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segunda-feira, 18 de junho de 2012

As mais lidas: veja o que foi destaque na semana

Outro tema em destaque é a discussão do Plano Nacional de Silvicultura com Espécies Nativas e Sistemas Agroflorestais

Entre os exemplos brasileiros de agricultura sustentável a serem apresentados durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), os sistemas agroflorestais serão destaque no dia 19 de junho. O evento começa às 8h30, na Embrapa Solos, e é organizado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os sistemas agroflorestais – também conhecidos como SAFs – são formas de uso e manejo dos recursos naturais nas quais espécies lenhosas (árvores, arbustos e palmeiras) são utilizadas em associação com cultivos agrícolas e/ou animais de maneira simultânea e na mesma área. Um dos sistemas agroflorestais que serão debatidos é o cacau-cabruca. O termo “cabruca” vem de “brocar”. Na prática, significa tirar a vegetação de menor porte e mantendo a vegetação de grande porte, onde as árvores mais altas da Mata Atlântica servem de sombra ao cacaueiro. Utilizado há mais de dois séculos, esse sistema está presente em 70% das lavouras da região sul da Bahia e auxilia na manutenção da região de maior biodiversidade do planeta, conservando a água e recursos ambientais de valor inestimável.

Outro tema em destaque é a discussão do Plano Nacional de Silvicultura com Espécies Nativas e Sistemas Agroflorestais (Pensaf), que faz parte das prioridades do Programa Nacional de Florestas como opção para expansão de florestas plantadas e recuperação de áreas degradadas. A iniciativa é uma ação integrada entre os ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento Agrário, além de organizações da sociedade civil.

Fonte: Mídia News

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Empresa investe no controle biológico de pragas de eucalipto

Em 2012, mais de 1500ha já foram controlados no combate a lagartas desfolhadoras

sexta, 25 de maio de 2012
Folhas atacadas pela lagarta desfolhadora  
Foto: Reprodução Folhas atacadas pela lagarta desfolhadora
 
A V & M Florestal, especializada em reflorestamento localizada na região centro, norte e noroeste de Minas Gerais está investindo ainda mais no controle biológico para o manejo integrado de pragas em Eucalipto. A empresa produz predadores naturais das principais pragas do eucalipto para que elas não tenham que ser exterminadas por agentes químicos.

Entre as pragas estão as lagartas desfolhadoras. Já em 1989 a V&M chegou a produzir 300 mil insetos predadores por ano para que o número de lagartas fosse mantido em um nível não prejudicial para as florestas.
As lagartas eram consideradas naquela época as principais pragas dos eucaliptos. Porém, hoje em dia, outras surgiram devido aos mais variados fatores como o crescimento da área plantada, as condições climáticas, a proximidade das árvores com outros tipos de plantas, deficiências na fiscalização, entre outros.

Por este motivo a V & M Florestal tem investido na criação de novos inimigos naturais para o manejo sustentável das plantações de eucalipto. Estes insetos são naturais do bioma brasileiro. Em  2012, mais de 1500ha já foram controlados no combate a lagartas desfolhadoras.

Essas estratégias permitem a minimização do uso de inseticidas, redução de custos de controle e a melhoria da qualidade e da produtividade das florestas com sustentabilidade ambiental, econômica e social.

Fonte: Assessoria/ Painel Florestal

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Congresso Brasileiro de Fitopatologia recebe trabalhos científicos até 31 de maio


O prazo para envio de resumos de trabalhos científicos para o 45º Congresso Brasileiro de Fitopatologia vai até o dia 31 de maio. O Congresso, que neste ano traz o tema "Fitopatologia Tropical e Sustentabilidade", será realizado de 19 a 23 de agosto de 2012 no Studio 5 Centro de Convenções em Manaus (AM). As inscrições para o 45º Congresso Brasileiro de Fitopatologia devem ser feitas pela internet  no site  http://www.sbfito.com.br/

A fitopatologia estuda as doenças de plantas. No evento estarão reunidos pesquisadores nacionais e estrangeiros de diversas áreas relacionadas a este assunto. Estão previstas mais de 40 palestras de importantes pesquisadores dessa área do conhecimento, além de mini-cursos, apresentações orais e exposição de pôsteres sobre pesquisas.
O congresso se destina a atualização de conhecimentos, troca de experiências e debates sobre questões técnicas e econômicas relacionadas às doenças de plantas nas diversas regiões produtoras do País. Para o congresso são esperados mais de mil participantes entre professores, pesquisadores, empresários, estudantes, técnicos, produtores rurais, representantes de agências de desenvolvimento e do setor público.
Na programação científica estão previstas 14 sessões de mesa-redonda, envolvendo diversas palestras sobre temas como doenças das palmeiras, manejo de fitonematoides, manejo de doenças em cultivos protegidos,  Rhizoctonia ,  vírus e viroses de importância em plantas frutíferas e ornamentais e seu controle,  avanços nos estudos e controle da sigatoka-negra da bananeira, novas tecnologias para o controle de doenças de plantas, mal-das-folhas da seringueira, perspectivas promissoras para o controle da vassoura-de-bruxa e da monilíase do cacaueiro,  vigilância fitossanitária, patologia de sementes, progressos no conhecimento de fitobactérias habitantes do solo,  genômica aplicada ao estudo das interações planta-patógeno e  patologia florestal.
Serão realizados também quatro mini-cursos sobre: Taxonomia de nematoides; Testes de detecção de patógenos em sementes e inovações metodológicas de pesquisa em patologia de sementes; Diagnose molecular de doenças de citros; Detecção e identificação de bactérias fitopatogênicas de importância econômica. As informações sobre inscrições e a programação científica estão disponíveis no site http://www.sbfito.com.br/
O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF) e nesta edição está sendo organizado pela Embrapa Amazônia Ocidental, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Superintendência Federal de Agricultura no Amazonas (SFA-AM) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Estudo alerta para o baixo crescimento da oferta de florestas plantadas

Um setor cujo valor bruto da produção alcança quase R$ 52 bilhões - o equivalente a 17% da produção agrícola brasileira, a silvicultura tem se transformado em uma economia de mercado no País. Vem recebendo investimentos expressivos e apresenta potencial agressivo de crescimento, tanto em função da demanda do setor de celulose e papel, quanto dos segmentos de painéis reconstituídos, biomassa e carvão.





Contudo, o ritmo de crescimento da produção florestal não deverá ser suficiente para atender a demanda, destacadamente da parte da indústria de celulose e papel. O alerta foi feito por Jefferson Bueno Mendes, presidente daPöyry Silviconsult, maior empresa de consultoria especializada em negócios florestais.

Trabalhando em conjunto com todos os players do setor florestal brasileiro, com soluções nas áreas de gestão florestal, posicionamento socioambiental e inteligência de mercado, a Pöyry Silviconsult apresentou um estudo aos executivos do setor comparando a evolução da oferta de madeira proveniente de florestas plantadas com as projeções de crescimento da demanda das indústrias de base florestal.

Em síntese, para atender o crescimento previsto das indústrias de papel e celulose, painéis reconstituídos, biomassa, carvão, madeira serrada e laminados, o estudo aponta para um déficit mínimo da ordem de 1,3 milhão de hectares plantados até 2020. Especificamente em relação ao setor de papel e celulose, espera-se uma produção adicional da ordem de aproximadamente 10 milhões de toneladas de celulose, volume inclusive inferior aos projetos já anunciados, que somam 17 milhões de toneladas/ano de celulose até 2020. Caso todos os projetos sejam implantados, o déficit de área plantada será da ordem de 2,3 milhões de hectares.

"Hoje há um risco de uma dissociação regional entre oferta e demanda, ou seja, um descompasso entre a previsão de plantio de florestas e os projetos industriais em andamento e já anunciados, além da demanda prevista em outros setores", destacou Jefferson Bueno Mendes. Ele lembrou que a indústria de celulose é responsável por absorver 37,5% da produção de madeira, mas outros setores estão em expansão.

A demanda por painéis reconstituídos, por exemplo, cresce aproximadamente 10% ao ano e até 2017 deverá ampliar sua capacidade de produção em 3,8 milhões de toneladas, inclusive substituindo em parte os produtos serrados e compensados, cujo consumo vem acompanhando apenas a evolução do PIB.

Já a biomassa florestal -- um mercado emergente no Brasil e no exterior, e que desponta com grande potencial como fonte de energia renovável -- também deverá ampliar a demanda por madeira proveniente de florestas plantadas, crescendo no mínimo 3,5% ao ano. Há ainda o segmento de carvão, que atualmente absorve 10% da madeira produzida. Embora seja ainda um mercado em estruturação, a tendência também é de consumo crescente, aproximadamente 6% ao ano até 2020.

"Para dar sustentação ao seu próprio crescimento acelerado, a agroindústria tem uma demanda cada vez maior", lembrou o presidente da Pöyry Silviconsult, ao ressaltar a necessidade de expansão das florestas plantadas.

As regiões que concentram atualmente os ativos florestais não têm capacidade expressiva de ampliação da área plantada -- caso das regiões Sul e Sudeste, que representam 75% da produção florestal. Para compensar esse problema, as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste começam a despontar como alternativas.

Há, portanto, diversas oportunidades de mercado, não só no contexto nacional, mas também no internacional, com a Europa migrando cada vez mais para uma energia verde. Em contrapartida, questões como o novo projeto de lei que restringe a compra de terras por estrangeiros, podem impactar este mercado.

O presidente do Grupo Pöyry, Marcelo Cordaro, observa que é necessário não só ampliar a produção florestal, mas também promover a gestão da produtividade. "Quando se observa a curva de custos, constata-se que não dá mais para contar apenas com a vantagem natural brasileira", complementou Cordaro.

ASSOCIAÇÃO DE SUCESSO

Pöyry Silviconsult é resultado da associação do Grupo Pöyry - multinacional finlandesa de consultoria e serviços de engenharia - e da Silviconsult, segunda maior empresa brasileira de consultoria para empresas de base florestal do Brasil, sediada em Curitiba, no Paraná. Há 21 anos no mercado, e contando com uma equipe de especialistas com larga experiência na iniciativa privada, a empresa oferece soluções sustentáveis para negócios florestais, gestão socioambiental e inteligência de mercado. Juntamente com a Pöyry Tecnologia, oferece soluções globais e sustentáveis para toda a cadeia produtiva do setor florestal.

Para mais informações acesse www.poyry.com.br e www.silviconsult.com.br.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PESQUISADOR DESENVOLVE MÉTODO DE CONTROLE DE FORMIGAS

Encontradas exclusivamente nas regiões tropicais e subtropicais das Américas, as formigas cortadeiras dos gêneros Atta e Acromyrmex – conhecidas popularmente como saúvas e quenquéns – são uma das pragas que mais afetam a agricultura no Brasil, diminuindo a produtividade.

 No município fluminense de Campos de Goytacazes, o zoólogo Richard Ian Samuels, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, coordena o desenvolvimento de dois métodos de controle desses insetos, que atacam muitas espécies de plantas cultivadas, cortando folhas e ramos.

 O primeiro estudo em curso no Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Uenf, contemplado pelo edital de Apoio à Infraestrutura de Biotérios, da Fundação, propõe uma alternativa ecologicamente correta para o combate às formigas cortadeiras. Em vez de formicidas químicos, que são perigosos para o meio ambiente e para quem aplica o veneno, entra em cena o controle biológico, com base nos patógenos naturais das formigas. Para isso, o professor Richard Samuels investiga uma forma de utilizar um fungo entomopatogênico como uma arma de infecção às formigas.
Trata-se do fungo Metarhizium anisopliae. Trocando em miúdos, ele pode ser um bom aliado na guerra contra as formigas porque tem a capacidade de penetrar em seus tegumentos (espécie de armadura que envolve o corpo do inseto) e colonizar o interior de seu organismo, causando morte por infecção em cerca de três dias. Mas existe um porém. Para o fungo agir como um mecanismo de controle às formigas cortadeiras, ele precisa vencer as bactérias da espécie Pseudonocardia, que atuam como verdadeiras amigas das formigas, formando uma barreira imunológica de defesa e inibindo a ação do fungo.  
A estratégia adotada por Samuels é desenvolver um modo de furar o bloqueio das defesas das formigas contra a infecção pelos fungos. Para isso, ele vem coordenando testes no Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Uenf. “As formigas usam as bactérias Pseudonocardia como um escudo para se defender dos fungos. Por isso, estamos testando no laboratório o uso de antibióticos para reduzir essa barreira imunológica e permitir que o fungo tome conta do ninho”, resume o pesquisador.
Os resultados dos testes laboratoriais foram animadores e renderam uma publicação recentemente aceita na renomada revista britânica Biology Letters. “O tratamento com antibiótico gentamicina visualmente reduziu a população de bactérias no tegumento das formigas observadas e as tornou mais suscetíveis à infecção pelo fungo, com mortalidade de 47,7%. Isso mostra a importância das bactérias Pseudonocardia na defesa contra patógenos das próprias formigas”, detalha o professor.
Samuels dá continuidade à pesquisa para, no futuro, definir melhor uma solução para o biocontrole das formigas cortadeiras no campo e colocá-la à disposição do mercado. “Até o momento, ainda não foi encontrada uma estratégia de controle biológico eficiente para as formigas cortadeiras, por causa dos seus mecanismos naturais de defesa. Nesse sentido, as perspectivas de trabalho abertas pela pesquisa são um avanço”, justifica o zoólogo.
Nova linha para o controle químico das formigas
O segundo estudo coordenado pelo professor Richard Ian Samuels, que está em andamento na Uenf e foi contemplado pela FAPERJ no edital de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional do Rio de Janeiro (DCTR), tem como meta verificar a possibilidade de implementação de uma nova forma de controle químico das formigas cortadeiras: a aplicação de iscas líquidas ou em gel. Atualmente, o controle químico destes insetos é feito, principalmente, com iscas sólidas. Mas estas apresentam eficiência reduzida, devido à dificuldade de ingestão do veneno pelas formigas, que só ingerem substâncias líquidas.
Dessa vez, a proposta é aproveitar o mecanismo de troca de alimentos líquidos pelas formigas, denominado trofalaxia oral. Nesse processo, uma formiga transfere para outra o alimento que ingeriu primeiramente e se encontra dentro do seu próprio papo, por regurgitação. “Por causa da trofalaxia, a isca líquida ou em gel é mais facilmente transmitida de uma formiga para outra do que uma isca sólida, que tem efeito restrito àquela formiga que ingeriu a isca. Por isso, estamos testando no laboratório algumas formulações para o desenvolvimento de um veneno líquido ou em gel”, explica Samuels. “A ideia é que uma formiga transmita o veneno para a outra sucessivamente, até que a rainha seja contaminada e, então, o ninho entre em colapso em poucas semanas”, completa.
Outra questão é que as iscas sólidas disponíveis no mercado, atualmente, têm como princípio ativo a sulfuramida, considerado altamente tóxico para o meio ambiente e para o responsável pelo manuseio e aplicação do produto. “O governo federal vai proibir o uso da sulfuramida na aplicação de iscas sólidas a partir de 2012. Daí a urgência para o desenvolvimento de outras alternativas de iscas”, destaca Samuels. O segundo trabalho ainda não chegou aos resultados finais, mas já aponta para um caminho interessante no combate à praga das formigas cortadeiras. “Este projeto é capaz de gerar patentes para novas formulações de iscas químicas e, futuramente, poderemos fechar parcerias com empresas de produtos agrícolas”, prevê. 
Participam da equipe coordenada pelo professor Richard Ian Samuels as técnicas de nível superior Denise Dolores Oliveira Moreira (do quadro permanente da Uenf) e Verônica de Morais (bolsista de Apoio Técnico da FAPERJ), além do aluno de mestrado da Uenf Thalles Cardoso Mattoso.
FONTE: FAPERJ