Dissertação de Mestrado defendida no Departamento de Engenharia
Florestal da UFV estudou a propagação vegetativa de angico-vermelho por
estaquia e miniestaquia.
O trabalho da Engenheira Florestal Poliana Coqueiro Dias,
objetivou o estudo do desenvolvimento da propagação vegetativa de seis
progênies de meio-irmãos de Anadenanthera macrocarpa (Benth) Brenan via
miniestaquia e o resgate vegetativo de material adulto em campo.
Analisou-se a produção de brotações e sobrevivência das
minicepas, além do enraizamento das miniestacas tratadas com doses de
AIB (0; 2000; 4000 e 6000 mg L-1) e da velocidade de enraizamento em
cada progênie; a influência do tipo de miniestaca e do substrato
(composto orgânico e vermiculita) no enraizamento; a influência dos
fungos micorrizicos arbusculares e os rizóbios no enraizamento de
miniestacas e no crescimento das mudas; o resgate vegetativo de árvores
selecionadas pelo enraizamento de estacas provenientes da indução de
brotações decorrentes da decepa e anelamento basal.
Um minijardim foi constituído de minicepas obtidas pela
propagação via seminal de seis progênies de Anadenanthera macrocarpa,
enquanto para o resgate por brotação de cepas e anelamento do caule
foram utilizadas brotações de 16 árvores selecionadas com 3 a 5 anos de
idade. As estacas foram separadas em duas classes de diâmetro (< 4 mm
e > 4 mm) e estaqueadas.
O enraizamento das estacas e miniestacas foi realizado
utilizando um período de permanência do material vegetal na casa de
vegetação de 60 e 30 dias, respectivamente, com a aclimatação em casa de
sombra por 10 dias, seguida da transferência para a área de pleno sol,
onde procedeu-se a avaliação final aos 100 e 70 dias, respectivamente.
Os resultados demonstraram comportamento diferenciado das progênies quanto às variáveis analisadas nos experimentos.
O sistema semihidropônico utilizado permitiu a obtenção de
altos índices de produtividade e sobrevivência das minicepas.
Em relação ao enraizamento constatou-se, de modo geral,
superioridade das estacas apicais em relação às intermediárias, sendo
indicada a miniestaca apical com 10 cm de comprimento e folha inteira
para a propagação da espécie.
A aplicação do AIB nas miniestacas não teve efeito sobre as
características avaliadas, dispensando a sua utilização. As avaliações
indicaram velocidades diferenciadas entre as progênies quanto ao
processo de enraizamento.
No geral, o substrato à base de vermiculita proporcionou melhores médias para as características observadas.
O uso de fungo micorrízico arbuscular e de rizóbio não
influenciam diretamente na formação de raízes adventícias até 30 dias em
casa de vegetação e 10 dias em casa de sombra.
Quanto ao resgate observou-se eficiência na indução de
brotações basais pelas técnicas de decepa e anelamento do caule, sendo
possível a produção de mudas via estaquia, principalmente quando
utilizadas estacas com diâmetro inferior a 4 mm.
Pode-se concluir que a miniestaquia de material juvenil e o
resgate vegetativo de material adulto são viáveis para a propagação de
Anadenanthera macrocarpa.
Orientação e Banca
Professor Orientador: Aloísio Xavier
Professores Co-orientadores: Haroldo Nogueira de Paula, Ismael Eleotério Pires.
Banca: Maria Catarina Megumi Kasuya
Para acesso à dissertação completa, acesse
AQUI!