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terça-feira, 17 de julho de 2018

Mudas de Eucalipto Clonado para todo Sudeste

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Mudas de Eucalipto Clonado Litoral do Nordeste

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Mudas de Eucalipto Clonado para Região Nordeste

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

NOTÍCIA: Genética no plantio de eucalipto será abordada no Três Lagoas Florestal

Por: Assessoria Famasul
Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).Palestra será realizada na próxima quinta-feira (04).
Vários fatores são determinantes no plantio de uma floresta de eucalipto, mas dois devem ser analisados com muito critério: para quem será vendida e para que finalidade vai ser plantada. No caso do produtor que deseja plantar uma floresta, visando geração de energia, é preciso buscar materiais genéticos com alta produtividade, elevada densidade básica, alto teor de lignina e alto poder calorífico. Isso deve ser feito com o objetivo de maximizar a geração de energia por hectare.
“Atualmente não há no mercado um clone (tipo de muda reproduzida geneticamente) específica para esse segmento adaptada ao Mato Grosso do Sul. Logo, deve-se buscar entre os clones disponíveis aqueles que melhor se adéquam as características acima”.
Quem afirma é a pesquisadora Ana Gabriela Monnerat Carvalho Bassa da Arbogen, a primeira palestrante do Programa Mais Floresta, promovido Senar/MS - Serviço de Aprendizagem Rural e pelo Paulo Cardoso Comunicações que será realizado a próxima quinta-feira (04), às 15 horas, durante a feira Três Lagoas Florestal. O tema da palestra é o “Eucalipto na produção de biomassa e os materiais genéticos disponíveis para plantio em MS”.
Mas se não existe um clone específico para o Estado, então cabe a pergunta: por que ele é tão importante para definir a finalidade de uma floresta? Segundo Gabriela Bassa, os “clones apresentam características de qualidade da madeira distintas. Deve-se então conhecer essas características para a adequação do clone ao produto final. Por exemplo, ao plantar um clone de baixa densidade e baixo poder calorífico, o potencial de geração de energia não estará sendo maximizado. Na indústria de celulose e papel buscam-se características que maximizem a produção de toneladas de celulose por hectare. O mesmo deve ser feito para florestas produtoras de biomassa – deve-se buscar a maior geração de energia por hectare”.
Em sua palestra, a pesquisadora vai esclarecer as diferenças existentes na qualidade da madeira para diferentes segmentos industriais, focando nas características adequadas para biomassa: “Vou expor o trabalho que a ArborGen vem desenvolvendo, como a comercialização de clones protegidos, além do trabalho de desenvolvimento de clones e ainda citar um pouco do que temos feito no desenvolvimento do eucalipto transgênico, ainda em fase de pesquisa”.
FONTE: PAINEL FLORESTAL

quarta-feira, 27 de maio de 2015

ARTIGO: Macaúba: matéria-prima nativa com potencial para a produção de biodiesel

De acordo com o Plano Nacional de Agroenergia, lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a pesquisa deve buscar novos patamares de rendimento de óleo com maior adensamento energético das espécies oleaginosas, passando do nível atual de 500 a 700 kg de óleo/ha obtido com as culturas tradicionais, em que se tem domínio tecnológico, como soja e mamona, para aproximadamente 5.000 kg de óleo/ha, proporcionando competitividade crescente ao biodiesel e promovendo a segurança energética nacional.

Nesta busca de patamares mais elevados de produtividade em termos de quantidade de óleo produzida por hectare, estão sendo estudadas e utilizadas espécies perenes como, por exemplo, as palmeiras oleíferas (dendê, macaúba e buritis) e pinhão manso, de alto rendimento de óleo, com produtividades superiores a 4.000 kg de óleo/há e adaptadas a condições edafo-climáticas distintas, incluindo biomas diversos, principalmente cerrado, caatinga e floresta amazônica.

Há, então, perspectivas reais de utilização da macaúba como matéria-prima para produção de biodiesel no Brasil. Esta palmácea se destaca pelo seu potencial para a produção de grandes quantidades de óleo por unidade de área, além da possibilidade de utilização em sistemas agrosilvopastoris.

A macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lood. ex Mart) é uma palmeira nativa das Florestas Tropicais. Apresenta grande dispersão no Brasil e em países vizinhos como Colômbia, Bolívia e Paraguai. No Brasil ocorrem povoamentos naturais em quase todo território, mas as maiores concentrações estão localizadas em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo amplamente espalhados pelas áreas de Cerrado .

Essa espécie tem vasta sinonímia popular no Brasil: macaúba, mucajá, mocujá, mocajá, macaíba, macaiúva, bacaiúva, bocaiúva, umbocaiúva, imbocaiá, coco-de-catarro ou coco-de-espinho.

O fruto é a parte mais importante da planta, cuja polpa é consumida in natura ou usada para extração de gordura comestível; a amêndoa fornece óleo claro com qualidades semelhantes ao da azeitona. Dada a sua ampla utilidade, essas palmeiras vem sendo utilizadas pelo homem desde tempos pré-históricos (cerca de 9.000 anos AC). Pesquisas publicadas na Revista FAPESP de Dezembro de 2002 mostraram que as cascas, secas e trituradas, podem ser utilizadas como fonte valiosa no combate à desnutrição infantil, por terem teor de ferro quatro vezes mais elevado do que a multimistura, além de concentrações razoáveis de cálcio e fosfato. Assim, a casca da macaúba pode substituir alguns componentes deste suplemento alimentar normalmente distribuído pela Pastoral do Menor, tais como a semente de girassol e de amendoim, escassas na região nordeste na estiagem, período em que aumenta a desnutrição infantil.

Existem vários relatos de utilização tradicional da macaúba como fonte de óleo para fins alimentícios, fabricação de sabões e queima para fins de iluminação e aquecimento. Essa palmeira apresenta significativo potencial de produção devido ao elevado teor de óleo e capacidade de adaptação a densas populações. As produtividades potenciais por área assemelham-se à do dendê, podendo chegar a mais de 4 t de óleo/ha.

Os frutos são formados por cerca de 20% de casca, 40% de polpa, 33% de endocarpo e 7% de amêndoa. Os teores de óleo são ligeiramente maiores na polpa (60%), em relação à amêndoa (55%). Assim como do dendê, são extraídos dois tipos de óleo da macaúba. Da amêndoa é retirado um óleo fino que representa em torno de 15% do total de óleo da planta, rico em ácido láurico (44%) e oléico (26%), tendo potencial para utilizações nobres, na indústria alimentícia, farmacêutica e de cosméticos.

O óleo extraído da polpa, com maior potencial para a fabricação de biodiesel, é dominado por ácido oléico (53%) e palmítico (19%) e tem boas características para o processamento industrial, mas apresenta sérios problemas de perda de qualidade com o armazenamento. Assim como ocorre com o dendê, os frutos devem ser processados logo após a colheita, pois se degradam rapidamente, aumentando a acidez e prejudicando a produção do biocombustível. As tortas produzidas a partir do processamento da polpa e da amêndoa são aproveitáveis em rações animais com ótimas características nutricionais e boa palatabilidade. Tem-se, ainda, como importante subproduto o carvão produzido a partir do endocarpo (casca rígida que envolve a amêndoa), que apresenta elevado poder calorífico.

No sentido de viabilizar a utilização comercial da macaúba e torná-la uma espécie realmente atrativa para a produção de biodiesel a Embrapa Agroenergia tem coordenado projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) envolvendo esta cultura. Em um deles, com financiamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e em parceria com a Embrapa Cerrados estão sendo realizados levantamentos da ocorrência de maciços nativos de macaúba em Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Com o resultado desse estudo podem-se estabelecer regiões onde existem grandes maciços nativos de macaúba e também fazer o levantamento do potencial produtivo dos maciços identificados.

Para evitar o rápido esgotamento da fonte energética são estudadas práticas de extrativismo sustentável, com a realização de inventário detalhado na área de abrangência dos maciços, o planejamento da conservação e uso dos recursos genéticos disponíveis, a definição de tipos de atividades permitidas e a elaboração de normas de uso da área, de acordo com a potencialidade do zoneamento para cada atividade.

Também são realizados estudos para desenvolver sistemas de produção, onde a macaúba será cultivada em plantios racionais. Para tanto, estão sendo feitas pesquisas com melhoramento genético, plantio, adubação, espaçamento entre plantas e obtidas as informações necessárias para o estabelecimento de sistemas de produção sustentáveis. Uma grande vantagem da macaúba é a possibilidade da produção consorciada com outras espécies. Podem ser produzidos alimentos (feijão, milho) durante a implantação da cultura e após quatro anos, quando as palmeiras atingirem a altura de 7 a 10 metros e estiverem em produção normal de frutos, pode-se plantar capim para criar gado. É um sistema integrado com bom rendimento, pois o gado se alimenta do capim e dos frutos que, eventualmente, caem das árvores e o esterco produzido pelos animais fertiliza as palmeiras.

Com os conhecimentos disponíveis, sabe-se que a macaúba não pode ser utilizada como única matéria prima para a alimentação de uma usina rentável de biodiesel, pois a colheita dos frutos não acontece o ano inteiro. Para que a usina possa funcionar durante pelo menos onze meses por ano, será necessário utilizar outras oleaginosas, como soja, girassol, algodão, mamona e também sebo bovino. Cada uma das combinações de matérias-primas exige estudos e pesquisas específicos e eventuais adaptações no processamento industrial.

Uma proposta apresentada pela Embrapa Agroenergia é o estabelecimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs) que possam atender a necessidade do suprimento contínuo de matérias-primas para a produção de biodiesel e que permitam otimizar o uso das terras e o balanço energético global. Nesse tipo de APL será vantajosa a formação de associações ou cooperativas de produtores que instalem unidades de esmagamento das matérias-primas. O óleo vegetal extraído será transportado até a usina de biodiesel e a torta resultante da extração aproveitada pelos próprios produtores das oleaginosas, tanto para alimentação animal, quanto para utilização como adubo. Com esse esquema, o raio de produção das matérias-primas para abastecimento da usina de biodiesel poderá ser ampliado, o que não seria economicamente viável se os grãos inteiros fossem transportados ate à usina de biodiesel e as tortas transportadas de volta até às regiões produtoras.


Fonte: Macaúbanet /Biomercado

ARTIGO: Qual o clone ideal para o eucalipto?

05/2015 – Clonagem de eucalipto é apenas uma maneira de propagar em escala comercial os melhores frutos (produtos) do melhoramento genético. Quando se fala em plantar clones de eucalipto, fala-se do topo do que existe em melhoramento genético e desenvolvimento tecnológico para a formação de florestas plantadas.
Para chegar ao melhor material são feitas diversas análises buscando aproveitar a variação genética que existe entre os indivíduos de uma população. No geral, os indivíduos dentro de uma população seguem para determinada característica a variação de uma curva de distribuição normal.
Eucalipto
Segundo o engenheiro florestal, doutor em Melhoramento Genético e coordenador de Tecnologia do grupo CMPC Celulose Riograndense, Glêison dos Santos, a clonagem, portanto, permite trabalhar com os melhores indivíduos da população de melhoramento, com valores superiores à média.
“O melhoramento genético é o aperfeiçoamento das características do eucalipto ao longo dos anos, sendo que algumas espécies já estão em seu terceiro ciclo de melhoramento no Brasil. O que fazemos é selecionar os indivíduos superiores, o mais próximo possível do lado direito da curva de distribuição, onde estão os melhores indivíduos para essa característica. O próximo passo é transformar esses indivíduos sem clones”, explica Santos.
EucaliptoPara o clone, as características mais buscadas são crescimento volumétrico, pois é necessário ter uma produtividade florestal acima de 40 m³ por hectare por ano; resistência a doenças e pragas; qualidade da madeira e fazer que o clone ainda com a matéria-prima produzida seja homogênea e aderente à demanda dos clientes, diferente do plantio por semente, que gera heterogeneidade e variações desnecessárias no produto final.
Existem vários tipos de clone, cada um específico para uma região do Brasil, em especial para condição de solo e clima.
“Existem os clones que chamamos de clone de mercado, desenvolvidos há mais tempo, que estão disponíveis para compra em viveiros particulares. E mais recentemente, desenvolveram-se novos clones que agora podem ser protegidos, o que permite proteger esse clone dentro da lei brasileira de proteção de cultivares, o que pode gerar o pagamento de royalties para seu uso”, detalha Santos.
Para escolha do clone ideal, é preciso primeiro determinar o objetivo final de uso, seja para energia, serraria, carvão, celulose, entre outros. Há, portanto, uma gama de clones desenvolvidos para cada uma dessas finalidades, sendo necessário observar se o material se adapta à região de plantio. Para a melhor informação sobre quais são os melhores clones para determinado produto, é sempre importante consultar um engenheiro florestal.
Fonte: Revista Campo & Negócios / Adaptado por CeluloseOnline

terça-feira, 19 de maio de 2015

NOTÍCIAS: EUCALIPTO DE USO MULTIPLO COMO TEMA DE SEMINÁRIO EM BRASILIA

19/05/2015 – Apresentar ao público casos de sucesso envolvendo sistemas produtivos com uso do eucalipto. Este é o objetivo do 10º Seminário de Atualização na Cultura do Eucalipto que acontece no dia 20 de maio na sede da CNA, em Brasília, Distrito Federal.O evento é organizado pela R&S Florestal com apoio do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).
O seminário contará com palestras do Secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, José Guilherme Tollstadius, do professor do Departamento de Engenharia Florestal da UNB, Anderson Marcos, da professora do Departamento de Engenharia Florestal da Esalq/USP, Luciana Duque Silva e o consultor da Vetor, Ronaldo Trecenti.
Plantação de eucalipto“O eucalipto pode ser usado para múltiplos usos. Além da produção de celulose, ele pode ser usado na construção civil, para geração de energia térmica e elétrica, movelaria, dentre outros. O produtor deve estar atento ao mercado regional e nacional e utilizar técnicas adequadas de planto e manejo de acordo com o destino da sua floresta”, afirma o presidente da Comissão de Silvicultura da CNA, Walter Rezende.
As inscrições podem ser feitas no e-mail [email protected]. Mais informações pelos telefone (61) 3501-0526 e (61) 98162-9969.
Fonte: Cenário MT / Adaptado por CeluloseOnline

segunda-feira, 16 de março de 2015

PROJETO: MINI JARDIM CLONAL HIDROPÔNICO


















sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

ARTIGO: Dramático Cenário do Mercado de Mudas

Uma reflexão sobre o mercado de mudas.
Quem está nesse mercado à pelo menos dez anos, a de concordar que vivemos o pior momento para produção e comercialização de mudas. Nem mesmo a crise econômica mundial de 2008 afetou tanto os viveiros (em especial eucalipto) como o ultimo trimestre de 2014 e o início de 2015.

O reflexo da crise econômica brasileira e a falta de chuvas em diversos estados tem afetado drasticamente esse mercado que vem perdendo sua viabilidade cada ano. As empresas exigem cada vez mais produtos de extrema qualidade, porém com preços baixíssimos, os custos cada vez maiores, a dificuldade mão de obra operacional e de gestão de base cada vez mais escassa e as informações de viveiros fechando e de grandes produtores reduzindo sua capacidade.


Para alguns é uma questão de tempo para esse mercado melhorar, enquanto para outros esse dia não chegará. Para aqueles que ainda acreditam nesse negocio, cabe unir forças para que esse mercado volte a ter viabilidade, porque as expectativas de plantio no Brasil são boas e pode ser a esperança para o seguimento.

#Luciano

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Produtores rurais devem faturar R$ 300 mil com eucalipto

Plantio de madeira conquista pequenos produtores rurais em Goiás que investem na 'poupança verde'

 


Em 2006, no sudoeste de Goiás, produtores rurais de 31 assentamentos receberam 900 mil mudas de eucalipto e acácia mangium.

A 'revolução verde' em áreas de reforma agrária, dominada agricultura familiar, é um dos propósitos da parceria entre Incra e o Sebrae/GO.

A iniciativa beneficia 1.082 famílias com o plantio das espécies florestais que tem como objetivo a redução do passivo ambiental e o aumento da renda bruta dessas famílias nos próximos anos.

De acordo com o consultor do Sebrae, o engenheiro agrícola Luiz Carlos Barcellos, a renda total dos beneficiados deve chegar a R$ 5,3 milhões a partir deste ano, quando começa a colheita.


A família de Valdivino Gomes Machado, 49 anos, vai fazer a primeira colheita de eucalipto no Assentamento Vale do Sonho, em Rio Verde (GO). O 'Divinão' projeta um faturamento de R$ 300 mil (brutos) com a venda da madeira.

Para sua esposa, Rosilda, a iniciativa serviu de aprendizado. "Vamos ter colheita todos os anos. E o melhor, não derrubamos um só pé de árvore para produzir, ao contrário, plantamos futuro", destacou Rosilda.

O agricultor José Aquiles de Oliveira, 60 anos, é vizinho de 'Divinão'. Sua 'poupança verde' deve render aproximadamente R$ 100 mil no Assentamento Pontal do Buriti, também em Rio Verde.

Aquiles plantou cerca de 6 mil árvores de eucalipto e 500 de acácia. Investiu R$ 4,5 mil. "E isso é só o começo", considera.


Fonte: Painel Florestal, com informações sobre Sebrae/GO

sexta-feira, 29 de junho de 2012

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segunda-feira, 18 de junho de 2012

As mais lidas: veja o que foi destaque na semana

Outro tema em destaque é a discussão do Plano Nacional de Silvicultura com Espécies Nativas e Sistemas Agroflorestais

Entre os exemplos brasileiros de agricultura sustentável a serem apresentados durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), os sistemas agroflorestais serão destaque no dia 19 de junho. O evento começa às 8h30, na Embrapa Solos, e é organizado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os sistemas agroflorestais – também conhecidos como SAFs – são formas de uso e manejo dos recursos naturais nas quais espécies lenhosas (árvores, arbustos e palmeiras) são utilizadas em associação com cultivos agrícolas e/ou animais de maneira simultânea e na mesma área. Um dos sistemas agroflorestais que serão debatidos é o cacau-cabruca. O termo “cabruca” vem de “brocar”. Na prática, significa tirar a vegetação de menor porte e mantendo a vegetação de grande porte, onde as árvores mais altas da Mata Atlântica servem de sombra ao cacaueiro. Utilizado há mais de dois séculos, esse sistema está presente em 70% das lavouras da região sul da Bahia e auxilia na manutenção da região de maior biodiversidade do planeta, conservando a água e recursos ambientais de valor inestimável.

Outro tema em destaque é a discussão do Plano Nacional de Silvicultura com Espécies Nativas e Sistemas Agroflorestais (Pensaf), que faz parte das prioridades do Programa Nacional de Florestas como opção para expansão de florestas plantadas e recuperação de áreas degradadas. A iniciativa é uma ação integrada entre os ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento Agrário, além de organizações da sociedade civil.

Fonte: Mídia News

domingo, 17 de junho de 2012

O primeiro anúncio de viveiro comercial de eucalipto do Brasil

Cada muda custava mil conto de réis para cima

quinta, 14 de junho de 2012


Data de 20 de julho de 1875, o que seria o primeiro anúncio de venda de "Eucalyptus" de São Paulo e, provavelmente do Brasil.

O Estadão, na época "A província de São Paulo", trazia: "Na Olaria de Custodio Fernandes da Silva, junto ao gazometro, vende-se mudas de 1 a 2 metros de altura, custando cada uma de 1$000 rs. para cima. Para informações - R. da Imperatriz 2 A".

Fonte: Painel Florestal

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Propagação Vegetativa de Angico-vermelho por Estaquia e Miniestaquia

Dissertação de Mestrado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV estudou a propagação vegetativa de angico-vermelho por estaquia e miniestaquia.


O trabalho da Engenheira Florestal Poliana Coqueiro Dias, objetivou o estudo do desenvolvimento da propagação vegetativa de seis progênies de meio-irmãos de Anadenanthera macrocarpa (Benth) Brenan via miniestaquia e o resgate vegetativo de material adulto em campo.
            Analisou-se a produção de brotações e sobrevivência das minicepas, além do enraizamento das miniestacas tratadas com doses de AIB (0; 2000; 4000 e 6000 mg L-1) e da velocidade de enraizamento em cada progênie; a influência do tipo de miniestaca e do substrato (composto orgânico e vermiculita) no enraizamento; a influência dos fungos micorrizicos arbusculares e os rizóbios no enraizamento de miniestacas e no crescimento das mudas; o resgate vegetativo de árvores selecionadas pelo enraizamento de estacas provenientes da indução de brotações decorrentes da decepa e anelamento basal.
            Um minijardim foi constituído de minicepas obtidas pela propagação via seminal de seis progênies de Anadenanthera macrocarpa, enquanto para o resgate por brotação de cepas e anelamento do caule foram utilizadas brotações de 16 árvores selecionadas com 3 a 5 anos de idade. As estacas foram separadas em duas classes de diâmetro (< 4 mm e > 4 mm) e estaqueadas.
            O enraizamento das estacas e miniestacas foi realizado utilizando um período de permanência do material vegetal na casa de vegetação de 60 e 30 dias, respectivamente, com a aclimatação em casa de sombra por 10 dias, seguida da transferência para a área de pleno sol, onde procedeu-se a avaliação final aos 100 e 70 dias, respectivamente.
            Os resultados demonstraram comportamento diferenciado das progênies quanto às variáveis analisadas nos experimentos.
            O sistema semihidropônico utilizado permitiu a obtenção de altos índices de produtividade e sobrevivência das minicepas.
            Em relação ao enraizamento constatou-se, de modo geral, superioridade das estacas apicais em relação às intermediárias, sendo indicada a miniestaca apical com 10 cm de comprimento e folha inteira para a propagação da espécie.
            A aplicação do AIB nas miniestacas não teve efeito sobre as características avaliadas, dispensando a sua utilização. As avaliações indicaram velocidades diferenciadas entre as progênies quanto ao processo de enraizamento.
            No geral, o substrato à base de vermiculita proporcionou melhores médias para as características observadas.
            O uso de fungo micorrízico arbuscular e de rizóbio não influenciam diretamente na formação de raízes adventícias até 30 dias em casa de vegetação e 10 dias em casa de sombra.
            Quanto ao resgate observou-se eficiência na indução de brotações basais pelas técnicas de decepa e anelamento do caule, sendo possível a produção de mudas via estaquia, principalmente quando utilizadas estacas com diâmetro inferior a 4 mm.
            Pode-se concluir que a miniestaquia de material juvenil e o resgate vegetativo de material adulto são viáveis para a propagação de Anadenanthera macrocarpa.
          
Orientação e Banca
            Professor Orientador: Aloísio Xavier
            Professores Co-orientadores: Haroldo Nogueira de Paula, Ismael Eleotério Pires.
            Banca: Maria Catarina Megumi Kasuya      

Para acesso à dissertação completa, acesse AQUI!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A silvicultura, a feijoada e a macarronada!

Num sábado de frio, garoa e preguiça, a movimentação num restaurante “self-service” a cheiro e gosto de feijoada, fez lembrar algumas curiosidades da silvicultura. Gente bonita, gente feia, gente com família, gente solitária! Gostos? De todo o tipo: só feijoada ,só macarrão, só comida japonesa e todas as combinações possíveis ! assustou-me, no entanto, o apetite de um “corinthiano” meio assustado com o prato redondo de comida japonesa, macarronada,peixe ensopado e feijoada ! E a nossa silvicultura onde entra nessa feijoada com macarronada?

A resposta está nas constatações de campo: serviços de todo o tipo; as mais variadas justificativas para esse ou aquele procedimento; as mais diversas finalidades desse ou daquele empreendimento; floresta para isso ou para aquilo; madeira para tudo! Um punhado de dúvidas, mas uma certeza: no final da linha alguém paga a conta e estamos conversados! Simples de mais, se não fosse para uma atividade que há anos, vem lutando para desmistificar inúmeros erros técnicos cometidos no passado e que deixaram marcas indeléveis e de alto custo para o setor. Saímos de uma silvicultura conhecida como “deserto verde” e já temos excelentes exemplos de silvicultura sustentável !!! Mas como justificar alguns retrocessos em nossos procedimentos silviculturais ?

Anotem as pérolas: discussões e dúvidas sobre procedimentos cientificamente comprovados; justificativas para as mais diversas variações de espaçamentos ou quase sem espaçamento ( ! ), competição nutricional, sistemas e fórmulas mágicas para adubar ou para não adubar, clones milagrosos,e por aí vai...! Realmente, é de assustar, é de se preocupar e se não cuidarmos, vai ser de chorar!

E o pior é que, por mais que se exponha a indignação dos que fizeram, viveram e conheceram a história, as dificuldades superadas e os saltos tecnológicos de nossa silvicultura, nada muda ! É impressionante a quantidade de desavisados que, insistentemente, procuram detalhes sobre as fantasiosas ofertas anunciadas pelos vendedores de sonho!

É aquela espécie, cuja madeira vale um caminhão de ouro e que cresce de forma assustadora; é aquela forma de manejar florestas que leva à produtividades incomparáveis;enfim,uma coletânea de promessas sem nenhum comprometimento com a ética profissional e que só encontra espaço com os desavisados, que caem no setor, alguns, até mesmo, verdadeiros espertalhões, procurando uma beirinha em oportunismos da moda. Para esses oportunistas, o cruzamento com os vendedores de sonho é o que há ! No entanto, não tenhamos dúvidas, que também estamos queimando excelentes oportunidades com grandes empreendedores que poderiam crescer no setor, diversificar interesses e fortalecer a silvicultura brasileira!

Da feijoada despretensiosa a essas comparações com a silvicultura ficou uma lição: no restaurante - mesmo que se tenha inúmeras alternativas para escolha, não se iluda e não misture! Saiba o que serve adequadamente para sua alimentação e não se deixe levar pelos adornos gastronômicos! na silvicultura - use tecnologia, respeite os resultados de anos de experimentações e pesquisas e não se deixe cair em atalhos que não possuem comprovações científicas!

Mas que atalhos? A silvicultura brasileira tem profissionais altamente capacitados e de reconhecida competência. Não precisa nenhuma mágica para localizá-los.! Com certeza, esses competentes e éticos profissionais saberão indicar os atalhos que devem ser evitados! Na dúvida, dê um pulinho nas universidades ou nos centros de pesquisas florestais e invista com segurança na silvicultura brasileira!
Fonte: Nelson Barboza Leite –nbleite@uol.com.br via Painel Florestal

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Estudo compara produção de mudas de peroba em tubete biodegradável e de polietileno

Tese de Doutorado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV comparou a produção de mudas de Paratecoma peroba em tubete biodegradável e em tubete de polietileno.


Foto: Google
Atualmente, os tubetes de plástico (polietileno) são os recipientes mais utilizados em escala comercial na produção de mudas florestais, mas apresentam algumas desvantagens que podem ser solucionadas com o uso de tubetes que possam ser plantados juntamente com as mudas no campo, tais como tubetes biodegradáveis.
            O objetivo do estudo foi avaliar a viabilidade técnica e econômica do uso de tubetes biodegradáveis e de polietileno na produção e qualidade de mudas de Paratecoma peroba (Record & Mell) Kuhlm.) e no comportamento após o plantio em campo.
            O uso dos tubetes biodegradáveis e de polietileno em mudas de Paratecoma peroba, produz mudas de bom padrão de qualidade e consequente crescimento e sobrevivência pós-plantio e por isso podem ser considerados viável técnica e economicamente.
            Porém, ressalta-se que para a utilização de tubetes biodegradáveis na produção de mudas e plantios florestais em escala comercial é prudente a realização de outros estudos, tais como avaliar o crescimento e o desenvolvimento das plantas ao longo dos anos; o tempo de decomposição do tubete biodegradável no solo e a arquitetura do sistema radicular das plantas.
 
Orientação e Banca
Professor Orientador: Eduardo Euclydes de Lima e Borges
Professor Co-orientador: Márcio Lopes da Silva
Banca: Geraldo Gonçalves dos Reis, Ismael Eleotério Pires e Maria Neudes Sousas de Oliveira
 
Para acesso à dissertação completa, CLIQUE AQUI!

Um novo ‘ouro verde’

Produtores estão se organizando para tornar o plantio de florestas um negócio tão rentável quanto é a soja

O produtor mato-grossense gosta de desafios. Depois de décadas adaptando soja e algodão para plantio no cerrado, eles conseguiram fazer de Mato Grosso maior produtor nacional de grãos e fibras e um dos principais fornecedores agrícolas no mundo. Atingindo o topo de cada uma das culturas – que incluem ainda o milho –, chegou a vez de expandir ganhos e encarar uma nova peleja: transformar eucalipto em uma commodity tão rentável quanto a soja. No entanto, entre metas, sonhos e a realidade há um abismo de impedimentos e para ultrapassar as dificuldades, como fizeram há cerca de 30 anos ao implantar a sojicultura, buscam-se união e políticas públicas ao segmento.

Estima-se que existam 200 mil hectares (ha) de floresta plantada no Estado, 100 mil com eucalipto, 60 mil com teca, 45 mil com seringueira, 3 mil com pau de balsa e outros 14 mil hectares cultivados com outras espécies como aroeira e pinho cuiabano. Em relação à produção nacional, Mato Grosso ocupa posição de lanterna. Segundo dados do anuário estatístico 2012 - ano base 2011 - da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), são 7 milhões de hectares, superfície equivalente à área destinada à sojicultura 2011/12, no Estado.

Como explica o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, se a área planta estadual estiver no mesmo nível de rendimento do que é observado em nível nacional, a floresta plantada estaria adicionando em 200 mil/ha 135.147 empregos na cadeia gerada pela atividade, assim como R$ 212,96 milhões em tributos e geraria receita – Valor Bruto da Produção (VBP) – de R$ 1,53 bilhão. A média nacional que foi considerada por Takizawa é de 0,68 empregos por ha plantado, assim como R$ 1,06 mil em tributo/ha e um VBP de R$ 7,69 mil/ha. “Existem projeções de expansão para até 2020, cenários conservador, otimista e muito otimista. Mesmo longe de ser realidade neste espaço de tempo, revelam muito bem o potencial que o Estado tem”, destaca Takizawa. Com área de 500 mil/ha em 2020, “cenário conservador”, seriam 337.868 empregos, R$ 532,42 milhões em tributos e R$ 3,84 bilhões de VBP. Numa projeção “otimista” com 750 mil/ha repovoados em 2020, haverá 506.802 empregos, R$ 798,63 milhões em tributos e R$ 5,77 bilhões de VBP. Na estimativa “muito otimista”, com 1 milhão/ha, seriam gerados 675.736 empregos, R$ 1,06 bilhão em tributos e um VBP de 7,69 bilhões.

“Mato Grosso ainda não é uma fronteira para floresta plantada. Há muito potencial, mas precisamos de políticas públicas, de um plano de desenvolvimento florestal que contemple incentivos para atração de indústrias afins que transformem a madeira em produtos nobres. Precisamos de regularizações fundiária e ambiental, logística e seguranças jurídica e tributária para os investimentos que são vultosos”. Como frisa, Mato Grosso está na contramão no quesito tributos e pela falta de política florestal. “Tem empresas que ainda não colocaram os dois pés aqui por falta de um plano específico”.

ESTADO – O coordenador do Núcleo Estadual de Trabalho dos Arranjos Produtivos Locais (APL) da Secretaria de Indústria, Comércio, Mineração e Energia (Sicme), José Juarez de Faria, conta três APLs em regiões distintas do Estado (Portal da Amazônia, Oeste e Centro Sul e Sudeste) e um novo a ser criado em junho (no médio norte), estão embasando a elaboração do Plano de Desenvolvimento Florestal para espécies plantadas e nativas que contempla incentivos fiscais e pontua gargalos e oportunidades Estado afora. “O Plano deve estar implementado ainda no final deste ano ou até o começo de 2013”, informa Juarez.

UNIÃO – Para formar a cadeia de base florestal foi criada no ano passado a CooperFlora Brasil. Com sede em Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), ela nasce com a missão de unir os produtores de eucalipto de todos os portes, visando incentivar a criação de um polo florestal sustentável em Mato Grosso. Esta união visa garantir oferta de matéria-prima em grande e ininterrupta escala, fornecer informações técnicas da atividade e compartilhar experiências de sucesso entre cooperados. Um dia de campo foi realizado no último sábado na fazenda Girassol do Prata para mostrar técnicas de manejo, mercado e tecnologia que existe para o Estado.

Como explica o presidente da entidade, o ex-senador Gilberto Goellner – um dos pioneiros no agronegócio estadual –, somente o sul do Estado detém cerca de 40 mil/ha repovoados e há um estoque de área que não serve mais para agricultura e pecuária que soma outros 500 mil/ha. “A floresta plantada não concorre com nenhuma cultura consolidada e vem como opção de negócios e sustentabilidade. Queremos começar pelo sul-mato-grossense porque aqui há atualmente a maior infraestrutura de transporte em função da Ferrovia Senador Vicente Vuolo. Unindo iniciativas privada e pública, vamos mudar o cenário econômico de Mato Grosso”.

Fonte: Diário de Cuiabá

sábado, 26 de maio de 2012

Eucalipto: melhor plantar com semente ou clone?


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Detentos vão produzir 400 mil mudas do cerrado

 
Convênio assinado entre Funap e Terracap prevê o cultivo de mudas nativas; 200 sentenciados do regime semiaberto vão participar do programa e reduziram o tempo da pena
Detentos vão produzir 400 mil mudas do cerrado17 de Maio de 2012 às 12:49
Agência Brasília – A Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap-DF) e a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) assinam hoje (17) um convênio para que sentenciados do regime semiaberto produzam mudas de árvores. São espécies florestais nativas do cerrado, que serão criadas em viveiros instalados na área agrícola da Funap, localizados no Complexo Penitenciário da Papuda e na Penitenciária Feminina do DF.
Os 200 sentenciados serão responsáveis por cultivar 400 mil mudas que serão plantadas em pontos estratégicos do DF. Eles receberão aulas de ecologia e permacultura, entre outras. Após o treinamento, os próprios sentenciados plantarão as mudas em locais definidos pela Terracap e pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram).
O grupo trabalhará diariamente, receberá uma bolsa ressocialização e será beneficiado com a remissão – a cada três dias trabalhados, reduz-se um dia na pena.
Funap
O órgão, criado em 1986, é vinculado à Secretaria de Justiça do DF e tem como objetivo principal contribuir para a recuperação social do preso e a melhoria da sua condição de vida. Para isso, a fundação desenvolve atividades nas áreas de educação, formação profissional e trabalho.
A Lei de Execução Penal classifica o trabalho como o principal fator de reajustamento social, representa um dever social e é condição de dignidade humana, com finalidades educativa e produtiva.

Fonte: Brasil247

sábado, 14 de abril de 2012

Mudas eucalipto urograndis clonado DISPONÍVEL!!

Mudas de eucalipto urograndis clonado DISPONÍVEL!! Mudas aptas para o Centro Oeste e Sudeste.



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