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quarta-feira, 27 de maio de 2015

ARTIGO: Pesquisa revela que árvores ajudam a conservar água no solo em sistema integrado com lavoura

Embrapa26/05/2015 – Dados iniciais coletados pela Embrapa Agrossilvipastoril em um experimento realizado em Sinop (MT), revelaram que as perdas de água pelo escoamento superficial são menores em sistemas de integração lavoura-floresta do que em sistemas produtivos apenas com culturas anuais.
A pesquisa, que ainda está em andamento, comparou o volume de perda de solo e o escoamento da água da chuva em seis situações: solo descoberto, lavoura (rotação soja e milho com braquiária), integração lavoura-floresta, pastagem, silvicultura de eucalipto e mata nativa.
A análise dos dados do primeiro ano de monitoramento mostra que há menor volume escoado no sistema de integração lavoura-floresta do que na área apenas com lavoura. Enquanto na rotação de soja na safra e milho com braquiária na safrinha, o escoamento foi de 2,4% do total de precipitação, no sistema silviagrícola, esse número foi de apenas 1,7%. Em um local onde chovem cerca de 2.000 mm/ano, isso representa 14 litros a mais infiltrados a cada metro quadrado. Em um hectare, são 140 mil litros a mais disponíveis no solo.
“Há um período de transição, quando ocorre o plantio, que o solo fica desprotegido. Nesse período temos eventos intensos de chuva e isso ocasiona a perda de solo. No sistema integrado, embora também tenha havido a retirada da cultura anual, o componente arbóreo estava lá. Ele atua na diminuição da energia cinética da chuva e reduz o escoamento da água”, explica o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Cornélio Zolin.
De acordo com o pesquisador, quanto menor o escoamento, melhor é para a conservação dos recursos hídricos. Isso porque a água que escoa tem menor oportunidade de infiltração. “Quando se fala em disponibilidade de água, estamos preocupados com a água que infiltra. Essa água vai ficar no solo para ser usada pelas culturas e também vai alimentar o lençol freático. É esse lençol que abastece os rios na seca, garantindo uma vazão mais constante”, explica.
A pesquisa também analisou a perda de solo pelo efeito da chuva. Observou-se que, com exceção do solo descoberto, todos os outros sistemas tiveram perda de solo por erosão hídrica dentro do limite tolerável para o tipo de solo da área experimental.
Além disso, em uma próxima etapa, o trabalho irá quantificar e avaliar os nutrientes e a matéria orgânica presentes no solo e água que são perdidos com o escoamento da chuva nos diferentes sistemas produtivos estudados.
Fonte: Embrapa / Adaptado por CeluloseOnline

terça-feira, 19 de maio de 2015

NOTÍCIAS: EUCALIPTO DE USO MULTIPLO COMO TEMA DE SEMINÁRIO EM BRASILIA

19/05/2015 – Apresentar ao público casos de sucesso envolvendo sistemas produtivos com uso do eucalipto. Este é o objetivo do 10º Seminário de Atualização na Cultura do Eucalipto que acontece no dia 20 de maio na sede da CNA, em Brasília, Distrito Federal.O evento é organizado pela R&S Florestal com apoio do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).
O seminário contará com palestras do Secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, José Guilherme Tollstadius, do professor do Departamento de Engenharia Florestal da UNB, Anderson Marcos, da professora do Departamento de Engenharia Florestal da Esalq/USP, Luciana Duque Silva e o consultor da Vetor, Ronaldo Trecenti.
Plantação de eucalipto“O eucalipto pode ser usado para múltiplos usos. Além da produção de celulose, ele pode ser usado na construção civil, para geração de energia térmica e elétrica, movelaria, dentre outros. O produtor deve estar atento ao mercado regional e nacional e utilizar técnicas adequadas de planto e manejo de acordo com o destino da sua floresta”, afirma o presidente da Comissão de Silvicultura da CNA, Walter Rezende.
As inscrições podem ser feitas no e-mail [email protected]. Mais informações pelos telefone (61) 3501-0526 e (61) 98162-9969.
Fonte: Cenário MT / Adaptado por CeluloseOnline

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Práticas do Programa ABC preservam florestas brasileiras


O Programa oferece crédito aos produtores para a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis
Marcado como o Dia de Proteção às Florestas, 17 de julho remete à atuação de governo e sociedade civil em defesa de um dos seus bens mais importantes. Nesse sentido, ações com fins conservacionistas como o Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), do Governo Federal, são primordiais para colocar em prática essa conscientização. Além de preservar espécies florestais nativas, o produtor que opta por adotar práticas financiadas pelo programa ainda obtém lucros, a partir da plantação de espécies arbóreas como paricá, guanandi, sabiá, erva-mate e seringueira.
O Programa ABC oferece crédito aos produtores rurais para a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis. O principal objetivo é fazer frente aos desafios trazidos pelas mudanças climáticas, com a meta de reduzir, até 2020, entre 133 a 162 milhões de toneladas de CO2.
Relativo ao reflorestamento, as principais práticas incentivadas são as de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e implantação e manutenção de florestas comerciais. “O desmatamento já vem diminuindo em biomas importantes e o financiamento de práticas que preservem espécies nativas auxiliará tanto na preservação ambiental quanto na captação de gás carbônico na atmosfera”, afirmou o secretário de Desenvolvimento e Cooperativismo, Erikson Chandoha.
Para a Região Norte, algumas das espécies indicadas são a paricá (ideal para fabricação de laminado e compensado) e o mandiocão (pode ser utilizada para fabricação desde laminados a palitos de fósforo). Na Região Centro-Sul, recomenda-se o guanandi (fabricação de canoas e vigas de escoramento) e o pau-jacaré (madeira estrutural) e a seringueira (borracha). Quanto à Região Nordeste, destaque para o sabiá (produção de estacas, lenha e carvão). Já a Região Sul tem como boas opções a bracatinga (lenha e carvão, mobiliário) e a erva-mate (folhas utilizadas para a produção de chá).
O Programa ABC é uma das iniciativas do Governo brasileiro para diminuir o desmatamento e fomentar o aumento de espécies exóticas plantadas em biomas como a Amazônia. Em junho, o Governo Federal anunciou que 81,2% da Amazônia Legal encontra-se integralmente preservada e que o Brasil acaba de conquistar a menor taxa de desmatamento desde que a medição começou a ser feita, em 1998.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de agosto de 2010 a julho de 2011, foram desmatados 6,4 mil quilômetros quadrados da região e, de 2004 a 2011, o desmatamento na Amazônia Legal sofreu uma queda de 78%.
Financiamento pelo ABC

Os produtores interessados em adotar práticas financiadas pelo programa devem entrar em contato com sua agência bancária para obter informações quanto à aptidão ao crédito, documentação necessária para o encaminhamento da proposta e garantias.
Para a safra 2012/2013, o programa terá R$ 3,4 bilhões disponíveis em linhas de crédito. A taxa de juros para o período diminui em relação à safra anterior, de 5,5% para 5% ao ano, a menor fixada para o crédito rural destinado à agricultura empresarial.
Fonte: Painel Florestal.