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segunda-feira, 1 de junho de 2015

ARTIGO:Multiplicação in vitro de mogno (Khaya senegalensis)

Dissertação apresentada à Universidade Federal de Lavras de autoria de Emanuelle Taís da Silva Souza, relata sobre a Multiplicação in vitro de mogno (Khaya senegalensis).




O consumo desmedido de recursos naturais coloca em risco a sobrevivência de diferentes plantas arbóreas. Por essa razão, tem sido crescente a ação de pesquisadores que direcionam estudos no sentido da preservação das espécies, como o Mogno. Dentre as inúmeras ações, se destacam aquelas voltadas para a exploração sustentável dos recursos naturais, como o reflorestamento. É importante ressaltar que o sucesso das ações desenvolvidas depende em grande parte do emprego de técnicas capazes de viabilizar condições de propagação de espécies arbóreas de interesse econômico.
No Brasil, a madeira de Mogno Africano (gênero Khaya) tem alcançado valores de mercado cada vez mais elevados, superando, por exemplo, o Cedro, o Pinus e o Eucalipto. A valorização da madeira de Khaya em relação à espécie nativa (Swietenia macrophylla King), ou Mogno Brasileiro se dá em função da resistência a praga Hypsipyla grandella Zellar que ataca à gema terminal da espécie nativa, diminuindo o vigor, crescimento, e proporcionando múltiplas brotações, o que não é favorável para o mercado.
A busca de alternativas para a produção de mudas de Mogno tem sido um grande desafio para os pesquisadores florestais. A cultura de tecidos é uma dessas alternativas técnicas, pois pode ser usada como ferramenta para propagar espécies vegetais arbóreas que apresentam problemas que vão da produção, armazenamento, germinação até a patologia das sementes (COUTO, 2002).
 Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi produzir mudas in vitro de Mogno Africano (Khaya senegalensis), utilizando e optimizando técnicas de cultura de meristemas provenientes de sementes germinadas in vitro, via gemas axilares obtidas de plantas jovens cultivadas em casas de vegetação e via embriogênese somática de calos obtidos por meio de explantes foliares.
Para o isolamento dos meristemas provenientes de plantas cultivadas in vivo, foram testados meios MS com presença e ausência de reguladores de crescimento (BAP, AIA e AIB). O meio MS com adição de BAP e AIA foi o melhor meio pra realizar o isolamento de meristemas de plantas produzidas em casas de vegetação. Para multiplicação dos meristemas isolados de plantas cultivadas em casas de vegetação e dos provenientes de sementes germinadas in vitro foram utilizados meios MS e WPM combinados com BAP em diferentes concentrações. O meio MS contendo 0,50 mg.L−1 de BAP apresentou melhor resultado para multiplicação dos explantes meristemáticos. A indução de calos embriogêncios foi obtida com a utilização de segmentos foliares inoculados em meios MS, com diferentes combinações de reguladores de crescimento e variações nutricionais. As massas celulares obtidos foram avaliadas por microscopia óptica. Apenas calos desenvolvidos no meio MS suplementado com caseína, extrato de malte e concentração de 2,4-D, 2-iP e IBA apresentaram características embriogênicas, ou seja, maior potencial para possível regeneração de plantas de Mogno.


Biblioteca Florestal : www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/13545

Fonte da imagem: https://s3-sa-east-1.amazonaws.com/mfrural-produtos/110330-123968-589466-mudas-de-mogno-africano-khaya-senegalensis.jpg

terça-feira, 19 de maio de 2015

NOTÍCIAS: UNIVERSIDADE DE PORTUGAL DESENVOLVE DRONE QUE AVALIA ESTADO DE FLORESTAS

Monitorizar o estado da saúde das áreas florestais. Este é o objetivo do drone desenvolvido na Universidade de Aveiro, em Portugal, e que tem capacidade para monitorizar efeitos como a seca, doenças e fungos nas árvores, cobrindo até 50 mil metros quadrados de floresta, em apenas 10 minutos.
Drone
07/05/2015 – O equipamento é resultado de um projeto de investigação dos departamentos de Ordenamento e Ambiente, de Química, de Biologia e da Escola Superior de Tecnologia de Águeda da Universidade de Aveiro.
A tecnologia acoplada ao drone permite avaliar o grau de impacto de vários fatores de “stress” numa área florestal, seja os causados pela falta de água ou de nutrientes, seja os provocados por doenças ou ataques de insetos e fungos.
“Nesta primeira fase, desenvolvemos um sistema para a monitorização de plantações de eucalipto, tendo em conta a relevância econômica destas plantações”, revela o coordenador do projeto, Jan Jacob Keizer.
Em Portugal, o eucalipto é a espécie florestal dominante representando mais de 6% do total da superfície florestal, perfazendo 812 mil hectares. No Brasil, em 2012, a área ocupada por florestas plantadas de eucalipto totalizava mais de cinco milhões de hectares, o que representa 70,8 por cento do total de florestas brasileiras plantadas.
A tecnologia do drone baseia-se num sistema de monitorização em que imagens multiespectrais – imagens adquiridas em diferentes comprimentos de onda que resultam na captura separada de cores – e que são adquiridas, através do veículo aéreo de asa rotativa com propulsão elétrica, com um sensor multi-espectral.
Os drones podem ser enviados em missão sob solicitação dos produtores florestais, podendo monitorizar, de forma expedita, alterações no coberto florestal.
Fonte: TVI 24 / Adaptado por CeluloseOnline

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Setor de celulose e papel vai investir R$ 300 milhões este ano

Maior parte dos recursos será destinada a inovação para melhorar competitividade da indústria nacional


A cadeia produtiva de celulose e papel movimenta R$ 34 bilhões por ano no Brasil A cadeia produtiva de celulose e papel movimenta R$ 34 bilhões por ano no Brasil


A cadeia de celulose e papel, que movimenta R$ 34 bilhões ao ano no Brasil, planeja investir R$ 300 milhões no lançamento de novos produtos e na ampliação de fábricas.

“O grande desafio do nosso mercado hoje é desenvolver tecnologias inovadoras e que, além de sustentáveis, sejam viáveis economicamente e aplicáveis em larga escala. Nesse sentido a inovação é um dos pontos de destaque da atuação dessas companhias, comprovando o dinamismo da nossa indústria”, declara Lairton Leonardi, presidente da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).

Ele observa que o investimento em inovação será cada vez mais decisivo para a competitividade da indústria. Segundo um estudo recente da KMPG, este é um movimento verificado em toda a indústria mundial, pois, no cenário atual de baixo crescimento econômico, as indústrias globais estão procurando novas maneiras de inovar e colaborar ao longo da cadeia de valor como forma de assegurar sua sobrevivência, e é isso justamente o que vem acontecendo com a cadeia de celulose e papel.
Fonte: Globo Rural Online

domingo, 29 de julho de 2012

CLONES DE EUCALIPTO DISPONÍVEL!





segunda-feira, 28 de maio de 2012

Empresa investe no controle biológico de pragas de eucalipto

Em 2012, mais de 1500ha já foram controlados no combate a lagartas desfolhadoras

sexta, 25 de maio de 2012
Folhas atacadas pela lagarta desfolhadora  
Foto: Reprodução Folhas atacadas pela lagarta desfolhadora
 
A V & M Florestal, especializada em reflorestamento localizada na região centro, norte e noroeste de Minas Gerais está investindo ainda mais no controle biológico para o manejo integrado de pragas em Eucalipto. A empresa produz predadores naturais das principais pragas do eucalipto para que elas não tenham que ser exterminadas por agentes químicos.

Entre as pragas estão as lagartas desfolhadoras. Já em 1989 a V&M chegou a produzir 300 mil insetos predadores por ano para que o número de lagartas fosse mantido em um nível não prejudicial para as florestas.
As lagartas eram consideradas naquela época as principais pragas dos eucaliptos. Porém, hoje em dia, outras surgiram devido aos mais variados fatores como o crescimento da área plantada, as condições climáticas, a proximidade das árvores com outros tipos de plantas, deficiências na fiscalização, entre outros.

Por este motivo a V & M Florestal tem investido na criação de novos inimigos naturais para o manejo sustentável das plantações de eucalipto. Estes insetos são naturais do bioma brasileiro. Em  2012, mais de 1500ha já foram controlados no combate a lagartas desfolhadoras.

Essas estratégias permitem a minimização do uso de inseticidas, redução de custos de controle e a melhoria da qualidade e da produtividade das florestas com sustentabilidade ambiental, econômica e social.

Fonte: Assessoria/ Painel Florestal

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PESQUISADOR DESENVOLVE MÉTODO DE CONTROLE DE FORMIGAS

Encontradas exclusivamente nas regiões tropicais e subtropicais das Américas, as formigas cortadeiras dos gêneros Atta e Acromyrmex – conhecidas popularmente como saúvas e quenquéns – são uma das pragas que mais afetam a agricultura no Brasil, diminuindo a produtividade.

 No município fluminense de Campos de Goytacazes, o zoólogo Richard Ian Samuels, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, coordena o desenvolvimento de dois métodos de controle desses insetos, que atacam muitas espécies de plantas cultivadas, cortando folhas e ramos.

 O primeiro estudo em curso no Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Uenf, contemplado pelo edital de Apoio à Infraestrutura de Biotérios, da Fundação, propõe uma alternativa ecologicamente correta para o combate às formigas cortadeiras. Em vez de formicidas químicos, que são perigosos para o meio ambiente e para quem aplica o veneno, entra em cena o controle biológico, com base nos patógenos naturais das formigas. Para isso, o professor Richard Samuels investiga uma forma de utilizar um fungo entomopatogênico como uma arma de infecção às formigas.
Trata-se do fungo Metarhizium anisopliae. Trocando em miúdos, ele pode ser um bom aliado na guerra contra as formigas porque tem a capacidade de penetrar em seus tegumentos (espécie de armadura que envolve o corpo do inseto) e colonizar o interior de seu organismo, causando morte por infecção em cerca de três dias. Mas existe um porém. Para o fungo agir como um mecanismo de controle às formigas cortadeiras, ele precisa vencer as bactérias da espécie Pseudonocardia, que atuam como verdadeiras amigas das formigas, formando uma barreira imunológica de defesa e inibindo a ação do fungo.  
A estratégia adotada por Samuels é desenvolver um modo de furar o bloqueio das defesas das formigas contra a infecção pelos fungos. Para isso, ele vem coordenando testes no Laboratório de Entomologia e Fitopatologia da Uenf. “As formigas usam as bactérias Pseudonocardia como um escudo para se defender dos fungos. Por isso, estamos testando no laboratório o uso de antibióticos para reduzir essa barreira imunológica e permitir que o fungo tome conta do ninho”, resume o pesquisador.
Os resultados dos testes laboratoriais foram animadores e renderam uma publicação recentemente aceita na renomada revista britânica Biology Letters. “O tratamento com antibiótico gentamicina visualmente reduziu a população de bactérias no tegumento das formigas observadas e as tornou mais suscetíveis à infecção pelo fungo, com mortalidade de 47,7%. Isso mostra a importância das bactérias Pseudonocardia na defesa contra patógenos das próprias formigas”, detalha o professor.
Samuels dá continuidade à pesquisa para, no futuro, definir melhor uma solução para o biocontrole das formigas cortadeiras no campo e colocá-la à disposição do mercado. “Até o momento, ainda não foi encontrada uma estratégia de controle biológico eficiente para as formigas cortadeiras, por causa dos seus mecanismos naturais de defesa. Nesse sentido, as perspectivas de trabalho abertas pela pesquisa são um avanço”, justifica o zoólogo.
Nova linha para o controle químico das formigas
O segundo estudo coordenado pelo professor Richard Ian Samuels, que está em andamento na Uenf e foi contemplado pela FAPERJ no edital de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional do Rio de Janeiro (DCTR), tem como meta verificar a possibilidade de implementação de uma nova forma de controle químico das formigas cortadeiras: a aplicação de iscas líquidas ou em gel. Atualmente, o controle químico destes insetos é feito, principalmente, com iscas sólidas. Mas estas apresentam eficiência reduzida, devido à dificuldade de ingestão do veneno pelas formigas, que só ingerem substâncias líquidas.
Dessa vez, a proposta é aproveitar o mecanismo de troca de alimentos líquidos pelas formigas, denominado trofalaxia oral. Nesse processo, uma formiga transfere para outra o alimento que ingeriu primeiramente e se encontra dentro do seu próprio papo, por regurgitação. “Por causa da trofalaxia, a isca líquida ou em gel é mais facilmente transmitida de uma formiga para outra do que uma isca sólida, que tem efeito restrito àquela formiga que ingeriu a isca. Por isso, estamos testando no laboratório algumas formulações para o desenvolvimento de um veneno líquido ou em gel”, explica Samuels. “A ideia é que uma formiga transmita o veneno para a outra sucessivamente, até que a rainha seja contaminada e, então, o ninho entre em colapso em poucas semanas”, completa.
Outra questão é que as iscas sólidas disponíveis no mercado, atualmente, têm como princípio ativo a sulfuramida, considerado altamente tóxico para o meio ambiente e para o responsável pelo manuseio e aplicação do produto. “O governo federal vai proibir o uso da sulfuramida na aplicação de iscas sólidas a partir de 2012. Daí a urgência para o desenvolvimento de outras alternativas de iscas”, destaca Samuels. O segundo trabalho ainda não chegou aos resultados finais, mas já aponta para um caminho interessante no combate à praga das formigas cortadeiras. “Este projeto é capaz de gerar patentes para novas formulações de iscas químicas e, futuramente, poderemos fechar parcerias com empresas de produtos agrícolas”, prevê. 
Participam da equipe coordenada pelo professor Richard Ian Samuels as técnicas de nível superior Denise Dolores Oliveira Moreira (do quadro permanente da Uenf) e Verônica de Morais (bolsista de Apoio Técnico da FAPERJ), além do aluno de mestrado da Uenf Thalles Cardoso Mattoso.
FONTE: FAPERJ