documento encaminhado hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia brasileira informou que a aquisição foi efetivada mediante uma emissão primária de ações, que resultou em aporte de recursos na fabricante de painéis de madeira industrializada.

A empresa informou também que, na sexta-feira, uma assembleia de acionistas escolheu o novo conselho de administração da Tablemac, para o período de agosto deste ano a março de 2014. A Duratex elegeu ainda três dos cinco membros.
Fonte: Valor Econômico

Setor de celulose e papel vai investir R$ 300 milhões este ano

Maior parte dos recursos será destinada a inovação para melhorar competitividade da indústria nacional


A cadeia produtiva de celulose e papel movimenta R$ 34 bilhões por ano no Brasil A cadeia produtiva de celulose e papel movimenta R$ 34 bilhões por ano no Brasil


A cadeia de celulose e papel, que movimenta R$ 34 bilhões ao ano no Brasil, planeja investir R$ 300 milhões no lançamento de novos produtos e na ampliação de fábricas.

“O grande desafio do nosso mercado hoje é desenvolver tecnologias inovadoras e que, além de sustentáveis, sejam viáveis economicamente e aplicáveis em larga escala. Nesse sentido a inovação é um dos pontos de destaque da atuação dessas companhias, comprovando o dinamismo da nossa indústria”, declara Lairton Leonardi, presidente da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).

Ele observa que o investimento em inovação será cada vez mais decisivo para a competitividade da indústria. Segundo um estudo recente da KMPG, este é um movimento verificado em toda a indústria mundial, pois, no cenário atual de baixo crescimento econômico, as indústrias globais estão procurando novas maneiras de inovar e colaborar ao longo da cadeia de valor como forma de assegurar sua sobrevivência, e é isso justamente o que vem acontecendo com a cadeia de celulose e papel.
Fonte: Globo Rural Online

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Produtores rurais devem faturar R$ 300 mil com eucalipto

Plantio de madeira conquista pequenos produtores rurais em Goiás que investem na 'poupança verde'

 


Em 2006, no sudoeste de Goiás, produtores rurais de 31 assentamentos receberam 900 mil mudas de eucalipto e acácia mangium.

A 'revolução verde' em áreas de reforma agrária, dominada agricultura familiar, é um dos propósitos da parceria entre Incra e o Sebrae/GO.

A iniciativa beneficia 1.082 famílias com o plantio das espécies florestais que tem como objetivo a redução do passivo ambiental e o aumento da renda bruta dessas famílias nos próximos anos.

De acordo com o consultor do Sebrae, o engenheiro agrícola Luiz Carlos Barcellos, a renda total dos beneficiados deve chegar a R$ 5,3 milhões a partir deste ano, quando começa a colheita.


A família de Valdivino Gomes Machado, 49 anos, vai fazer a primeira colheita de eucalipto no Assentamento Vale do Sonho, em Rio Verde (GO). O 'Divinão' projeta um faturamento de R$ 300 mil (brutos) com a venda da madeira.

Para sua esposa, Rosilda, a iniciativa serviu de aprendizado. "Vamos ter colheita todos os anos. E o melhor, não derrubamos um só pé de árvore para produzir, ao contrário, plantamos futuro", destacou Rosilda.

O agricultor José Aquiles de Oliveira, 60 anos, é vizinho de 'Divinão'. Sua 'poupança verde' deve render aproximadamente R$ 100 mil no Assentamento Pontal do Buriti, também em Rio Verde.

Aquiles plantou cerca de 6 mil árvores de eucalipto e 500 de acácia. Investiu R$ 4,5 mil. "E isso é só o começo", considera.


Fonte: Painel Florestal, com informações sobre Sebrae/GO

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Comparação silvicultural entre monocultivo de eucalipto e SAF´s.

Dissertação de Mestrado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV pelo Engenheiro Florestal Ranieri Ribeiro Paula, comparou silviculturalmente o monocultivo de eucalipto com SAF´s, em diferentes arranjos, no cerrado mineiro.


Foto: Google


O estudo avaliou o efeito de arranjos espaciais de plantio no crescimento de clone de eucalipto e na produção de biomassa de braquiária na região de cerrado.
            Os arranjos do monocultivo foram 3,6x2,5 m; 3,3x3,3 m. Do sistema agroflorestal foram (2x2) + 10 m; (3x3) + 9 m e 9x3 m.
            Algumas das conclusões do trabalho são:
- Os arranjos de plantio não influenciaram a altura das plantas, mas as brotações apresentaram valor assintótico menor do que as plantas intactas;
- O DAP e o volume individual das plantas intactas decresceram com a proximidade das plantas;
- O arranjo espacial não influenciou o DAP das brotações;
- A produção por hectare das brotações foi igual à das plantas intactas;
- O IAF decresceu com a idade e com a densidade arbórea;
- A biomassa da pastagem se correlacionou negativamente com o IAF aos 38 meses de idade e foi superior nos arranjos com baixa densidade arbórea;
- A decepa de plantas jovens possibilitou a obtenção de madeira de menores dimensões, independentemente do arranjo de plantio;
- Os arranjos (2x2) + 10 m e 3,6x2,5 m são os mais indicados para produção de madeira de menor diâmetro, para plantas intactas. Madeira de maiores diâmetros e maior produção de biomassa da pastagem podem ser obtidas no 9x3 m, favorecendo o sistema silvipastoril.

Orientação e Banca
Professor Orientador: Geraldo Gonçalves dos Reis.
Professores Co-orientadores: Maria das Graças Ferreira Reis, Silvio Nolasco de Oliveira Neto.
Banca: Helio Garcia Leite, Marcelo Dias Müller.

Para acesso à dissertação completa, acessar o link:
http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_arquivos/4/TDE-2011-11-22T110304Z-3317/Publico/texto%20completo.pdf
Obs.: para visualizar a tese, faça o download.

sábado, 9 de junho de 2012

Impasse entre Fibria e trabalhadores pode prejudicar obtenção do Selo Verde

Os trabalhadores da Fibria (ex-Aracruz Celulose) estão negociando o Acordo Coletivo de Participação nos Resultados (PPR), que chegou a um impasse. Caso não seja resolvido, o processo de obtenção da Certificação FSC, o chamado Selo Verde, pode ser prejudicado. A empresa propôs que os trabalhadores atinjam metas que não dependem só do trabalho deles, e sim de variáveis de câmbio e do mercado exportador.

Cerca de 70% dos trabalhadores das áreas extrativas e fabris recusaram a proposta de PPR da empresa, durante assembleia. Uma das metas inatingíveis proposta pela empresa, com indicadores que não estão sob o controle dos trabalhadores, é o Custo Operacional e Resultados Financeiros, o que acaba por impedir o acesso dos trabalhadores aos benefícios.

A proposta da empresa foi recusada pelos trabalhadores porque mesmo que eles cumpram todas as metas e batam todos os recordes de produção não atingiriam o prêmio máximo. O mesmo aconteceu para as metas estabelecidas para 2011.

Uma das condicionantes para a obtenção do Selo Verde é que a empresa mantenha relações trabalhistas e sindicais em boa fé, respeitando a decisão dos trabalhadores em negociações coletivas. Caso não entre em acordo com os trabalhadores, o processo de obtenção da certificação pode ser prejudicado.

A medida proposta pela Fibria pode contribuir ainda mais para o empobrecimento dos trabalhadores da empresa. Esse processo teve início com a perda da aposentadoria vitalícia e a diminuição do PPR. Com a mudança de empresa, os benefícios como assistência médica e odontológica dos trabalhadores foram descaracterizados. Os procedimentos de custo mais elevados, por exemplo, passam por burocracia antes de serem aprovados e os trabalhadores não são avisados do descredenciamento de médicos e clínicas.

Contribui ainda para o processo de empobrecimento dos trabalhadores a extinção do fundo de pensão, chamado de Arus, plano de saúde e seguro de vida integral, as gratificações por tempo de serviço, o abono de férias de 40% e a aposentadoria vitalícia.

FONTE: http://www.seculodiario.com.br

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Nova classe média movimenta mercado moveleiro

O perfil econômico do Brasil mudou e fez com que os mais diferentes setores se adequassem às mudanças.



Um movimento discreto, iniciado em meados da década passada, possibilitou o aumento da renda e acesso ao crédito fácil para mais de 100 milhões de brasileiros - ou 52% da população, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). São estas pessoas que hoje movimentam a economia. O programa habitacional do governo federal Minha Casa Minha Vida, destinado a cidadãos com renda entre três e dez salários mínimos, consolidou a importância desse grupo no mercado. De olho neste segmento está o setor moveleiro, que está adequando-se para atender o novo perfil de clientes.
Afinal, estas pessoas estão, cada vez mais, adquirindo a casa ou apartamento próprio e precisam mobiliá-los. "Eu diria que este é o atual desafio de mercado no Brasil. A maior parte da população está nesta faixa de renda e movimenta a economia do país. Vários setores como da construção civil já se adequaram a esta nova demanda e o moveleiro ainda precisa se organizar. É preciso atenção e integração por parte do designer, do fabricante, do distribuidor e, porque não, das construtoras, para que a demanda seja atendida", comentou o design argentino, Christian Ullmann, especialista em design sustentável, pesquisador do Núcleo de Design & Sustentabilidade da Universidade Federal do Paraná, premiado no Brasil e no exterior.
Ele esteve em Sorocaba na semana passada, quando desenvolveu a palestra "Design de Mobiliário para a nova classe média" na Universidade de Sorocaba (Uniso) - por meio de uma parceria entre o curso de Design com o Sebrae local. Segundo o coordenador do curso de Design, Marcelo Silvani, a vinda do especialista para Sorocaba fez parte da proposta de instigar a reflexão no setor local. "O design nasceu com o objetivo de transformar um desejo, um estilo em realidade. Mas há uma fatia no mercado que tem gosto pelos produtos e está adquirindo, é exigente. Porque não criarmos então para esta classe? É preciso rever os conceitos, a forma de pensar. O mercado é tão crescente que logo falaremos de design para as classes D e E", avisou.


Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A silvicultura, a feijoada e a macarronada!

Num sábado de frio, garoa e preguiça, a movimentação num restaurante “self-service” a cheiro e gosto de feijoada, fez lembrar algumas curiosidades da silvicultura. Gente bonita, gente feia, gente com família, gente solitária! Gostos? De todo o tipo: só feijoada ,só macarrão, só comida japonesa e todas as combinações possíveis ! assustou-me, no entanto, o apetite de um “corinthiano” meio assustado com o prato redondo de comida japonesa, macarronada,peixe ensopado e feijoada ! E a nossa silvicultura onde entra nessa feijoada com macarronada?

A resposta está nas constatações de campo: serviços de todo o tipo; as mais variadas justificativas para esse ou aquele procedimento; as mais diversas finalidades desse ou daquele empreendimento; floresta para isso ou para aquilo; madeira para tudo! Um punhado de dúvidas, mas uma certeza: no final da linha alguém paga a conta e estamos conversados! Simples de mais, se não fosse para uma atividade que há anos, vem lutando para desmistificar inúmeros erros técnicos cometidos no passado e que deixaram marcas indeléveis e de alto custo para o setor. Saímos de uma silvicultura conhecida como “deserto verde” e já temos excelentes exemplos de silvicultura sustentável !!! Mas como justificar alguns retrocessos em nossos procedimentos silviculturais ?

Anotem as pérolas: discussões e dúvidas sobre procedimentos cientificamente comprovados; justificativas para as mais diversas variações de espaçamentos ou quase sem espaçamento ( ! ), competição nutricional, sistemas e fórmulas mágicas para adubar ou para não adubar, clones milagrosos,e por aí vai...! Realmente, é de assustar, é de se preocupar e se não cuidarmos, vai ser de chorar!

E o pior é que, por mais que se exponha a indignação dos que fizeram, viveram e conheceram a história, as dificuldades superadas e os saltos tecnológicos de nossa silvicultura, nada muda ! É impressionante a quantidade de desavisados que, insistentemente, procuram detalhes sobre as fantasiosas ofertas anunciadas pelos vendedores de sonho!

É aquela espécie, cuja madeira vale um caminhão de ouro e que cresce de forma assustadora; é aquela forma de manejar florestas que leva à produtividades incomparáveis;enfim,uma coletânea de promessas sem nenhum comprometimento com a ética profissional e que só encontra espaço com os desavisados, que caem no setor, alguns, até mesmo, verdadeiros espertalhões, procurando uma beirinha em oportunismos da moda. Para esses oportunistas, o cruzamento com os vendedores de sonho é o que há ! No entanto, não tenhamos dúvidas, que também estamos queimando excelentes oportunidades com grandes empreendedores que poderiam crescer no setor, diversificar interesses e fortalecer a silvicultura brasileira!

Da feijoada despretensiosa a essas comparações com a silvicultura ficou uma lição: no restaurante - mesmo que se tenha inúmeras alternativas para escolha, não se iluda e não misture! Saiba o que serve adequadamente para sua alimentação e não se deixe levar pelos adornos gastronômicos! na silvicultura - use tecnologia, respeite os resultados de anos de experimentações e pesquisas e não se deixe cair em atalhos que não possuem comprovações científicas!

Mas que atalhos? A silvicultura brasileira tem profissionais altamente capacitados e de reconhecida competência. Não precisa nenhuma mágica para localizá-los.! Com certeza, esses competentes e éticos profissionais saberão indicar os atalhos que devem ser evitados! Na dúvida, dê um pulinho nas universidades ou nos centros de pesquisas florestais e invista com segurança na silvicultura brasileira!
Fonte: Nelson Barboza Leite –nbleite@uol.com.br via Painel Florestal

Os produtores rurais terão que recompor entre 5 e 100 metros de vegetação nativa das APPs


 Uma das principais intervenções feitas pela presidenta Dilma Rousseff no novo Código Florestal Brasileiro foi a ampliação da faixa que deverá ser reflorestada nas margens de rios em áreas de preservação permanente (APPs). Os produtores rurais terão que recompor entre 5 e 100 metros de vegetação nativa das APPs nas margens dos rios, dependendo do tamanho da propriedade e da largura dos rios que cortam os imóveis rurais.

As novas regras vão substituir o Artigo 61 do código aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de abril. O texto só exigia a recuperação da vegetação de APPs ao longo de rios com, no máximo, 10 metros de largura. Não previa nenhuma obrigatoriedade de recuperação dessas áreas nas margens dos rios mais largos.

“Fizemos [a mudança] considerando o tamanho da propriedade, a largura de rio, o impacto da regularização no tamanho da propriedade; consideramos os fatores social e ambiental”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ao explicar a alteração.

Para imóveis rurais com até 1 módulo fiscal (unidade de área que varia de 5 a 110 hectares, acordo com a região do país), o proprietário terá que recompor na APP uma faixa de 5 metros largura a partir da calha do rio, independentemente do tamanho do curso d'água. Se houver outras APPs na propriedade, a área preservada não poderá ultrapassar 10% da área total do imóvel.

Nas propriedades entre 1 e 2 módulos fiscais, a faixa a ser reflorestada deverá ter 8 metros, qualquer que seja a largura do rio. Nos imóveis rurais entre 2 e 4 módulos fiscais, os proprietários terão que recuperar 15 metros. No caso de imóveis entre 4 e 10 módulos rurais, a largura da recomposição da mata nativa será 20 metros nas APPs ao longo de rios de até 10 metros de largura, e 30 metros a 100 metros nas margens de rios mais largos.

Os grandes proprietários de terras, com imóveis com mais de 10 módulos fiscais, serão obrigados a recompor, no mínimo, faixas de 30 metros de largura nas APPs ao longo de pequenos cursos d'água (com 10 metros de largura) e entre 30 metros e 100 metros nas margens de rios maiores, com mais de 10 metros de largura.

A criação de escalas de recomposição, segundo o governo, vai garantir a maior preservação das margens de rios e beneficiar os pequenos agricultores. Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, os principais beneficiados serão os agricultores familiares. “Quem tem menos área de terra vai recompor menos e quem tem mais vai recompor mais APP. Estamos aqui estabelecendo um principio de justiça, estamos preservando aqueles que produzem alimentos saudáveis, estamos preservando o meio ambiente”.
Fonte: Jornal do Brasil

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Empresa investe no controle biológico de pragas de eucalipto

Em 2012, mais de 1500ha já foram controlados no combate a lagartas desfolhadoras

sexta, 25 de maio de 2012
Folhas atacadas pela lagarta desfolhadora  
Foto: Reprodução Folhas atacadas pela lagarta desfolhadora
 
A V & M Florestal, especializada em reflorestamento localizada na região centro, norte e noroeste de Minas Gerais está investindo ainda mais no controle biológico para o manejo integrado de pragas em Eucalipto. A empresa produz predadores naturais das principais pragas do eucalipto para que elas não tenham que ser exterminadas por agentes químicos.

Entre as pragas estão as lagartas desfolhadoras. Já em 1989 a V&M chegou a produzir 300 mil insetos predadores por ano para que o número de lagartas fosse mantido em um nível não prejudicial para as florestas.
As lagartas eram consideradas naquela época as principais pragas dos eucaliptos. Porém, hoje em dia, outras surgiram devido aos mais variados fatores como o crescimento da área plantada, as condições climáticas, a proximidade das árvores com outros tipos de plantas, deficiências na fiscalização, entre outros.

Por este motivo a V & M Florestal tem investido na criação de novos inimigos naturais para o manejo sustentável das plantações de eucalipto. Estes insetos são naturais do bioma brasileiro. Em  2012, mais de 1500ha já foram controlados no combate a lagartas desfolhadoras.

Essas estratégias permitem a minimização do uso de inseticidas, redução de custos de controle e a melhoria da qualidade e da produtividade das florestas com sustentabilidade ambiental, econômica e social.

Fonte: Assessoria/ Painel Florestal

Um novo ‘ouro verde’

Produtores estão se organizando para tornar o plantio de florestas um negócio tão rentável quanto é a soja

O produtor mato-grossense gosta de desafios. Depois de décadas adaptando soja e algodão para plantio no cerrado, eles conseguiram fazer de Mato Grosso maior produtor nacional de grãos e fibras e um dos principais fornecedores agrícolas no mundo. Atingindo o topo de cada uma das culturas – que incluem ainda o milho –, chegou a vez de expandir ganhos e encarar uma nova peleja: transformar eucalipto em uma commodity tão rentável quanto a soja. No entanto, entre metas, sonhos e a realidade há um abismo de impedimentos e para ultrapassar as dificuldades, como fizeram há cerca de 30 anos ao implantar a sojicultura, buscam-se união e políticas públicas ao segmento.

Estima-se que existam 200 mil hectares (ha) de floresta plantada no Estado, 100 mil com eucalipto, 60 mil com teca, 45 mil com seringueira, 3 mil com pau de balsa e outros 14 mil hectares cultivados com outras espécies como aroeira e pinho cuiabano. Em relação à produção nacional, Mato Grosso ocupa posição de lanterna. Segundo dados do anuário estatístico 2012 - ano base 2011 - da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), são 7 milhões de hectares, superfície equivalente à área destinada à sojicultura 2011/12, no Estado.

Como explica o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, se a área planta estadual estiver no mesmo nível de rendimento do que é observado em nível nacional, a floresta plantada estaria adicionando em 200 mil/ha 135.147 empregos na cadeia gerada pela atividade, assim como R$ 212,96 milhões em tributos e geraria receita – Valor Bruto da Produção (VBP) – de R$ 1,53 bilhão. A média nacional que foi considerada por Takizawa é de 0,68 empregos por ha plantado, assim como R$ 1,06 mil em tributo/ha e um VBP de R$ 7,69 mil/ha. “Existem projeções de expansão para até 2020, cenários conservador, otimista e muito otimista. Mesmo longe de ser realidade neste espaço de tempo, revelam muito bem o potencial que o Estado tem”, destaca Takizawa. Com área de 500 mil/ha em 2020, “cenário conservador”, seriam 337.868 empregos, R$ 532,42 milhões em tributos e R$ 3,84 bilhões de VBP. Numa projeção “otimista” com 750 mil/ha repovoados em 2020, haverá 506.802 empregos, R$ 798,63 milhões em tributos e R$ 5,77 bilhões de VBP. Na estimativa “muito otimista”, com 1 milhão/ha, seriam gerados 675.736 empregos, R$ 1,06 bilhão em tributos e um VBP de 7,69 bilhões.

“Mato Grosso ainda não é uma fronteira para floresta plantada. Há muito potencial, mas precisamos de políticas públicas, de um plano de desenvolvimento florestal que contemple incentivos para atração de indústrias afins que transformem a madeira em produtos nobres. Precisamos de regularizações fundiária e ambiental, logística e seguranças jurídica e tributária para os investimentos que são vultosos”. Como frisa, Mato Grosso está na contramão no quesito tributos e pela falta de política florestal. “Tem empresas que ainda não colocaram os dois pés aqui por falta de um plano específico”.

ESTADO – O coordenador do Núcleo Estadual de Trabalho dos Arranjos Produtivos Locais (APL) da Secretaria de Indústria, Comércio, Mineração e Energia (Sicme), José Juarez de Faria, conta três APLs em regiões distintas do Estado (Portal da Amazônia, Oeste e Centro Sul e Sudeste) e um novo a ser criado em junho (no médio norte), estão embasando a elaboração do Plano de Desenvolvimento Florestal para espécies plantadas e nativas que contempla incentivos fiscais e pontua gargalos e oportunidades Estado afora. “O Plano deve estar implementado ainda no final deste ano ou até o começo de 2013”, informa Juarez.

UNIÃO – Para formar a cadeia de base florestal foi criada no ano passado a CooperFlora Brasil. Com sede em Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), ela nasce com a missão de unir os produtores de eucalipto de todos os portes, visando incentivar a criação de um polo florestal sustentável em Mato Grosso. Esta união visa garantir oferta de matéria-prima em grande e ininterrupta escala, fornecer informações técnicas da atividade e compartilhar experiências de sucesso entre cooperados. Um dia de campo foi realizado no último sábado na fazenda Girassol do Prata para mostrar técnicas de manejo, mercado e tecnologia que existe para o Estado.

Como explica o presidente da entidade, o ex-senador Gilberto Goellner – um dos pioneiros no agronegócio estadual –, somente o sul do Estado detém cerca de 40 mil/ha repovoados e há um estoque de área que não serve mais para agricultura e pecuária que soma outros 500 mil/ha. “A floresta plantada não concorre com nenhuma cultura consolidada e vem como opção de negócios e sustentabilidade. Queremos começar pelo sul-mato-grossense porque aqui há atualmente a maior infraestrutura de transporte em função da Ferrovia Senador Vicente Vuolo. Unindo iniciativas privada e pública, vamos mudar o cenário econômico de Mato Grosso”.

Fonte: Diário de Cuiabá

sábado, 26 de maio de 2012

Eucalipto: melhor plantar com semente ou clone?